segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Análise Dracula Untold- 2014


Dracula Untold (2014)



O filme tem um consenso, encontrado no site Rotten Tomatoes, que define o filme como uma obra que não é ruim, mas também não chega a ser boa o suficiente para fazer jus ao icônico conde. Eu decidi assistir a esta obra no Netflix, pois foi adicionada recentemente.

O filme não é uma adaptação até onde sei e tem como proposta contar a história do conde antes do que foi escrito por Bram Stoker, ou seja, não compete nem mesmo com a literatura que consagrou o personagem. É algo bastante livre, desde que não entre em temas relacionados diretamente com o livro e que entregue o personagem na mesma situação na qual ele foi iniciado na literatura.

Ao analisar isto, percebi que é fácil fazer um prequel, desde que se respeite as duas regras mencionadas no parágrafo anterior. O “Urobutcher”, então, teve vida fácil, pois respeitou de maneira decente a obra original da franquia Fate. Está bem, a frase anterior foi apenas uma provocação. Voltando ao filme em questão, Matt Sazama e Burk Sharpless (roteiristas do filme) também fizeram um trabalho decente, com poucas falhas.



Algumas falhas foram relevantes. Quem conhece a história, sabe que Dracul foi o vampiro original, rejeitando a luz e a salvação por causa de seu ódio pela morte de seu amor. Viveria para sempre nas trevas, se alimentando do sangue dos filhos de Deus, até reencontrar a reencarnação de seu amor. No filme, a maldição do morto-vivo é passada para ele por outro amaldiçoado. Talvez tenha sido o erro mais grave.  Outro erro menor é ter feito Dracul muito parecido com um herói, ao invés de um monstro. Ele está mais para um “Monstro do Pântano” do que para um “Batman”, mas, no filme, essa relação está invertida. Entretanto, não são falhas que te farão desligar a internet, ou jogar a televisão pela janela, como eu quase fiz ao ver a porcaria que fizeram com Chain Chronicle (desculpa, Pirika, seu capitão não conseguiu te salvar). Chain Chronicle, que lixo! X(~



 E, então, surgem os pontos fortes que te farão ficar interessado até o fim do filme. O primeiro deles é a boa qualidade de diálogos. Muita frase bem estruturada, com efeito e colocada no momento certo da narrativa. É uma loucura como gostei disso nesse filme. Cada frase mesclava muito bem com a ação seguinte. O segundo ponto forte do filme é a fotografia. Com muita sombra, os amaldiçoados pareciam realmente assustadores. O filme apela para tons escuros e mantêm um clima sombrio e tenso com isso. O terceiro ponto forte são todas as cenas de ação mostrando os dons das trevas. Está certo que, por vezes, parecia o Batman, mas o dom amaldiçoado, por vezes discreto, estava bem empregado. O quarto ponto forte é a relação dos personagens que fica bem, muito bem, ambientada. Dá para ver que a relação familiar é genuína e isso mostra quanto ódio uma morte pode gerar. Um ponto para os atores escolhidos que me fizeram acreditar que eles eram uma família.

Tudo isso estava bem misturado e me propiciou um agradável momento em frente à televisão e ainda entregaram Dracul intacto para o livro. Foi muito bem elaborado. Adorei ter assistido e se você ainda não viu, vai até o Netflix, o filme está por lá!