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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Mais uma previsão para o futuro!

 

Assistindo a um trailer do mangá de Mononogatari, eu acabei por lembrar de uma previsão minha que fiz já há algum tempo. Estou sendo até bonzinho comigo. Acredito que fiz essa previsão há mais de uma década (2010) e ela ainda não se cumpriu. Vejam o trailer abaixo.


 

Nele podemos ver as páginas do mangá em movimento, como se fossem pedaços de uma animação. Quando comecei a ver a popularidade dos sistemas digitais para a leitura, eu acreditei que o próximo passo para a indústria de quadrinhos seria se aproximar cada vez mais da indústria de animações. Isso ainda não ocorreu. Não existe, até o presente momento, que eu saiba, um mangá dinâmico que mostre alguma cena, com algum efeito que mostre impacto, ou movimento. E eu achei que seria esse o futuro dos quadrinhos. Um futuro no qual os quadrinhos poderiam se movimentar quase como um animê.

 

Acho que isso ainda não ocorreu, não por conta de restrições de tecnologia, pois qualquer celular modesto conseguiria reproduzir muito bem um quadrinho em movimento, mas acredito que seja por conta da agenda apertada de produção dos mangakás (autores de mangás). Como precisam apresentar diversas páginas desenhadas em um espaço muito limitado de tempo, acredito que eles ainda não conseguiram um método para desenvolver direito essa função, que seria belíssima. Aqui, faço até uma sugestão. Nada melhor para otimizar a produção e tornar uma produção mais eficiente do que uma “linha de produção” tal qual a idealizada por Ford. Poderiam realizar algo assim para a criação desses quadrinhos. Exemplo: um mangaká desenha, um auxiliar coloca retícula, outro colore e um terceiro coloca dinamismo/movimento na cena de acordo com as orientações do mangaká. E não existe nada que impeça isso, uma vez que todos os autores atualmente trabalham com mesas de edição. Basta que uma dessas mesas possua um software extra que possibilite a criação da ilusão de movimento, tal qual foi feito para o trailer acima. Veja no Youtube o vídeo abaixo que mostra o mestre Hiro Mashima desenhando em uma mesa que se tornou comum para os grandes artistas do desenho. 


 

Dessa forma, teríamos, no futuro, quadrinhos dinâmicos, com algumas cenas com movimento, que tornariam a história ainda mais impactante, e animês em realidade ampliada, ou realidade virtual, conforme já disse algumas semanas atrás. Reforço aqui essa ideia usando como exemplo essa abertura abaixo. Imagine-se dentro dessas cenas, vendo essas plantas de perto, quase tendo a sensação que elas vão te tocar. O samurai correndo em sua direção.  Seria incrível esse sentimento de imersão, não?


 

 Esses seriam os passos mais importantes para levar as duas indústrias (quadrinhos e animês) a um patamar de competitividade tão alto que seria muito difícil perder terreno e posições para outros países.  Como ainda não  ocorreu, reforço minha previsão. Prevejo no futuro, então, mangás com dinamismo e animês em realidade ampliada/virtual. 

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