sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Diamante em cinzas!




Diz a história bíblica que Moisés tinha a língua pesada. João Batista comia mel e insetos, vivendo em um deserto. Alguém que olhasse para eles não daria importância às suas palavras, se dependesse unicamente de sua apresentação, mas eles tinham um conteúdo forte. Quem fosse além, parasse e ouvisse suas palavras, seria impactado pela mensagem que eles carregavam.


Joe Gould foi um excêntrico estadunidense que serve bem como exemplo disso. Quem poderia imaginar que uma pessoa como ele seria personagem de um livro fascinante? E ele, como escritor, nos deixou uma lição. Mesmo que o livro dele seja um grande enigma, se ele o escreveu, ele tinha como meta ouvir a todos e deixar tudo escrito em “The Oral History Of Our Time”. Ouvir a todos, conhecer a tudo e escrever. Um objetivo nobre de uma mente instável. Uma utopia que todos devemos perseguir.


Devemos parar e ouvir a todos. Devemos ler, mesmo que a forma não esteja adequada, que o estilo seja truncado ou errôneo. Prestar atenção ao que o autor está tentando informar, mesmo que ele tenha língua pesada, seja humilde, troque as letras ou pareça louco. Afinal, conhecer a tudo e reter o que é bom foi um conselho de apóstolo. Para conhecer tudo, a mensagem tem que ser mais importante que a forma-meio-estilo. Não se prenda unicamente à forma. Deixe a mensagem chegar até você, mesmo que o estilo e a apresentação não tenham primazia. Aprender com todos, nunca ignorando a sabedoria. Quem sabe, com isso, conseguirá achar um diamante oculto em cinzas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Homenagem a Caio César Ignácio Cardoso de Melo



A violência retira de nós a arte, o amor, a humanidade e o respeito. Seja ela física, psíquica ou verbal, ela danifica a estrutura da sociedade, ela corrompe, ela faz sofrer, enfim, a violência, pelas palavras de Sartre: “seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”.

Cada vida possui infinita importância, dentro de infinitas possibilidades, em um mar de escolhas que chamamos de destino. Caio César Ignácio Cardoso de Melo escolheu proteger a nossa sociedade como soldado militar. Ele também escolhera nos brindar com seu talento como dublador.  Duas escolhas em um mar de possibilidades. Duas escolhas nobres.  Como policial, ele escolhera: “Promover a segurança e o bem-estar social por meio da prevenção e repressão imediata da criminalidade e da violência, baseando-se nos direitos humanos e na participação comunitária” (Portal da PMDF). Como dublador, ele deu asas aos sonhos de muitas pessoas e nos fez acompanhar alegrias e fantasias. Eternizou obras e foi eternizado por elas.






Na manhã desta quarta-feira, dia 30, a nossa sociedade sofreu uma derrota. Caio fora morto com um tiro no pescoço ao atender uma ocorrência no Complexo do Alemão, no dia posterior ao seu aniversário. Ele deixou uma filha. Queria deixar aqui registrado minha homenagem. Ao policial-dublador!



E fazer um apelo pela não-violência. Não existe sociedade que permaneça estruturada com tanta violência. Pelas palavras de Lao-Tsé (O Pensador)

"A Sabedoria da Não-Violência 

A vida verdadeira é como a água:
Em silêncio se adapta ao nível inferior
Que os homens desprezam.
Não se opõe a nada,
Serve a tudo.
Não exige nada,
Porque sua origem é da fonte imortal.
O homem realizado não tem desejos de dentro,
Nem tem exigências de fora.
Ele é prestativo em se dar
E sincero em falar,
Suave no conduzir,
Poderoso no agir.
Age com serenidade.
Por isto é incontaminável."



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Prêmio Talento Literário 2014 - Parte Final



Com isso, terminei de divulgar um trabalho em antologia. Penso em continuar realizando atualizações dessa forma, para mostrar os meus textos que estão sendo publicados em formato de antologias. Espero que estejam gostando e, novamente, obrigado por tudo! Ah, e eu gosto muito desta poesia!