segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Prêmio Cultura Nacional 2017

Acadêmica
Real Academia de Letras
VIRGINIA ELISABETH N. RAYMUNDO






Virginia Elisabeth Nicolau Raymundo

Bacharel em Direito pelo Centro Universitário Euro-Americano (UNIEURO).
Especialista em Direito Tributário e Finanças Públicas, pelo Instituto Brasiliense de Direito Público -IDP.
Mestranda em Direito Econômico, Financeiro e Tributário na Universidade Católica de Brasília – UCB.
Língua Espanhola pelo instituto de Cultura Hispânica de Brasília.
Acadêmica Correspondente da Real Academia de Letras do Brasil- cadeira 106.

Obras

Terceiro Setor e Tributação- Volume 6 – Artigo “A Integração da Sociedade Civil no Terceiro Setor”. Editora Forense, Rio de Janeiro, 2014. Trata-se de obra coletiva de diversos estudos, fruto do grupo de pesquisas “Terceiro Setor, Tributação Nacional e Internacional.”
XVI Prêmio Cultura Nacional 2016, Real Academia de Letras, Rio Grande do Sul, 2016.


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Antepassados- Raiz e Amor.

Quando de minha participação no XVI Prêmio Cultura Nacional 2016, versei sobre meus antepassados, que são minhas raízes e toda a gratidão e amor que sinto por eles.


Neste espaço a mim reservado, darei continuidade ao tema, que me parece muito importante.




Acredito que somos a construção genética e espiritual de todos os nossos ancestrais. Trazemos no nosso sangue toda uma história, não só biológica, mas, também, emocional. Creio que nossa espiritualidade é uma herança das experiências de todos aqueles que nos antecederam neste plano físico no qual vivemos.  Histórias que se repetem e destinos  que se assemelham. Estradas que conduzem a um mesmo ponto. Seria isso uma “tatuagem” que passa de geração em geração? Porque pessoas que não tiveram a oportunidade de conviver, em razão do lapso temporal, que as separaram, teriam um mesmo destino fim? São perguntas que não calam em minha mente.

Acredito que o homem nasce livre, para construir seu próprio destino, através de suas habilidades e capacidades intelectuais e emotivas. Nossa Bíblia Sagrada afirma isso quando diz que Deus deu ao homem o livre arbítrio. É o que está escrito em Gálatas, capítulo 5, versículo 1: “é para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou.” Tendo assim o homem nascido livre perante Deus, e perante esta sociedade, que vivemos aqui no Brasil, porque, então, estaríamos condenados a repetir histórias que já passaram?

 São muitas as correntes filosóficas, doutrinárias e religiosas, que tentam dar a isso uma explicação. Para uns seria destino, para outros seria reencarnação, para outros tantos seria carma. Eu acredito no pensamento pregado pela Seicho-No-Ie de que, através da gratidão e do amor aos nossos antepassados, possamos nos libertar do destino indesejado, do carma maléfico, das dívidas de encarnações passadas. O amor liberta ainda mais que  a verdade.

Creio que a oração de gratidão, e de perdão, a todos os nossos ancestrais, seja a chave para uma nova vida liberta das amarras do passado. Só através da oração para perdoar, aqueles que no passado nos magoaram, e foram magoados, seja a saída para a liberação de possíveis espíritos sofredores, que não conseguem alcançar a luz, porque ficaram presos pelo ódio, pela injustiça e pela mágoa. O amor nesse sentido manifesta o pleno conhecimento da salvação. Amor que manifestamos em gratidão aos antepassados.

“Nossa vida tem origem na fonte divina e, através  das sucessivas vidas dos antepassados, tem registrada a totalidade das experiências em nosso subconsciente, aprendendo-as  num único ponto que é o agora. Ao mesmo tempo, trata-se de que evoluirá pela eternidade no futuro. Nossa vida atual não existiria sem considerar a vida dos nossos antepassados”. TANIGUCHI, Masaharu, Imagem Verdadeira e Fenômeno, 1ª edição, capítulo: Compreensão da Visão de Deus, segundo a Seicho-No-Ie, página 119.

É o que creio! É o que venho tentando para melhorar a qualidade de vida dos que aqui estão, dos que estão por vir, e daqueles que já partiram para o mundo espiritual.

Nas palavras contidas no livro de Eclesiastes, capitulo 3, “Para tudo há um tempo  e um propósito debaixo do céu, tempo de nascer, tempo de morrer, tempo de plantar, tempo de colher, tempo de chorar e tempo de sorrir.” E penso que o tempo do perdão, e da libertação, se dará através da oração de gratidão aos nossos antepassados.

Encerro estas breves considerações citando provérbios capíitulo 4, versículo  18, “mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”








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