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ABTA Dados do Setor 2017


Dados da Tv Por Assinatura 2017

Antes da chegada da internet por banda larga, eu cobria o avanço da tv por assinatura anualmente, pois era o nosso principal meio de contato com o exterior, além de ter uma programação de qualidade. Sim, eu era do tempo em que a tv por assinatura nem tinha comerciais, pois ela se baseava no lucro pela assinatura do pacote. E ela tinha qualidade, sim. Em apenas um dos canais, Locomotion, eu passava horas de madrugada assistindo séries diversas. Era um canal com mais de 300 mil assinantes. Para a época, era um sucesso.

Após essa época de ouro, sem comerciais e com qualidade na programação, a tv por assinatura se rendeu aos comerciais, começou a repetir séries e filmes em demasia, além de repetir propagandas (Já procurou hotéis na internet?) de maneira a quase fazer uma lavagem cerebral na audiência. Fora isso, começou a trazer programas que não representavam o perfil de seu público, em busca de outro erro: percentual de audiência. Tentavam, assim, disputar contra as emissoras de tv aberta. Ficaram tão ruins quanto a tv aberta. Para a nossa sorte, a banda larga chegou e nos trouxe uma outra visão de mundo. Um mundo mais amplo, mais liberto das amarras, como grade de programação, e mais barato. O resultado disso já se mostra nos dados do setor.

Em pesquisa realizada pela ABTA (Associação Brasileira de Televisão Por Assinatura), como mostra o gráfico abaixo, o setor vem perdendo importância e espaço.  Com 19,6 milhões de assinantes em 2014, indo para 19,1 milhões em 2015 e, por fim, com 18,9 milhões de assinantes em 2016, o setor tem encolhido. Perdeu cerca de 700 mil assinantes nos últimos 3 anos.  Segundo reportagem da Isto É (clique), de dezembro de 2016 a janeiro de 2017, o setor continua em decréscimo, perdendo mais 105 mil clientes.



A desculpa que os empresários dão para a queda é pela alta taxação do serviço (precisamos mesmo de uma reforma tributária urgente) além, claro,  da crise econômica pela qual estamos passando. Claro que atrapalhou, principalmente se aliarmos tudo aos problemas que já apresentei no segundo parágrafo. E isso fez com que os empresários jogassem o governo contra a internet e contra os serviços de streaming. Outro erro dos empresários do setor. Assim como eu, muitos brasileiros irão optar por manter a banda larga (internet) e cancelar a tv por assinatura se o serviço de internet vier a ser limitado ou ainda mais taxado, ou seja, ao jogar o governo contra a internet, os empresários estão atirando na própria cabeça. O quadro abaixo (também da ABTA) mostra esse fato.



Enquanto a tv por assinatura perdia espaço, o serviço de internet ganhava terreno. Com 7,6 milhões de assinantes em 2014, ele cresceu em 2015 para 8,2 milhões de assinantes e, por fim, 8,3 milhões de assinantes em 2016. É um quadro que demonstra que, apesar da crise, a internet em banda larga ganhou 700 ml novos assinantes.   Com serviços de qualidade e mais baratos, a crise aqui passou longe. A UOL acrescenta mais dados para o setor, ao divulgar informações da Reuters: “SÃO PAULO (Reuters) - O número de conexões de banda larga fixa no Brasil cresceu 4,96 por cento em janeiro sobre o mesmo período do ano passado, para 26,76 milhões, informou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)” (Fonte: UOL)


Conclusão

Fica claro, então, que o setor não representa mais nada. Se houver a necessidade de escolher entre a banda larga fixa e um pacote de televisão por assinatura, a tv por assinatura será cancelada. Abram o olho, empresários da tv por assinatura, principalmente porque o Google, através de sua plataforma (Youtube), está negociando levar canais de televisão para lá. Vocês não impedirão o avanço do serviço.  E não poderão limitar a internet por franquia de dados, pois o Senado já aprovou o PLS 174 que impede a limitação da velocidade da internet por franquias.

Para tentar conter essa sangria, eu recomendo aos canais por assinatura que se aliem à internet, através de maiores e melhores portais. Não busquem tentar rivalizar com a tv aberta, por audiência, ou por anunciantes. Melhorem a programação, isto é, voltem ao básico: programação sem intervalos comerciais, diversificada e disponível na internet para todos. Somente assim voltarão a crescer.

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