sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Que beleza que paralisa!

Estou sem forças;
Paralisado mesmo;

Linda donzela!


Depois de dois textos complexos, fechei esta semana estarrecido com a beleza feminina!




quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Teoria do Agendamento hoje!




Diz a teoria do “agenda setting” (teoria do agendamento) que os meios de comunicação podem influenciar na conversa do cotidiano do cidadão e influenciá-los de certa maneira, fazendo com que percebam um fato como de grande ou pouco impacto. Vou deixar uma explicação melhor abaixo:


"(...)em consequência da ação dos jornais, da televisão e dos outros meios de informação, o público sabe ou ignora, presta atenção ou descura, realça ou negligencia elementos específicos dos cenários públicos. As pessoas têm tendência para incluir ou excluir dos seus próprios conhecimentos aquilo que o mass media incluem ou excluem do seu próprio conteúdo. Além disso, o público tende aquilo que esse conteúdo inclui uma importância que reflete de perto a ênfase atribuída pelos mass media aos acontecimentos, aos problemas, às pessoas."

Donald Shaw , 1979 (In: WOLG , 1994)



Então, algumas décadas atrás, os estudiosos acreditavam que um fato seria relevante de acordo com o grau de exposição dele na mídia. E que as conversas do cotidiano seriam baseadas neste agendamento da mídia. Por exemplo, o povo falaria sobre o campeão do futebol inglês enquanto houvesse divulgação disso pela mídia. Surgindo um novo tema nos meios de comunicação, logo o campeão inglês seria esquecido.

O ano de 2016 veio a revelar alguns pontos importantes sobre a distribuição de atenção do público nos meios de comunicação. Dois exemplos vieram a demonstrar que a midia convencional pode estar deixando de ser o carro-chefe do agendamento. Durante o evento do impeachment, correu a notícia de que as operadoras de internet no Brasil limitariam os novos contratos de banda larga pela quantidade de fluxo de dados, limitando a nossa internet. Estava jogado na mídia o que deveria ser o novo agendamento, ou seja, o povo deveria esquecer o impeachment e começar a discutir o limite de fluxo de dados. Isso não ocorreu. A discussão sobre o impeachment não morreu e juntou-se ao da internet limitada, que logo se juntou às notícias sobre Lula e Dilma (obstrução da justiça). Apesar do esforço em agendar um novo tema, os temas anteriores não morreram e todos os temas passaram a conviver no espaço social do brasileiro.

Existe um efeito do agendamento, que é fazer com que um consumidor acredite que um produto é bom, ou seja, o agendamento tem a tendência de promover produtos e serviços. Veja o caso do filme Ghostbusters. Ele foi amplamente elogiado em diversos meios de comunicação, fazendo com que o filme recebesse o score de 73% de críticas positivas. Agora, repare na média ao lado (score do público) na imagem que abre este texto. O agendamento ajudou na bilheteria (o estúdio esperava algo em torno de 44 a 50 milhões, e recebeu 46 milhões). O estúdio calculou que receberia 150 milhões em 15 dias, segundo a força deste agendamento, mas está com 106 milhões e 17 dias, ou seja, algo deu errado.


Conclusão

O que estes dois exemplos mostram é que o agendamento não possui nos meios de comunicação tradicionais, sua melhor força. No caso do impeachment, as redes sociais e o streaming continuaram suprindo o público com informações, não permitindo que a notícia esfriasse. Isso possibilitou que o tema permanecesse em pauta e ainda levou cerca de 4 mil pessoas às ruas no domingo passado, em Brasília. Outros milhares se manifestaram em diversas capitais. Já o filme em questão, teve na internet o seu algoz. As críticas ruins começaram a proliferar em vídeos, blogs e em plataformas como a do Rotten Tomatoes, dando ao filme um score de 3.2/5. Isso esfriou o interesse do público que ainda estava em dúvida se iria aos cinemas ou não.     


Os dois exemplos provam que os meios tradicionais devem conversar com os novos meios de comunicação (não tão novos assim) para conseguir atingir o público como faziam antigamente, e que o público, agora, possui meios mais livres para manifestar sua vontade e se mover para onde, como e quando quiser. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Exame de Ordem e o verdadeiro risco social!

EXAME DE ORDEM E O VERDADEIRO RISCO SOCIAL



Durante a sessão do STF que deu o aval para o Exame da OAB como o conhecemos hoje, eu critiquei as decisões dos ministros. Sim, eles passaram por cima da Constituição para criar uma panela de pressão que começou a explodir no XX Exame de Ordem, quando um bacharel em Direito, indignado com sua situação, pois, após se formar, sem o direito a exercer uma profissão, vendia balas para sobreviver, enlouqueceu e ameaçou explodir uma bomba. Um pai de família que foi aprovado em concurso, mas não pode exercer sua profissão por não ter passado no Exame de Ordem.

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Ele, como outros milhares, não consegue exercer uma profissão, pois esta prova está acima da Constituição Federal. O artigo 5º inciso XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Sim, É LIVRE o exercício da profissão atendidas as qualificações que a lei exigir. Até então, a lei exigia a regulamentação da profissão via avaliação do MEC e reconhecimento do diploma de universidade credenciada. Após o aval do STF, o Exame de Ordem tirou do bacharel a sua liberdade para exercer uma profissão, alegando um risco social que eu não acredito que fosse existir.

Entretanto, como me referi no primeiro parágrafo, criou-se uma panela de pressão. Existe, hoje, um imenso risco social. Pessoas que não conseguem emprego em sua profissão, pois o bacharel em direito é uma figura de direito atípica em nosso rol de profissões, pois não é mais estudante e não pode ser trabalhador. São pessoas como o Frank que, pressionados, sem profissão, sem dinheiro, vendem balas ou o que for, para poder sobreviver, enquanto ainda sonham com o exercício da profissão que escolheram seguir. Muitos ainda podem enlouquecer, como o Frank, pois a OAB tornou-se a senhora do destino de todos e é uma senhora maquiavélica. E à medida que esta mão pesada sufoca cada vez mais os bacharéis, e muitos começam a falhar no Exame, muitos começam a deixar esta pressão desequilibrá-los mentalmente. Este é o verdadeiro RISCO SOCIAL que a OAB está deixando nossa sociedade à mercê. E o número de bacharéis que reprovam só aumenta esta onda e proporciona um risco social verdadeiro: não poder exercer a profissão.

O leitor está pensando no sofisma que a OAB conseguiu passar como verdade: bastaria passar na prova e que nossas faculdades não formam bons profissionais. Em primeiro lugar, as faculdades são avaliadas tanto pelo MEC como pela OAB e existem atritos nos resultados finais (leia aqui). Por isso, a avaliação das faculdades diverge, entretanto, nossos cursos são bons.

Em segundo lugar, a prova não é feita para medir conhecimento, mas para reprovar o máximo de candidatos que puder.

1º- Maurício Gieseler (advogado): “Em todas as edições anteriores encontramos questões verdadeiramente problemáticas (ou seja, os recursos foram feitos com toda a honestidade intelectual possível, sem querer fazer firula para a galera) e mesmo assim a banca passou por cima e não anulou nada”... “A história das anulações no Exame de Ordem já mostrou, e comprovou em várias oportunidades, inexistir uma correlação entre o erro e a anulação”. Isso se deve, como o Gieseler já apontou, no impacto que a questão teria, se anulada, no número de candidatos aprovados. Ou seja, se a questão anulada aumentar muito o número de aprovados, o conselho da OAB não anula a questão (leia aqui). Um esforço hercúleo para a reprovação dos candidatos.

 2º- As provas são feitas para cansar o candidato, pois, no cansaço, o bacharel erra o que normalmente acertaria (leia aqui);

3º- Darlan Barroso em 2013 afirmou: “ A prova foi legalista ao extremo, com pegadinhas de interpretação. Caíram minúcias ou detalhes das leis que até mesmo os advogados costumam consultar no dia a a dia da profissão”.

Eu poderia passar o dia citando diversos advogados que criticam as provas e analisam-nas minuciosamente, mas não é esta a função deste texto, mas, para alertar que um risco social ficou evidente com o Exame da OAB: aumentou em muito o número de pessoas qualificadas que não conseguem emprego por causa do Exame da OAB.  Isso terá um preço social mais grave do que o que se alegou para se defender este exame. Eu mesmo vi advogado perder prazo e recorrer de forma errada, ou seja, de nada adiantou o exame nesse sentido, pois os erros que eles diziam que estavam evitando, ocorrem da mesma maneira hoje em dia. E criou-se um verdadeiro risco social.

E como mudar esta situação? Como ajudar os bacharéis e a OAB ao mesmo tempo? Eu dei uma solução em 2013 (leia na íntegra aqui), bastando uma mudança simples na lei que rege o exercício da profissão de advogado. Eu cito: “ O bacharel que apresentar, durante o ato de inscrição na OAB, diploma devidamente reconhecido em Pós-Graduação, seja ela Especialização, Mestrado ou Doutorado, está automaticamente dispensado da necessidade do Exame da Ordem.” Vá no link acima que eu explico esta ideia por lá.