sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

TOP Aberturas e Encerramentos II (Quase retrô)

Obrigado a todos! A recepção a este material foi ótima, por isso, vou continuar explorando esse conceito mais um pouco! Mais algumas aberturas que foram importantes para mim, todavia, como no texto passado, sem uma ordem definida de importância, ou seja, vou lembrando e colocando aqui. Simples!

A abertura de Cavaleiros do Zodíaco também foi um marco. Foi o primeiro rock japonês com o qual tive contato e tive um choque positivo, pois vi, pela primeira vez, que a abertura tinha uma grande importância na cultura pop. Eletrizante, empolgante e dinâmica! O hino de uma geração!

  
Deixo aqui uma abertura para homenagear uma dubladora. Eu guardo muito respeito e admiração por ela. Megumi Hayashibara fez excelentes trabalhos. Também, esta série era minha companheira pela madrugada, quando a assistia pelo canal Locomotion.



Vocês não sabem como era difícil ser otaku na era da internet discada, via telefone. Para baixar um arquivo, hoje considerado pequeno 50mb, demorava uma note inteira. E ainda tinha o risco do download não ser completado pela queda na transmissão. Era nessa época que conheci uma série que me inspírou demais. Depois de algum tempo, essa série teve uma nova temporada criada e nos trouxe a mais serena abertura que eu conheço, além de um encerramento extremamente calmo. Animação linda, canção harmônica e paz de espirito são temas desta abertura e encerramento. 



No Game, No Life deu um tapa na cara dos roteiristas dramáticos e trágicos, pois mostrou que a humanidade poderia ser medíocre, mas tinha potencial para a grandeza. Era esse potencial que deveria ser protegido. O potencial do nascimento de um Einstein, de um Mozart e de muitos outros gênios. Quando eu escuto essa música, eu já a relaciono com esta mensagem e isso já me arrepia a alma. 



E, para finalizar, essa aqui é legal, pois foi tanto encerramento como abertura de série. Sim, o encerramento desta série foi abertura quando o episódio focou na ação deste grupo em específico. Gostei, pois mostrou que dentro da série existia uma outra equipe com personalidade própria e que deveria ser tratada como tal. Uma equipe bem radical! 


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Moro, Aécio, Renan e o STF. (Parte 2)

Moro, Aécio, Renan e o STF. (Parte 2)

Continuando o texto da sexta-feira, foi nesse mesmo dia que vimos um absurdo que eu achei difícil de julgar. O STF decidiu que o Renan Calheiros não estará na linha sucessória para assumir a Presidência da República, mas poderá manter o cargo de Presidente do Senado. Eu entendi que isso foi feito para evitar maior turbulência política, pois o segundo na linha de sucessão é oposição ao governo. Isso poderia colocar em risco o andamento das reformas para tirar o país da miséria que o PT nos colocou. É quase igual a retirar a presidente do poder, mas manter os direitos políticos dela intactos. Lembram?

Eu consegui entender isso e achei difícil, na ocasião, saber se foi certo ou errado. Agora, estou com a tendência de achar que foi errado. Pelas regras da Constituição, Renan deveria perder o cargo e o mandato. Caso o senador, que fosse assumir a Presidência do Senado, atrapalhasse as votações das reformas no Senado, nós nos manifestaríamos, colocaríamos pressão em cima e, finalmente,  poderíamos entrar com ações contra ele. Também acredito que as lideranças políticas, após as manifestações mais recentes, estariam mais sensíveis aos apelos do povo e  não iriam permitir que ele viesse a atrapalhar as reformas. Então, não se justifica deixar o Renan na presidência para evitar uma crise política maior.  

E a coisa piora ao se ler a notinha que ele escreveu depois de se recusar a receber o oficial de justiça que iria determinar a retirada dele da presidência. Na notinha, após a decisão esquisita do STF, ele escreve, talvez em tom irônico, “É com humildade que o Senado Federal recebe e aplaude a patriótica decisão do Supremo Tribunal Federal. A confiança na Justiça Brasileira e na separação dos poderes continua inabalada”. Dá para aguentar uma coisa dessas?

No twitter, eu afirmei que o Aécio deveria ser julgado no STF e que era lá que deveria residir a maior pressão e a reclamação popular. Entretanto, será mesmo que o nosso STF está forte para julgar alguma coisa? Depois do absurdo do rito do processo de impeachment, depois de decisões controversas como esta do Renan, será mesmo que conseguiremos ver algum político ser devidamente julgado na casa?

E termino com a frase da sexta-feira. Mais grave que uma foto com um juiz que não pode julgá-lo, é ver ele rindo com um juiz que pode fazê-lo.

Fonte: André Dusek/Estadão Conteúdo