segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Recompensem o trabalho, não a riqueza!

Recompensem o trabalho, não a riqueza

O título acima é de um estudo de uma organização britânica, OXFAM[1] e repercutiu muito com os socialistas brasileiros, que gostam de colocar o dedo do Estado em tudo. A matéria do Senado destaca: “E a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) diz que cabe ao governo distribuir riqueza, para reduzir o problema”. A conclusão da senadora está equivocada em todos os sentidos. Quando o governo interfere na economia, no sentido de distribuir riqueza gerada, ela não deixa os pobres mais ricos, porém deixa a economia mais pobre.

Peter Boettke[2] já alertava: “O estado não deve ser requisitado a intervir para abolir injustiças relacionadas às desigualdades de renda que naturalmente surgem em uma genuína economia de livre mercado.  No livre mercado, indivíduos auferem lucros ao satisfazer as demandas dos consumires — a perspectiva do lucro não apenas alerta o empreendedor para oportunidades de trocas benéficas, mas também para ganhos oriundos da inovação tecnológica.  A concorrência reduz os custos ao mesmo tempo em que estimula o aprimoramento da qualidade dos produtos; sendo assim, as empresas poderão auferir lucros mais altos somente se melhor atenderem as demandas de seus consumidores.  Em última instância, são os consumidores que determinam a lucratividade de empreendimentos comerciais ao decidirem se consomem ou se se abstêm de consumir seus produtos.  Não há absolutamente nada de injusto nesta distribuição.  Sim, Bill Gates possui mais riquezas do que eu, mas somente porque ele soube como melhor atender as demandas de um número bem maior de indivíduos”.

Usando a Microsoft como exemplo, podemos avaliar melhor isto que foi dito. A Microsoft oferece serviços que são de meu interesse, portanto, assino Live Gold, Game Pass, Word e tenho computador com Windows, além de um XBOX. Eu troco meu dinheiro por estes serviços/produtos, ou seja, dou meu dinheiro para ter acesso a eles. Bill Gates só se tornou bilionário porque conseguiu agregar, em sua empresa, um número grande de produtos e serviços, para um grande número de pessoas. Isto não é errado. Aliás, o estudo já começa errado ao afirmar  que se deve recompensar o trabalho e não a riqueza. Ora, a meritocracia indica que se eu me esforçar, dedicando-me ao meu trabalho, terei uma promoção e, portanto, ganharei mais, isto é, a relação entre trabalho e riqueza é intimamente forte. Eu trabalho para gerar minha riqueza e sobreviver. Se alguém me pagar melhor, irei trabalhar para este alguém. Se eu puder realizar um curso que me ajude a ganhar uma promoção, eu farei. Ou seja, quem trabalha de maneira mais eficaz, gera mais riqueza. E a busca pela riqueza gera trabalho mais eficiente.


Já percebemos, então, dois erros: O primeiro é querer que o Estado interfira em algo que não está errado, promovendo a interferência na economia que geraria pobreza, ao interferir na renda. É só ver o que foi feito na Venezuela. O estado interferiu na economia, distribuiu renda, mas não gerou renda. O Estado faliu e, hoje, as pessoas estão caçando para sobreviver.  Abaixo, um vídeo sobre um dos erros de Marx, sobre o cálculo econômico e o socialismo. Este é um dos fatores que empobreceu a Venezuela.




Riqueza e Trabalho

O segundo erro é tentar separar o trabalho da riqueza. Quem trabalha o faz para gerar renda e sobreviver. A pessoa só trabalha, porque tem a certeza de que ganhará a riqueza. O trabalho é suportado se houver retorno positivo, ou, caso contrário, não se trabalha direito, por inexistir a motivação para melhoria: salário/renda/riqueza.O correto seria influenciar o ganho da riqueza através da meritocracia e das melhorias nas técnicas do trabalho. 

Como apontou Marcelo Silva, auditor fiscal da Receita Federal, em texto escrito para o portal do Partido Novo (leia na íntegra): "Um aspecto fundamental para prover uma contínua melhoria nos serviços públicos e nos privados (Gestão por Qualidade) diz respeito à meritocracia. No Japão os trabalhadores do setor privado, e em parte também do setor púbico, tem seus salários repartidos em três camadas. A primeira camada externa se vincula a variáveis mais independentes da organização, ganha-se com base no lucro da empresa, que dependem de condições e de flutuações de mercado. A segunda camada interna à organização é proporcional aos índices de produtividade das suas equipes operacionais comparativamente às de empresas do mesmo setor econômico. Mesmo que não haja lucro, mas seus índices de produtividade se mantém competitivos, esta parte do salário é mantida. E por último, o salário base". Esta divisão do salário japonês em três camadas possibilita ao funcionário receber com base na meritocracia, no que ele produz. Funciona tão bem que a produtividade no Japão é alta e a rotatividade de empregados é baixa. 


George Gilder[3]: "A riqueza advém, isso sim, da expansão da informação, do conhecimento, dos lucros e da criatividade. Essa expansão aprimora as qualidades humanas de seus beneficiários ao mesmo tempo em que os enriquece. O aprendizado dos trabalhadores crescentemente os recompensa por sua mão-de-obra; o aprendizado transmite sabedoria em troca do trabalho extraído. Ao unir conhecimento e poder, o capitalismo traz ordem à entropia das mentes humanas e explicita os benefícios da liberdade. Sendo assim, ele é o mais humano de todos os sistemas econômicos." 


Exemplos práticos de interferência dos Estados na economia e liberdades em geral!


Vamos pegar exemplos de países, cujo Estado interfere nas liberdades individuais, para ver o que acontece na prática? Usando o gráfico abaixo, podemos ver como a liberdade econômica e política influenciam na distribuição de renda e, portanto, na riqueza de um país. Os países mais fechados são os mais pobres. As nações citadas enfrentam dificuldades, não somente por guerras interiores, mas, principalmente, pela ineficiência e repressão do Estado em todas as áreas do indivíduo. Vejam artigos sobre cada um destes países ao final deste texto. República Democrática do Congo[4] (155ª no gráfico de liberdade econômica) , Burundi [5] (112ª posição no raniking) e Zimbábue[6] (177ª na lista). O Brasil passa vergonha, estando na posição de número 137, atrás até de Burundi. Isto mostra que a interferência do Estado na economia não dá certo. Não gera riqueza e distribui pobreza. É a prática.


Source: Heritage
https://www.heritage.org/international-economies/report/2017-index-economic-freedom-trade-and-prosperity-risk



E o grande erro dos socialistas vem de muitos erros de MARX. Veja no vídeo do Ideias Radicais. Além de apontar um  erro marxista (mais-valia), intimamente ligado ao erro do cálculo econômico, ele reforça todas as palavras deste texto.




E finalizo com um vídeo que demonstra a diferença de visões entre a esquerda e a direita, quanto ao tamanho e poder do Estado.



Peço

Eu quero ver o Brasil melhorando, por isso, eu peço que votem em candidatos liberais na economia (cuidado com progressistas, que são esquerdinhas), que diminuam o Estado. Um Estado menor, será o primeiro passo para gerar riqueza! Fujam de políticos que queiram interferência do Estado na economia, e na distribuição de renda, pois isto vai perpetuar a fome e a miséria.






Leituras adicionais! Leia!


[1] Senado: https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2018/01/cinco-brasileiros-detem-o-equivalente-a-riqueza-da-metade-da-populacao-do-pais
[2] Instituto Mises: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1786
[3] Mises: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2473
[4] ONU https://nacoesunidas.org/onu-critica-resposta-do-governo-a-protestos-na-republica-democratica-do-congo/
[5] BBC http://www.bbc.com/news/world-africa-13085064
[6] BBC: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-41997672