segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Alguns hospitais em Porto Alegre não respeitam o acompanhante!


Hospitais de Porto Alegre e os acompanhantes



Eu me mudei recentemente para Porto Alegre. Ainda não completei um ano de minha mudança, portanto, sou morador recente, mas já percebi um erro no atendimento a urgência/emergência em alguns hospitais particulares da região. Eu precisei de atendimento no meu primeiro mês, fui até o hospital próximo à minha casa, com minha mãe me auxiliando. Ao chegar no hospital, fui informado que havia uma espera de horas para o atendimento. Quando fui encaminhado para dentro do pronto socorro, tomei outro choque, pois o acompanhante não podia entrar e participar da consulta. Eles violam a lei e colocam em risco a vida do paciente. Eu sou uma pessoa extremamente alérgica, estava quase desmaiando, totalmente tonto, e minha mãe poderia responder a questões cruciais em meu lugar, entretanto, ela não pôde entrar comigo no consultório.  Não revelo o nome do hospital para evitar maiores transtornos para mim.

Ministério da Saúde
PORTARIA Nº 1.820, DE 13 DE AGOSTO DE 2009
Art. 4º Toda pessoa tem direito ao atendimento humanizado e acolhedor, realizado por profissionais qualificados, em ambiente limpo, confortável e acessível a todos
V - o direito a acompanhante, pessoa de sua livre escolha, nas consultas e exames;
VI - o direito a acompanhante, nos casos de internação, nos casos previstos em lei, assim como naqueles em que a autonomia da pessoa estiver comprometida;

Desrespeitaram a portaria acima e colocaram minha vida em risco. Eu ainda tinha um pouco de força de vontade e a fiz minha ferramenta para resistir. Mesmo tonto e fraco, perguntei se minha mãe não poderia ficar comigo e me foi respondido que não. Decidi juntar forças e sair. Fui tratado em casa, por um vizinho maravilhoso que é médico e, tomado por grande espírito humanitário, tratou de mim. Ainda bem, deu tudo certo. Depois disso, resolvi assinar um sistema de urgência em domicílio para evitar ao máximo ter que usar as emergências em Porto Alegre, que estão superlotadas e que infringem portarias e desrespeitam paciente e acompanhante.   Em Brasília, o atendimento em urgência/emergência permite a entrada do acompanhante junto com o paciente e isso é o certo.

Cremesp- GUIA DA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE - 2001:
“Acompanhante
O paciente tem o direito de ser acompanhado por pessoa por ele indicada, se assim desejar, nas consultas, internações, exames pré-natais e no momento do parto; receber do profissional adequado, presente no local, auxílio imediato e oportuno para a melhoria do conforto e bem-estar.”

Até o presente momento, hospitais com os quais entrei em contato não responderam às minhas perguntas. Deixo aqui vídeo útil do Einstein (SP) que é relacionado com o tema aqui abordado.