segunda-feira, 12 de março de 2018

A Economia em 2018!


O crescimento brasileiro em 2018

No Jornal do Comércio[1] do Rio Grande do Sul, tivemos uma matéria sobre o crescimento econômico brasileiro para 2018, com o Estadão Conteúdo como fonte, a matéria ressalta: “O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 2,80% para 2,89% no Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (26). Há um mês, a perspectiva estava em 2,66%”.

O site do governo brasileiro[2] comemora a boa notícia e afirma: “Para 2018, as apostas dos analistas estão na indústria. Depois de o PIB do setor ter ficado estável em 2017, a expectativa para esse ano é de avanço expressivo, com crescimento de 3,43%. Os serviços também devem apresentar bom desempenho, com crescimento de 2,44%”.

Depois de um ciclo econômico em recessão, os números apresentados são bons. Veja abaixo, para comparação, a evolução do PIB. Nós tivemos um período com estagnação em 2014,  e recessão em 2015 e 2016. O Brasil avançou 1% em 2017, segundo IBGE[3] Notícias, com alta na Agropecuária (13%), serviços (0,3%) e indústria estagnada.






Agora vai?

Então, esta é a pergunta que fica. Será que o Brasil vai conseguir superar de vez a recessão que o PT nos colocou? Existe um alerta que eu deixo aqui antes de dar a minha resposta, pois o Banco Central informa um dado preocupante. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) é a soma de tudo que o governo precisa pagar e o Banco Central informa, sobre esta questão, que: “A DBGG (Governo Federal, INSS, governos estaduais e municipais) alcançou R$4.904,3 bilhões em janeiro (74,5% do PIB), crescendo 0,5 p.p. do PIB em relação ao valor registrado no final de 2017”.

Tudo o que o governo precisa pagar está quase na casa de 75% do que o Brasil consegue produzir. É uma margem perigosa! Assustadora! E, no mesmo boletim, o Banco Central[4] informa que: “o setor público consolidado registrou superavit primário de R$46,9 bilhões em janeiro. O Governo Central e os governos regionais apresentaram superavit de R$36,5 bilhões e R$10,5 bilhões, respectivamente, e as empresas estatais, deficit de R$126 milhões”, então, o custo do INSS, somado a outros gastos do governo, está na casa de 75% e as empresas estatais, somente em janeiro, já deram um prejuízo de mais de 100 milhões de reais. São péssimos sinais que podem estragar tudo. Leandro Roque, para o Instituto Mises, faz uma excelente explicação sobre ciclos econômicos e aponta que o Brasil está em passos de galinha. O que poderia salvar o Brasil são, como ele mesmo aponta, medidas de respeito ao teto de gastos, a continuação das reformas, principalmente da previdência, e a tendência de queda os gastos públicos. Veja a aula aqui:






Um ótimo começo para 2018, porém...

Os números do governo estão melhores, pois indicam a retomada do crescimento, após dois anos de PIB negativo e com o ano passado com um modesto sinal de evolução. E isto é para os esquerdinhas começarem a chorar, pois a saída da Dilma possibilitou as reformas e decisões que estão colocando o Brasil no caminho novamente.

E, falando em reformas, vimos que a necessidade da reforma da previdência se faz importante, neste momento, para reduzir o gasto do governo, que já chegou a um patamar alto em relação ao PIB. Respeitar o teto também é importante neste momento. Estas duas medidas (reformas e respeito pelo teto de gastos) estão colocando o Brasil no rumo.  As privatizações também se fazem importantes, pois as estatais estão sempre dando prejuízo. E o prejuízo das estatais é coberto pelo nosso dinheiro.

E, a coisa ficou complicada, pois, com a intervenção federal no Rio de Janeiro, a reforma da previdência deve ficar parada, enquanto durar a intervenção. O mercado não deu sinal de pânico, pois está entendendo que o próximo governo irá tocar a reforma para frente. Sim, meus amigos, lembrem-se que estamos em ano eleitoral. E o mercado confia que o próximo presidente continuará com as reformas, então, ter um presidente conservador, com um olho liberal para a economia, vai livrar o Brasil de ter um 2019 péssimo. Votem direito, poxa!

Conclusão

O resultado que consigo vislumbrar, assim como Leandro Roque, é de um Brasil com passos de galinha na economia e, com risco de ciscar para trás em 2019, dependendo de quem o povo eleger como presidente da República. Entretanto, não posso deixar de notar que tivemos, sim, uma grande recuperação neste último ano (2017), que possibilitou a projeção de bons números para o Brasil em 2018.

Mesmo que seja uma evolução a passos de passarinho, que ela continue. Melhor que um Brasil parado, com 14 milhões de desempregados. E, vocês, novamente, por favor, VOTEM em conservadores-liberais para que o Brasil não vire uma Venezuela. Estamos no caminho certo, mas tudo dependerá das eleições deste ano!  




[1] Jornal do Comércio
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/02/economia/613325-mercado-aponta-maior-alta-do-pib-em-2018.html

[2] Governo do Brasil
http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2018/03/economia-cresceu-agora-vai-alavancar-descubra-quanto-o-pais-avancara-em-2018

[3] IBGE Notícias
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/20166-pib-avanca-1-0-em-2017-e-fecha-ano-em-r-6-6-trilhoes.html

[4] Banco Central:
http://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp