segunda-feira, 12 de junho de 2017

TSE, Temer e Dilma!


TSE inocenta a chapa PT-PMDB





Sim, a minha maior aposta era a cassação da chapa pelo TSE. Apesar de todas as provas e evidências, o tribunal optou por uma falsa estabilidade. Foi um julgamento tão insano, que teve de tudo um pouco: falácias, ira do profeta, gestos de morte, elogios a Pilatos, enfim, eu me senti assistindo a um teatro dos horrores e fiquei muito envergonhado do TSE. Os ministros Herman, Rosa e Fux foram excelentes em seus votos, mas o que dizer do voto do ministro Napoleão? Foi tanto erro, que nem sei por onde começar. Vou tentar resumir, mas, provavelmente,  vou esquecer muito do que foi dito.

1-    Ele admite os crimes cometidos, mas não deseja punir porque todos fizeram igual. Então, puna a todos, mas não absolva uma chapa porque todos fizeram o mesmo. Puna a todos.

2-    Que os crimes já estão sendo apurados por Moro. Não, Moro não apura nada relacionado diretamente a Temer e a Dilma. Primeiro, Moro sentencia, e quem investiga é a PF a pedido do MPF. E Temer, por ter foro, será sentenciado pelo STF, já a Dilma nem processada está. Moro nem está perto disso.

3-  Afirma que os delatores dizem qualquer coisa. Desta forma, ele quer dizer que eles mentem, entretanto, para uma delação ser homologada, o que está sendo denunciado deve ser provado. Uma delação só pode ser aceita se houver provas do que está sendo dito. O ministro me causou espanto com essa declaração, pois nem parece ter saído de um advogado formado. 

4-    Napoleão faz gesto de morte e conclama a “ira dos profetas” contra jornalista que divulgou seu filho sendo impedido de entrar no plenário do TSE. Isso pode representar quebra de decoro, além de ameaça de morte a um jornalista que cobria o evento, além de outros. Gilmar ainda o apoiou. Sentiu-se um justo injustiçado. Não é irônico? Fora isso,  pecou ao usar o nome de Deus em vão!

Vou parar por aqui, pois não tenho estômago para prosseguir. Além disso, o ministro que foi advogado da chapa não foi impedido de participar do julgamento e ainda se disse revigorado. 




E lembram que o maior objetivo da absolvição era manter a estabilidade política do Brasil? Olhem o que aconteceu em seguida, o Temer está sendo acusado de jogar a ABIN (agência Brasileira de Inteligência) para espionar um ministro do STF. E agora, Gilmar? Vai apoiar o Temer até nisso? Quem sabe chamem o Napoleão para conclamar Deus?



Conclusão

Estabilidade falsa, julgamento vergonhoso e pífio. Minha maior esperança se desfez em pó. E, agora, eu é que conclamo a Deus. Deus, se ama o Brasil, ajude!