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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro




A pesquisa recente foi encomendada em parceria pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), sendo conduzida, desde 2006, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)[1].

O que chama a atenção nesse ano é o cálculo de reajuste, com base no IPCA, dos anos anteriores, dando-nos uma confirmação do que já suspeitávamos: a “Pátria Educadora” nunca existiu. Segundo o estudo: “O levantamento mostra que o faturamento do setor editorial geral (com vendas para o mercado e para o governo) diminui 25% no comparativo entre 2006 e 2018. O estudo mostra um crescimento do número de exemplares vendidos no mercado entre 2006 e 2014 de 84 milhões de livros, e a queda acentuada nos últimos 4 anos, voltando a patamares próximos a 2006. O preço médio dos livros no período total diminuiu 34%, o que explica a redução do faturamento do setor”.

Notem que, apesar da redução do preço dos livros, o número de exemplares caiu, principalmente nos últimos anos do governo Dilma e Temer. Isso evidencia o descuido para com a educação. Em um país no qual a educação superior realiza estudos superficiais e banais, como orgias e bailes funk, e que em nada contribuem para o real crescimento econômico e cultural do país, têm seu fracasso estampado na queda da leitura e da venda de livros. Não surpreende, então, que estejamos tão mal avaliados em todos os rankings internacionais de educação.


O problema também está relacionado com a estratégia de uma guerra cultural!


No texto abaixo está um alerta para o uso do ensino como arma da revolução. O meio mais rápido de se doutrinar é acabar com a educação. Um sintoma de uma má educação é a diminuição do interesse pela leitura, pois, sem a leitura, não se desenvolve o senso crítico e fica mais fácil doutrinar. Está tudo muito interligado. Com uma péssima educação, diminui-se o interesse pelos livros, reduz a capacidade crítica do leitor/estudante, e torna-se mais fácil doutrinar. É uma reação em cadeia.

Antony Mueller[2]: “A mídia, o sistema educacional e todo o aparato cultural devem ser utilizados para jogar uma parte da sociedade contra a outra. Enquanto as identidades de cada grupo (opressor e oprimido) vão se tornando mais específicas, a variedade dos grupos vitimológicos, bem como todo o histórico de "opressão" sobre estes grupos, vai se tornando mais detalhada”.

Esse é mais um legado da era PT em nosso Brasil. Sem leitura, com controle da educação, formam-se gerações doutrinadas, sem capacidade de entender sequer a própria realidade. Lutemos contra isso!






[1] Leia a pesquisa completa no site:
<http://cbl.org.br/site/wp-content/uploads/2019/05/DESEMPENHO-DO-MERCADO-LIVREIRO_-UMA-ANA%CC%81LISE-DE-10-ANOS-DA-PESQUISA-PRODUC%CC%A7A%CC%83O-E-VENDAS-DO-SETO.pdf>
[2] Mises, lido em 28/05/2019: <https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2953>

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