Pular para o conteúdo principal

Melhor Slice Of Life: Laid-Back Camp!

Melhor Slice of Life





Animações do gênero slice of life tem como principal foco o cotidiano dos personagens, o momento no qual eles vivem. Em animações desse gênero, o que prima no roteiro é a vida dos personagens. Deste modo, vemos personagens indo estudar, conhecendo algum esporte, tocando algum instrumento musical, ou conhecendo mais da cidade em que vivem. Não existem monstros a enfrentar e, se aparecer algum adversário, o roteiro não se foca nele. Mais vale a um slice of life mostrar um personagem tirando uma soneca do que salvando o mundo (rs).

Eu despertei tardiamente meu interesse por este gênero. Considerando que assisto animações japonesas desde a época de Groizer X, e considerando que o primeiro slice of life que gostei mesmo foi K-ON, percebe-se que meu interesse por este gênero é recente.

De forma muito abrangente, Urban Dictionary[1]: “The best and worst of life, conveniently sliced and packaged in the form of books, television, theater or cinema for your viewing pleasure. Things that are "slice of life" are generally emotion provoking, insightful, moving, but also realistic”.

E, nesta temporada, tivemos uma quantidade abençoada de séries neste gênero. E uma delas se sobressaiu. Já vendeu mais de 13 mil unidades em blu-ray (Anime News Network[2]). E isto impressiona, pois animações raramente passam de 10 mil unidades, somando-se DVDs e Blu-Rays. As que chegam ao número de 3 mil unidades vendidas já são festejadas como grandes sucessos.


Melhor Slice Of Life da Temporada de Inverno de 2018 é:
Yuru Camp, também conhecida como Laid-Back Camp!

http://www.crunchyroll.com/laid-back-camp






Sinopse Crunchyroll: “Nadeshiko, uma colegial que se mudou para Yamanashi, decide ir visitar o famoso Monte Fuji das notas de mil ienes. Contudo, enquanto pedalava para Motosu, ela acaba desmaiando de cansaço e acorda à noite num lugar desconhecido, sem saber como voltar para casa. Felizmente, ela é salva por Rin, uma garota que está acampando sozinha - e assim começa a história das garotas que adoram a vida a céu aberto”.

Não tem muito segredo em como avaliar uma obra neste gênero. Basta, a qualquer obra neste sentido, que te dê sensação de relaxamento, que te divirta com boas piadas, ou te faça chorar com algum destino trágico. Em síntese, que te dê prazer ao assistir à sua história. O que esperar de uma obra que conta histórias do cotidiano? Identificação, simpatia e sentimento.

Laid-Back Camp possui personagens fazendo o que de melhor pode se esperar de personagens deste gênero, ou seja, personagens que vivem a vida. Elas optaram por passar sua juventude acampando. O sentimento bucólico, isto é, de se aproximar da natureza, com as paisagens ao redor do monte Fuji e o próprio monte Fuji, é uma recompensa que não via em animações há um bom tempo. Foi tão prazeroso aos japoneses, que o Marco, do Intoxi Anime, disse em vídeo que o número de pessoas que começaram a acampar, após este seriado, aumentou muito no Japão. O sentimento bucólico foi abraçado por muitos.




As situações que elas passam também ajudam na identificação. Quem nunca precisou de dinheiro para poder adquirir alguma coisa de seu interesse? Em determinados momentos, elas escolhem trabalhar para juntar dinheiro e adquirir produtos para acampar. Eles precisam aprender a eonomizar e fugir das tentações do mercado. E isso é difícil (rs)! Eu já precisei aumentar minha produtividade, para melhorar meus recursos, e poder comprar alguma coisa que era de meu interesse, então, eu me identifiquei com este esforço delas. E aqui também tem um ensinamento valoroso. Se desejar comprar algo, trabalhe por isto! O trabalho dignifica a pessoa e ver um animê, discretamente, ensinando isso é muito gratificante!






E as personagens são alegres. Elas se divertem quando estão em grupo, e se divertem quando acampam sozinhas. Elas se divertem escolhendo produtos, assim como se divertem trabalhando. E nós nos divertimos com as piadas que o roteiro nos lança. Então, elas nos cativam pela simpatia e eu comecei a ter por elas muita empatia. Desde piadas com produtos, até piadas com mensagens de celular, é tudo muito bem montado e desenvolvido pelo roteiro. Dá para dizer que o enredo conseguiu retratar bem a juventude normal. Em determinados momentos, eu ficava me lembrando da minha adolescência e recordava que algum amigo meu, ou até mesmo eu, já tinha passado por alguma coisa parecida.





É uma série que vale a pipoca e a risada! E, por estes motivos expostos, eu escolhi esta série como a melhor série no gênero slice of life da temporada de inverno de 2018!       




[1] Urban Dictionary: https://www.urbandictionary.com/define.php?term=slice%20of%20life
[2] ANN: https://www.animenewsnetwork.com/news/2018-04-17/japan-animation-blu-ray-disc-ranking-april-9-15/.130489

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Diego Rox e o Jardim das Borboletas

Diego Rox e o Jardim das Borboletas
Como sabem, sou inscrito do canal do Nando Moura, ou seja, sou um dos “bots” do canal. Sobre este assunto, está até engraçado. Vou escrever sobre isto antes de entrar no assunto. Os adversários que temem a verdade nos ofendem com termos que não condizem com nosso real comportamento. Ficou engraçado, porque, se juntarmos todas as ofensas em uma frase, eu acabo virando um “robô, com recurso de bot, nazista e fascista, que não gosta de odores fortes”, por isso, está engraçado ver esta situação. Fui reduzido a um robô Windows 10, que não gosta de pum.
Ao assunto. Através do vídeo do Nando, sobre o uso de bots, eu acabei conhecendo o canal do Diego Rox. Veja um vídeo abaixo. Ele parece ter uma agenda parecida com a do Nando Moura, isto é, ele é cristão, pois acredita em Deus e em Cristo, prega ação contra a corrupção, homenageia os verdadeiros heróis anônimos, é caridoso e defende a liberdade. Uma agenda que também me aproxima dele, por isso, hoje, esto…

Cavaleira ou Amazona? Veja a resposta!

Amazona ou Cavaleira?
    Em meu tempo de colégio, nas décadas de 80 e 90, nos foi ensinado que o feminino de cavaleiro seria amazona. Em uma prova, um colega marcou o feminino de cavaleiro sendo cavaleira e foi repreendido. Desta forma, fixei amazona como o feminino correto para o termo em questão, ou seja, mulher que anda a cavalo. Ao assistir Walkure Romanze, eu me deparei com a palavra cavaleira e me questionei. Inclusive, alertei-os para a forma que eu julgava correta, mas sem retorno positivo. Deste modo, fui pesquisar para ver se a expressão estaria correta.


    Nestas pesquisas, encontrei um professor que prontamente me respondeu a esta questão. O caso estava solucionado com uma bela lição que, agora, repasso a vocês. Com a palavra o professor Ari Riboldi.
    No meu tempo de estudante, no ensino primário e no ginásio, também se aprendia assim: cavaleiro (masc.), amazona (fem); cavalheiro (masc.), dama (fem.). No entanto, os dicionários registram o termo 'cavaleira' …

Será o Veredito?!

Canal Será o Veredito?!
Foi a primeira recomendação do Youtube que gostei de ter recebido. Sobre o canal: “O Direito tá na mídia! O Direito tá na moda! Um juiz de direito se torna celebridade nacional. Tribunais transmitem suas sessões ao vivo pela televisão. Os meios de comunicação não se cansam de veicular notícias jurídicas. Mas, o mundo jurídico possui formalidades que dificultam a compreensão dos seus temas pelo cidadão que não tem formação no direito. Muito se fala; pouco se explica. Por isso surgiu o "Será o Veredito!?". Um canal que traz informações sobre o direito com uma linguagem simples, clara e objetiva.”



O primeiro vídeo que vi desse canal foi uma resposta ao Bugalho. Uma resposta baseada em livros, mostrando a fonte de seu conhecimento e minando, com ótimos argumentos, a posição de seu opositor. Todos os vídeos que assisti foram assim, com a fonte de leitura em mãos. Ele já se disse de centro-direita, o que o faz ser um aliado natural da liberdade e da proprie…