segunda-feira, 1 de maio de 2017

EUA e China X Coréia do Norte!


EUA e China contra armamento nuclear da Coréia do Norte

Sim, o Brasil continua vivendo sua crise, com as reformas necessárias em andamento e uma economia que insiste em crescer de maneira lenta. Como informa o relatório da 206ª Reunião do Comitê de Política Monetária (leia aqui), a nossa economia “segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”, mas com indicativos de retomada do crescimento no decorrer de 2017 e com a inflação abaixo da meta, então, nada de diferente a relatar. O que me preocupa agora é a crescente tensão na Ásia, com o antipático ditador da Coréia do Norte a brincar de foguetinhos, por isso, queria escrever algo sobre isso. E porque isso seria importante? É importante, pois imaginem vocês um país, cujo líder é um ditador, e que tem inimigos velados tão próximos, criando uma arma de destruição em massa? Sim, a intenção dos testes nucleares norte-coreanos é a criação de armas. Lógico que isso traria consequências horríveis para a Ásia como um todo. Antes de explicar o meu pensamento, queria deixar aqui um resumo de como a situação ficou tão grave.

Era Obama

A era Obama terá um resumo curtinho de sua atuação nessa situação, porque nada fez de efetivo para resolver isso. Por anos, a Coréia do Norte efetuou seus testes nucleares, ameaçando seus vizinhos (Coréia do Sul, Austrália e Japão, por exemplo). Obama fazia um discurso bonito, mas ineficiente, criavam-se restrições e sanções econômicas, que nunca davam certo, pois a Coréia do Norte tinha a China como um grande aliado econômico, militar e político. A Coréia do Norte não sentia a força das sanções, pois a China comprava seus produtos e ainda defendia o país na ONU contra posições mais enérgicas. E a situação permaneceu assim, com a Coréia do Norte brincando com suas armas nucleares, desenvolvendo-as, sem que sentisse na pele uma boa repreenda. 

Era Trump

E a era Trump recém começou, mas já apresenta uma grande mudança. Isso me fez concluir que, provavelmente, para gerir um país, ou uma cidade, o melhor mesmo seja um administrador ou empresário de sucesso, pois a diferença entre o Trump e o Obama se faz evidente. Notem bem que, na era Trump, a Coréia do Norte já está com a tecnologia para a construção de mísseis com ogivas nucleares bem avançada, graças ao braço mole do Obama. O problema está maior e bem mais difícil de resolver.  O que o Trump fez? Chamou para si a protetora da Coréia do Norte, a China. Segundo release da Casa Branca (White House- click to read), que deixo na íntegra, “President Donald J. Trump spoke yesterday with President Xi Jinping of China to address issues regarding North Korea.  President Trump criticized North Korea’s continued belligerence and emphasized that Pyongyang’s actions are destabilizing the Korean Peninsula.  The two leaders reaffirmed the urgency of the threat posed by North Korea’s missile and nuclear programs, and committed to strengthen coordination in achieving the denuclearization of the Korean Peninsula” (Readout of President Donald J. Trump’s Call with President Xi Jinping of China, em 24 de abril de 2017).
Sim, os EUA e a China aliaram-se contra a Coréia do Norte e estão fazendo os embargos àquela nação ficarem insuportáveis. Caso a Coréia não suspenda seus testes nucleares, o regime sentirá os efeitos das sanções. Em menos tempo, as ações de Trump estão mais fortes e eficientes do que as ações de Obama e tentam colocar um limite verdadeiro nas ações do ditador. E isso é bom para evitar uma guerra que estava para explodir a qualquer momento.

Para entender melhor a situação, a intenção da sanções é evitar o conflito e, portanto, a guerra. Ao retirar recursos econômicos de um país, força-se uma crise interna. Um governo em crise, tende a tentar renegociar os acordos econômicos em prol do retorno de uma melhor condição econômica. Para renegociar, deve-se dar garantias. A ONU pede como garantia o fim dos exercícios nucleares na região, ou seja, a Coréia do Norte terá que parar. Tendo isso como garantia, retiram-se as sanções e a economia volta a crescer. No vídeo abaixo, do canal Hoje no Mundo Militar, percebemos que o risco de uma grande guerra ficou mais fraca, justamente por causa das relações econômicas. Assista.



A Ação Norte-Coreana. Nem tudo são flores!

Até o presente momento, a Coréia do Norte insiste no erro e, pasmem, começou a até ameaçar a China (leia aqui) fazendo com que este país se torne ainda mais isolado e pobre em recursos. Como esse doido varrido do ditador norte-coreano persiste no erro, os EUA começaram a proteger seus aliados próximos, como a Coréia do Sul, com a presença militar e, mais recentemente, com a instalação de uma rede de proteção contra mísseis de longo alcance. O ditador parece-me alheio à real condição de seu país e dos inimigos a quem vem ameaçando. O que me diz que uma ação militar não está descartada por completo, pois o gordinho está se revelando bem malcriado. É símbolo de toda ditadura um líder que possui tudo e um povo que nada possui. Nesse sentido, o líder da Coréia do Norte age de igual maneira, não se importando com seu povo e com sua nação.



Conclusão pelo Primeiro Cenário

Temos dois cenários bem evidentes aqui. No primeiro cenário, o presidente Trump, ao isolar em definitivo a Coréia do Norte, retirando-lhe seu único aliado, aumentou a intensidade dos efeitos das sanções econômicas. Com menos recursos, o normal é que a Coréia do Norte, espero que em breve, venha a desistir deste armamento bélico e comece a negociar com o mundo. Isso evitaria a guerra. Este seria o cenário mais promissor, e no qual eu coloco minha fé, desde que os ânimos esfriem e deem tempo para as sanções fazerem seu devido efeito.

A conclusão que eu chego, com base no primeiro cenário, é que os EUA afastaram o risco de guerra iminente na Ásia com uma simples conversa com a China. Se este cenário se cumprir, posso dizer que isso será espetacular para a Ásia! A força de sanções econômicas fará seu efeito. Quando acabar o suquinho do ditador, ele vai correr para negociar com o mundo.


Conclusão pelo Segundo Cenário

O segundo cenário, que eu não descarto, pois o ditador é teimoso como criança birrenta, é de que ele não se importe com a pobreza de seu país e teime com as ameaças e os testes. Neste sentido, já sem o apoio da China, a Coréia do Norte será atacada. É um cenário assustador, pois o ditador pode escolher liberar as ogivas em seu próprio país. Não duvido, vendo como ele é instável.


Vendo pelo aspecto do segundo cenário, que ficou mais forte nestes últimos dias, a guerra será iminente, todavia, os EUA acertaram ao trazerem a China para o lado deles, pois isso diminuirá a resistência norte-coreana e uma possível longa guerra. E isso me remete ao Iraque. Provavelmente, teremos um EUA cauteloso, investindo em bombardeios que aniquilem as defesas bélicas, antes da entrada de tropas no território inimigo. Espero que a China continue afastada, ou isso se tornaria uma guerra mundial em pouco tempo.


Conclusão final

No dia 28/04/2017, eu fiquei sabendo de um teste da Coréia do Norte mirando um míssil em direção ao Japão (leia). O que acontece quando um marginal mira sua arma contra um policial? O policial saca sua arma e responde ao fogo inimigo. Desta forma são os países. Ao mirar um foguete em direção ao Japão, mesmo que ele tenha caído no mar, ou explodido em terra, a Coréia do Norte pode ter iniciado a guerra. Queria apostar na paz pelas sanções econômicas, mas a Coréia do Norte não está garantindo esta aposta. Acredito que teremos uma guerra, mas ela será breve, pois a Coréia do Norte está isolada e sem recursos que garantam defesa.  De qualquer modo, em qualquer um dos cenários, Trump foi brilhante ao trazer a China para seu lado.