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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Taxa SELIC mantida a 6,5%!


Taxa SELIC mantida em 6,5% a.a.

Durante a última reunião do COPOM[1], divulgada pelo Banco Central em 16/05/2018, decidiu-se por se manter a taxa de juros em 6,5% a.a. pois “o cenário externo tornou-se mais desafiador e apresentou volatilidade. A evolução dos riscos, em grande parte associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais.  Como resultado, houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes”.

A redução do apetite dos investidores por países emergentes se deve ao fato de que as economias desenvolvidas estão apresentando bons resultados, ou seja, os investidores preferem manter seu dinheiro em um país sem muitos riscos, do que colocá-lo em uma economia instável. A redução das taxas de juros nos EUA, por exemplo, está promovendo mudanças positivas no cenário local. Como afirma a Casa Branca[2] , com a reforma tributária realizada pelo Trump, agora, as pequenas e médias empresas estão investindo e contratando.

 “USA TODAY: Tax Reform Bonanza: Small Businesses Use Savings to Invest, Hire

“Small business owners such as Sandeep Thakrar are overhauling their 2018 business plans as a result of the sweeping federal tax cuts, with many saying they’ll use their savings to boost investment, hire more workers and dole out raises, a new Bank of America survey shows. Thakrar owns Neema Hospitality, which operates 10 limited-service hotels in Pennsylvania, Maryland and West Virginia under the Marriott, Hilton, Choice and IHG brands. Among his plans: renovations at his properties. He’s even considering expanding.  ‘Tax reform has been described as a game-changer, and they’re investing back in their businesses, and you can see it,’ says Sharon Miller, head of small business for Bank of America.”

E este foi confirmado pelo The Guardian[3] que afirmou que os EUA estão com o nível mais baixo de desemprego desde 2000, e com oferta de 200.000 novos empregos:

“The US has now added an average of 200,000 new jobs a month this year, continuing a record nine-year streak of month-on-month job gains.

But despite these gains, wage increases have barely kept pace with inflation.

“The big news in this morning’s jobs report is that the unemployment rate edged down to 3.9%, the first time it has gone below 4.0% since 2000,” Elise Gould, a senior economist at the Economics Policy Institute”

Desta forma, os investimentos estão retornando aos EUA e deixando o nosso país. Fazendo um resuminho: saindo dólar do Brasil, a taxa do dólar sobe, pois a moeda se torna “escassa”/”rara”; entrando dólar, com mais moeda no país, a taxa desce pela desvalorização da moeda junto ao real. É mais ou menos isto.

O COPOM ainda informa como a violência no Rio de Janeiro está afetando nossa economia. Todos sabem que, quando se convoca uma intervenção federal, todas as alterações na Constituição ficam paralisadas. Assim sendo, todo o processo de reformas pelo qual o país estava passando teve que parar.





COPOM: “O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, a (i) possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (ii) uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária.  Esse risco se intensifica no caso de (iii) continuidade da reversão do cenário externo para economias emergentes. Esse último risco se intensificou desde o último Copom”.


Conclusão

A situação, então, é perigosa para o nosso crescimento econômico, pois os países desenvolvidos estão atraindo investimentos por conta do aquecimento de suas economias, e nossa repentina paralisia, por conta da violência no Rio de Janeiro, tirando-nos das mãos as possibilidades de reformas, estão atrasando a nossa recuperação. Fico surpreso que a taxa SELIC não tenha sido elevada diante deste cenário.

Banco Central: “Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e, principalmente, do balanço de riscos tornou desnecessária uma flexibilização monetária adicional para mitigar o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas. Para as próximas reuniões, o Comitê vê como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente. O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.”


[1] Banco Central <http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/notas/16475>
[2] White House: <https://www.whitehouse.gov/briefings-statements/small-business-booming-across-united-states/>
[3] The Guardian: <https://www.theguardian.com/business/2018/may/04/us-unemployment-rate-falls-economy-jobs>

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