sexta-feira, 12 de maio de 2017

Drops: World Trigger e Love Live!


Drops: World Trigger e Love Live

World Trigger

Este animê da Toei chegou sem fazer muito alarde. Ainda estava sendo transmitido junto com a grande sensação daquela temporada, que era o novo seriado da franquia Fate. E ele se destacou. E isso me impressionou. Grande parte disso se deve à desilusão com Fate, pois esperava mais da série e que não foi entregue. World Trigger permaneceu com qualidade e entregou uma série divertida e, portanto, queria que ela tivesse uma continuação.



Love Live Aqours

O novo clipe musical da série Love Live, que também possui um jogo, está realmente muito bonito. Faço a divulgação aqui, porque merece destaque. O interessante é que ele é todo animado, como a maioria dos clipes desta série. Eu sempre disse, com a evolução do 3-D, que o futuro das produtoras era apostar em idols virtuais, como a Hatsune Miku. Ainda acredito nesse futuro.


quarta-feira, 10 de maio de 2017

A Dor e a Caneta!


A caneta sofredora;

Escreve em sangue sua dor;

Colocando no papel esperanças de uma alma sonhadora;

Orando por um futuro melhor.



A caneta agora exausta;

Sorri para uma vida agora vasta;

Retirou de si toda dor;

Alcançando um futuro melhor com louvor.



Os dois personagens que aparecem aqui são um escritor e uma desenhista. Ambos trabalham para lidar com a dor da perda de seus pais. Um escreve para desabafar e, mais recentemente, para alcançar o coração da irmã. A outra desenha para estar digna das palavras do irmão. E eu me vi muito ligado a esta história, pois eu escrevia, e ainda escrevo, para transmitir minhas paixões, pensamentos e, desta forma, lidar com meu interior e minhas feridas. Exatamente como eles e, por isso, deixo este pequeno poema que descreve como eu vejo o interior deles.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Um Discurso Falho!


A eterna divisão do "Nós X Eles"!



A definição da luta de classes, do “eu x você”, é a base determinante do socialismo, na qual “para Marx e Engels a história de todas as sociedades é a história destes conflitos fundamentais, o qual eles chamam de luta de classes. Segundo essa lógica, para compreender a história seria necessário investigar como, em diferentes épocas, as classes mais e menos privilegiadas entraram em confronto para garantir seus interesses” (Classes Sociais de Camila Betoni), ou seja, o socialismo se alimenta desta disputa para existir. Sem a luta de classes, não existiria o socialismo.

Deste forma, o PT fez uma pesquisa para saber se seu eleitorado ainda compra esta ideia, com a pesquisa “Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo”. Esta pesquisa concluiu, de forma interessante, que “no imaginário da população não há luta de classes; o 'inimigo' é, em grande medida, o próprio Estado ineficaz e incompetente, abre-se espaço para o 'liberalismo popular' com demanda de menos Estado” (Diário de Pernambuco).

Após quase 13 anos de poder, o PT não conseguiu implantar a visão marxista em nossa sociedade, mas os ecos desta visão permanecem nos diálogos da crise, isto é, embora a sociedade brasileira não aceite esta visão, principalmente nas redes sociais, este diálogo tenta mascarar uma verdade. Durante os manifestos pela greve geral, ocorridos no último mês, eles tentaram comprar novamente a ideia de “mortadelas x coxinhas”, com o apoio, para meu desgosto, da CNBB (leia), que incentivou esta greve de maneira equivocada. Tentava-se repetir a guerra entre “direita x esquerda”. E isso é apenas uma máscara para a verdadeira disputa, tentando iludir a população para não revelar o verdadeiro “problema”, que é o fim do imposto sindical obrigatório. Ora, a reforma trabalhista, que foi aprovada na Câmara, indica que nenhum direito foi retirado do trabalhador, os acordos trabalhistas ficarão com força de lei e nenhum direito social poderá ser negociado, então, o verdadeiro motivo por trás das manifestações era o fim do imposto. Errou a CNBB, ou será que tentou manipular?

Desta forma, não se pode pensar, no sentido da greve geral, em “mortadelas x coxinhas” e, nem tampouco, em “direita x esquerda”. A guerra aqui não pode ser nem colocada em dois blocos, ou, se assim o for, será desigual para um dos lados, pois será algo como “Brasil X sindicatos”. Infelizmente, alguns ainda se pegam nessa disputa, tentando colocar tudo no “nós x eles” quando, na verdade, aqui isso não se aplica.  Este eco do discurso, felizmente, não cobriu a verdade e a greve geral naquele momento falhou.

A Greve Falhou

Os sindicatos simplesmente falharam, pois almejavam muito mais do que conseguiram.  Acompanhei, pelo Correio Braziliense, a greve em Brasília. Os efeitos no DF foram um reflexo do que a greve foi em demais estados. Eles esperavam reunir, em frente ao Congresso, mais de 10 mil pessoas, mas reuniram um pouco mais de 3 mil. Foi assim em todo o Brasil. Isso simbolizou a baixa adesão ao movimento, que ocorreu em todo o Brasil.   

Para a greve geral, os sindicatos erraram, tentando ainda comprar a ideia de lutas de classe, que nem mesmo o eleitorado do PT defende. E, por isso, falhou. Falhou ao tentar colocar nas reformas a culpa pela crise. Crise gerada pela má gestão de 13 anos de PT, crise gerada pelo desemprego, pela corrupção e pela teimosia dos políticos brasileiros, em um sistema político falho e corrupto. Também falhou ao apostar na guerra entre “mortadelas e coxinhas”. Mesmo no sentido equivocado de "nós x governo", o sindicato também falhou, pois não ficou demonstrado nenhuma retirada de direitos dos trabalhadores que pudesse inflar este tipo de disputa.

Carlos José Marques, editor da Editora Três, descreve mais um detalhe do fracasso, pois “eles foram contra a Constituinte, contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo que não saísse de sua lavra de projetos fracassados. São contra, pela simples necessidade de impor a mensagem de que só o PT e suas maquinações fraudulentas salvam. Você ainda acredita?” e, ao que tudo indica, a resposta para a pergunta do Carlos é não, quase ninguém acredita no discurso do PT e seus sindicatos.

Conclusão

A minha conclusão está nas palavras de Rodrigo Neves que escreveu que “os socialistas querem que todos sejam iguais, forçando os indivíduos a sofrerem coletivamente da mesma miséria, enquanto os capitalistas simplesmente entregam a decisão ao indivíduo e lhes afirmam: Piorar ou melhorar de vida depende apenas de você, das suas capacidades e de como você as utilizará para alcançar seus objetivos” e essa visão encaixa no resultado da pesquisa feita pelo PT e que mostrou que, ainda hoje,  a meritocracia é aceita como verdadeira.

Dessa forma, apesar de não ser aceita na sociedade, este discurso de lutas de classe ainda ecoa, como um eterno “oi” que vem diretamente do passado, mas que, na prática da realidade de vida do brasileiro, não se aplica como verdadeiro ou correto. Sendo esta uma das causas do fracasso da greve.


Desabafo
Enquanto a esquerda tentar manipular a realidade ao seu bel prazer, serei sempre forçado a mostrar a verdade e, desta forma,  parecer ser de direita. Sou ateu político, com a certeza de que deveria existir um Quarto Poder na sociedade para fiscalizar o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. Eu acreditava que este Quarto Poder poderia ser o jornalismo. Eu me enganei. O Quarto Poder deve, em via de regra, ter a força do povo, do Poder Constituinte, e falta ao jornalismo esta força autêntica.