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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Poesia Romântica e Gótica: minha libertação!


Poesia Gótica e Romântica. Um exemplo de cada e a minha libertação!










    Sempre me perguntei porque sentia-me atraído pela poesia gótica, ou elementos góticos apresentados em textos como “O Corvo” (Edgar Allan Poe). Os textos góticos, segundo alguns estudiosos, foram uma reação ao sentimento racionalista/humanista que embebia as temáticas de época. Ao apresentar histórias nas quais o sobrenatural imperava, muitas vezes de maneira sombria, como se a própria morte acompanhasse cada palavra, ao mesmo tempo em que o romance ultrapassava as barreiras da vida e da morte (Drácula), deu-me a certeza de que não precisávamos, como autores, ficarmos restritos ao natural, ou mundano, mas que as letras poderiam criar elementos fantásticos.

    Lembrava-me da presença mitológica, muitas vezes usada como pano para histórias que, embora tenham sido criadas por uma única sociedade, em determinada época, poderiam ser aceitas por qualquer um. Com isso, textos mitológicos, como as histórias sobre Tengus avançaram séculos, inspiraram diversas histórias e ultrapassaram as barreiras de nacionalidade, sendo admiradas por várias nações, embora seu berço tenha sido o Japão.

    Digo, com os dois parágrafos acima, que os textos de origem gótica foram a minha salvação com escritor, o meu horizonte para a criação de textos. Não quero, de maneira nenhuma, afirmar que uma vertente seja melhor que outra, apenas que assimilei, nos textos góticos e românticos, a minha saída narrativa. Assimilei e me encontrei em cada palavra deste movimento.

“Se assim me vê,
Vai, encontra com teu pai,
Mortos uni-vos”. (Haikai por Patrick Raymundo de Moraes)

    É meu escape para agruras e sentimentos que planto em cada página, para não deixar que estes elementos me consumam o coração com energia negativa. Ao mesmo tempo, a poesia romântica é, para mim, a idealização de um amor que não é apenas platônico, mas real e sublime. Colocar no papel este amor é libertar sentimentos no papel e deixar que estas letras levem aos leitores os bons sentimentos. Então, a poesia romântica e a gótica se complementam em mim e são, juntas, o meu solo fértil.

“A bela noite, em manto sereno de ventos e perfumes, é a minha cúmplice no amor que me candeia o coração. Amor por ti, amada donzela, cujos cabelos escorrem como pequena cachoeira doce e prateada. Olhos que confundem estrelas e fazem sereias se corroerem de ciúmes, por tão acolhedor brilho, olha-me! Torno a existir somente em teus seios, torno a viver somente em teus braços e torno a criar somente por teus aromas. Amada donzela, sê minha para criarmos juntos as palavras desta paixão. “ (Poesia romântica por Patrick Raymundo de Moraes)”.

    O amor romântico não é apenas aquele amor irreal, que usa de símbolos, como elementos da natureza, para dignificar uma pessoa, mas é a minha resposta para a crueldade e desumanidade deste tempos em que vivemos. Resgatar essa forma pura de amor é minha resposta narrativa e literária que me permite expressar um sentimento.

    Parece contraditório expressar-me de duas formas antagônicas, mas o homem é um ser contraditório. Acolho-me na minha contradição, e expresso-me livrando-me das energias negativas com o uso da palavra e, também, expresso o amor e a bondade pelas palavras que leem agora. É a minha libertação: ser contraditório, mas completo e cheio de palavras para expressar-me!

*****

Saiba mais:

Romantismo: “O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX. (...)  Foi através da poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram : amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe, Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destaca-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.” (Sua Pesquisa. Com)

Textos Góticos: “Álvares de Azevedo introduziu na literatura brasileira elementos da tradição gótica, como a morte, o ambiente noturno, o amor, o vampirismo. Essa produção rompe com os valores da sociedade, pois apresenta um caráter marginal.
Há outros escritores que tiveram ligações com essa tendência, na Europa, Charles Baudelaire e Mallarmé, nos Estados Unidos, Edgar Allan Poe e no Brasil, Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens e Augusto dos Anjos.

As obras Noite na taverna (contos) e Macário (peça teatral) representam a produção gótico-romântica em prosa; ambas de Álvares de Azevedo”. (Site Brasil Escola)      

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