sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Drops: Fenótipo e Genótipo & Gamertag/ID

Drops: Fenótipo e Genótipo & Gamertag/ID


Fenótipo e Genótipo

Uma coisa me incomodou ao escrever sobre o roteiro social da série Stark Trek: Discovery, que foi uma possível má interpretação do que escrevi, por ter corrido com o tema. Decidi complementar, para que não tirem o texto do contexto do debate que foi exposto. Em uma curta duração, da vida de um mamífero placentário, o fenótipo não possui capacidade para alterar o genótipo. Então, dois pontos estão fora de contexto:

1-    Assim como prega a teoria da evolução, como exemplo do pescoço da girafa, o ambiente consegue moldar uma característica de uma espécie, após lento processo que pode durar gerações, séculos ou milênios. Não é o caso da discussão sobre a construção social do gênero humano.
2-    O fenótipo altera o genótipo para algumas espécies de répteis, que, ao colocarem ovos, dependendo do calor do ambiente, podem produzir mais machos que fêmeas. Na vida de um humano (mamífero placentário), o fenótipo não altera o genótipo, ou seja, a pessoa nasce sendo “macho” ou “fêmea”, pois isso é uma construção genética.





Gamertag/ID



Vejam vocês a que ponto chegou o jornalismo brasileiro. Nossas redações estão propiciando o surgimento de inúmeras notícias falsas, como a “cura gay”, por exemplo, e eles se sentem livres para escrever o que desejam. Isso também existe para o jornalismo “gamer”, no qual o jornalista emite uma opinião sobre algo, mesmo não jogando. Quando pedem a identificação do jornalista (sua ID/Gamertag) para verificar se ele de fato jogou, ele esperneia e se diz oprimido pela comunidade.

Vamos pensar da seguinte forma: quando um profissional ingressa em qualquer profissão, ele recebe um registro profissional alfanumérico (RP). Através deste registro, o cliente/consumidor pode ver a situação daquele trabalhador. Eu posso ver, por exemplo, se um médico está ativo, ou não, pelo seu registro profissional. Posso achar um advogado e perceber se ele está com a inscrição ativa/regular, ou suspensa/cancelada. É uma consulta pública. Ao dar um receituário, o médico assina e carimba com seu CRM. Então, eu pergunto: uma ID/Gamertag é mais importante que um RP? Com a visualização da ID do jornalista, todo o texto passa a ter uma credibilidade maior. Sem contar que um RP é mais importante ao jornalista que sua Gamertag/ID e ele é público. 

Por um princípio análogo ao da Transparência, um RP é visível a todos que desejarem consultar sobre um profissional, então, não vejo problema nenhum em um jornalista informar a sua ID/Gamertag por situação semelhante. Caso o jornalista tenha jogado na redação, que a redação forneça a identificação do mesmo. Isso demonstra transparência nos atos do jornalista, bem como sua sinceridade para com o público, então, sou favorável à campanha “Mostra sua ID/Gamertag”.

Patrick Raymundo de Moraes
RP: 03241JP – DF
Gamertag: Paray BR (Página do True Achievements)
Google Jogos: GraniteAcolyte15368 
PSN: Não tenho
Steam: Tenho, mas não uso. Não lembro qual é!


"O Princípio da Transparência

Atualmente se vive num mundo globalizado em que a tecnologia a cada dia caminha a passos cada vez mais largos, percebe-se que a informação circula com maior velocidade por estar difundida nos mais variados meios de comunicação que a massificam com muito mais intensidade, fazendo com que a informação passe "a ter uma relevância jurídica antes não reconhecida" [4].“O princípio da transparência consagra que o consumidor tem o direito de ser informado sobre todos os aspectos de serviço ou produto exposto ao consumo, traduzindo assim no princípio da informação.Havendo omissão de informação relevante ao consumidor em cláusula contratual, prevalece a interpretação do artigo 47 do CDC, que retrata que as cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira, mas favorável ao consumidor.”[5]Alessandra de A. B. S. Pisete, Sally Anne Bowmer Beça Coutinho (Clique)


PISETE, Alessandra de A. B. S.; COUTINHO, Sally Anne Bowmer Beça. Princípio da informação e da transparência nas relações de consumo em telefonia fixa. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XII, n. 61, fev 2009. Disponível em: <
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=5963>. Acesso em out 2017.