segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Star Trek Discovery

Star Trek Discovery e o discurso da esquerda

Estreou, semanas atrás, a nova série da franquia Star Trek. Eu assisti aos dois primeiros episódios. Sou um fã da franquia. Eu assistia à série de televisão clássica pelos embates divertidos entre o Kirk, Spock e o “Magro”. Eu assistia à “Nova Geração” pelas atuações de Patrick Stewart e do Brent Spiner que considero ser, ambos, as duas almas que salvaram a “STNG”. Sou tão fã que apoiei o documentário “For The Love Of Spock”. Podem ver meu nome nos créditos finais. Assisti a quase todos os filmes da franquia. E isso me dá muita experiência para retratar a nova série. Vou começar pelo que gostei, e que representa pouca coisa, e, depois, vou discorrer sobre o que não gostei.


O Lado Bom

Os efeitos especiais estão dignos. Temos que considerar que os efeitos são para uma série de televisão, mas percebe-se como eles avançaram com o tempo. São lindos, respeitam as leis da física e dão um charme especial para a produção. A atuação das principais atrizes, que carregam estes dois episódios, é ótima. Meu Deus, Sonequa Martin-Green deu muita tensão e personalidade para sua humana, que foi criada como uma vulcano, enquanto Michelle Yeoh ficou encarregada da serenidade e ponderação de uma capitã da frota. Os diálogos, entre elas, são pontos fortes do roteiro. Nos primeiros minutos da série, os diálogos entre elas me fizeram lembrar dos diálogos entre Kirk e Spock, entre o rigor lógico dos vulcanos e a maleabilidade do pensamento humano. Uma homenagem que me fez crer que um clássico poderia estar nascendo. Não estava. Comecei a perceber coisas desagradáveis com o roteiro e que me fizeram abandonar a série.


O Lado Mau

Desde a primeira série, o roteiro sempre entrega algum manifesto, tais como uma mulher na cabine de comando, dando voz à luta feminina por igualdade, ou uma ponte de comando organizada por integrantes de diversas etnias e nações, dando um exemplo, ao mundo, de tolerância. Lutas válidas! Entretanto, eles não pregavam absurdos como os que vi no roteiro. Absurdos defendidos pela esquerda mundial e que, parece, os autores desta série concordam.

Ideologia de Gênero

Uma bandeira defendida pela esquerda é de que o gênero é uma construção social. Desta forma, Sonequa é uma mulher com nome masculino (Michael) e, em vez de chamar Michele Yeoh de capitã, o roteiro teima em chama-la de capitão.  Quem estuda biologia conhece estes termos: fenótipo e genótipo. Por mais forte que possa vir a ser o fenótipo, ele nunca vai alterar o genótipo. E isso é biologia estrutural básica e que, por si só, já acaba com o falso discurso da construção social de gênero.
Eli Vieira (Biólogo) – “Gênero Não É Construção Social!




A Cultura Klingon

Durante estes dois capítulos, percebi algumas alterações na cultura da espécie Klingon e que me fizeram urrar! a espécie Klingon é uma espécie nobre, com conceitos de honra e família acima de tudo. Eles são uma representação da cultura samurai. Aqui, neste maldito roteiro, eles tratam a Federação como fracos, por serem uma aliança de muitas raças e espécies, e que constituem uma ameaça para a "espécie pura" Klingon, que não deseja se misturar. Aonde nós já vimos isso? Sim, é uma mistura do conceito da superioridade da raça ariana, com a intolerância com imigrantes. A pobre espécie Klingon passou de um grupo honrado, para um grupo que prega o nazismo. PUTZ!

E isso fica evidente na metáfora da destruição da USS Europa. Kahless lança sua nave e a usa como uma espada para dividir a Europa em duas partes. É uma alusão aos diálogos separatistas que estão sendo lançados contra a União Europeia como, por exemplo, o "brexit" e a resistência em receber imigrantes. Segundo esse roteirinho esquerdopata, a Europa está em vias de se dividir por conta dos intolerantes contra a imigração e a união dos povos.

Eu ajudo os imigrantes em geral, pois dou doações mensais para o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) e para o Médico Sem Fronteiras, mas, também, sei que esta situação está beneficiando terroristas, que estão tendo facilidade em entrar nestes países para cometerem atos criminosos. A instabilidade na Europa não é por conta dos atos pró-nacionalistas, mas pelos atos pró-imigração, que estão permitindo a entrada de terroristas em diversos países. Atos terroristas por toda a Europa e a consequente vitória de políticos que tentam salvar seus países, endurecendo leis pró-imigração, são resultados disso.




Além disso, o roteiro ainda pisa na bola e altera a história Klingon ao mostrar uma versão diferente para a unificação das tribos. Quando se fala em unificação das tribos, Kahless o faz matando o antigo líder. Aqui, o “inesquecível” simplesmente conversa dois minutinhos com os líderes de cada uma das tribos e resolve a situação no papo. Só faltou pagar a cerveja depois. É algo superficial, mal escrito e corrido.

O Lema da Série

Em cada série, existe o capitão com seu lema. O principal, e nossa grande bandeira, é:

“Espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos... para explorar novos mundos... para pesquisar novas vidas... novas civilizações... audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”

Ela informa a que a série veio: exploração, pesquisa, diplomacia e diálogo. Discovery, nestes dois episódios que assisti, não tem essa abertura. Isso indica que a série não possui um objetivo, provavelmente veio defender bandeiras da esquerda mundial. Eu vou ajudar a série e criar o lema:

“Espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Cuba. Em sua missão de duração ditatorial indeterminada... para defender a ideologia de gênero... para alterar a cultura Klingon... novas falácias sobre a imigração e o problema da Europa... audaciosamente indo onde nenhum esquerdinha jamais esteve”.



Atualizado em 09/10/2017 para complementar informações e corrigir erros.