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Pouco...pouco...Pouco


Um pouco para muito!


Na minha idade não restou muito
Poucos amigos, poucos bens e poucos objetivos
Olho no espelho e vejo fios brancos de cabelo, também poucos
A minha vida é de pouco em pouco obscurecida.

Pouco falta para meu entardecer,
Que deve ser pouco proveitoso,
Pouco imagino como será,
Pois pouco considero conseguir chegar lá.

Coloco minhas realizações nas palmas da minha mão
Meus livros, meus filhos e meu pouco sonhar
E é este “um pouco de tudo” que me fez ser quem sou
Nada desejo mudar, nada me arrependo, pois meu pouco para mim é tudo!


Acima tento esboçar um poema moderno. Camila Faria[1] versa sobre as obras do período moderno: “na literatura há a criação de uma forma de linguagem, que rompe com o tradicional, transformando a forma como até então se escrevia; algumas dessas mudanças são: a Liberdade Formal (utilização do verso livre, quase abandono das formas fixas – como o soneto, a fala coloquial, ausência de pontuação, etc.), a valorização do cotidiano, a reescritura de textos do passado, e diversas outras; este período caracteriza-se também pela formação de grupos do movimento modernista: Pau-Brasil, Antropófago, Verde-Amarelo, Grupo de Porto Alegre e Grupo Modernista-Regionalista de Recife.”

O que se aproxima da poesia moderna é a abertura de Cowboy Bebop, pois ela se apresenta com ângulos e retas, sombras e luz que fazem identidade com o pós-modernismo, com o futurismo e com a liberdade que o jazz proporciona.






[1] Infoescola: <https://www.infoescola.com/literatura/modernismo/>

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