sexta-feira, 5 de junho de 2015

A Mente sadia reconhece melhor o mundo!

É uma questão filosófica simples. Se os seus sentidos captaram algo, sua mente interpretou os sinais e reconheceu o objeto. Entretanto, para que sua mente reconheça o objeto como ele é de fato (sua realidade) a mente deve estar sadia. Como manter a mente sadia? Dou pequenos conselhos ao final do vídeo. 





terça-feira, 2 de junho de 2015

Naruto- The Last

Naruto- The Last

Sinopse: Dois anos após os acontecimentos da Quarta Grande Guerra Ninja a lua começa a cair em direção a Terra, ameaçando destruir tudo. Naruto e seus aliados se preparam para salvar todos os envolvidos em uma batalha final emocionante.



Sobre a história (SPOILER.... SPOILER)


Ao assistir Naruto, eu me lembrei de outro filme- The Last Stand, pois ambos possuem uma coisa em comum. The Last Stand tem duas histórias quase em paralelo, que é um assassinato de um fazendeiro, em uma cidade do interior, e a segunda história é a da fuga de um traficante de drogas. Ambas as histórias se fundem no decorrer do filme. Naruto, por sua vez, tem o desenvolvimento do relacionamento do ninja com a Hinata, enquanto que o vilão tenta destruir a Terra, jogando a Lua em cima dela.

No caso de The Last Stand, o filme funciona bem melhor como um assassinato no interior do que como uma fuga de um grande traficante. Ao fundir ambas as histórias, o filme se atrapalha e peca em quase tudo, tornando o filme chato. Já Naruto, ele concentra bem as duas histórias. A relação de Naruto e Hinata é simbolizada pela feitura de um cachecol. Para se tecer um cachecol é necessário paciência, ternura e habilidade, assim como para se conquistar e manter um relacionamento. Essa metáfora foi usada de maneira simples, mas eficiente. O cachecol, bem como o amor, resiste e ressurge sempre das cinzas da destruição, simbolizando a persistência para se manter ou começar um relacionamento. Dessa forma, o autor demonstrou, nessa história paralela, como que se construiu o sentimento de ambos e como Naruto percebeu que amava a Hinata. O sentimento sempre esteve lá, mas nunca havia sido tecido, nunca haviam dado o laço final nesse cachecol, até esse filme. Já na segunda história, que se passa em paralelo, o vilão tenta destruir o planeta por julgar que os ninjas estão fazendo mal uso do chakra. É nessa parte que se concentra o shonen propriamente dito. Aqui temos boas batalhas, uma ação interessante e a determinação ninja de sempre. Quando as duas histórias se fundem, tudo fica mais interessante. O autor conseguiu casar bem as duas histórias. O que não gostei foi da resolução final história, que poderia ter sido melhor executada. Ficou uma sensação de algo não resolvido com o vilão.





Sobre a dublagem e questão técnica


O filme, na questão de arte, animação, música e enredo, entregou um material que compensa a ida ao cinema. Não teria coisa pior que assistir no cinema uma animação com qualidade de televisão. Naruto the Last foi realmente trabalhado pensando em salas de cinema, apesar de não ser uma grande produção, é uma produção bem feita para esse fim. Cenários, movimentação e trilha sonora estão bem realizados para essa finalidade.

Eu acompanho Naruto pelo Crunchyroll, legendado com as vozes originais. Fui assistir ao filme dublado e, ao sentar na cadeira, ocorreu-me que eles haviam mantido a dubladora original do Naruto para o papel principal. Fiquei me questionando se a decisão estava correta, afinal, Naruto não era mais uma criança. Ao começar o filme, vi que a decisão estava correta. Gostei do tom que ela desenvolveu para diferenciar o Naruto jovem, do Naruto maduro. Aliás, a dublagem como um todo estava interessante e bem feita, entretanto, as vozes estavam meio abafadas e distantes, como se a sala de meu cinema estivesse usando unicamente as caixas de som dianteiras para os diálogos. As explosões usaram as caixas laterais, assim como a música. Quando tinha uma cena de luta, quase não se ouvia os personagens. Como antes da sessão fomos informados que a projeção iria demorar 10 minutos por um problema técnico, não posso alegar se isso foi um erro do estúdio de mixagem, ou se foi um erro técnico da minha sala, mas, mesmo assim, isso não retirou a diversão do filme.



Sobre a renda

Renda aproximada



O filme estreou semana passada, na sétima posição, totalizando mais de 435 mil reais. E isso foi bom? Tem gente, e alguns sites, que fazem um comparativo, como o Box Office Mojo, colocando lado a lado filmes com gêneros semelhantes, ou que sejam continuação um do outro.  Dessa forma, eles tentam comparar trabalhos. Não considero isso adequado, pois existe uma frase na filosofia que se aplica na economia também, e em outras áreas do conhecimento humano, que é a seguinte: “Não se pode banhar-se duas vezes no mesmo rio!”, ou seja, tudo é transitório e o que era no passado já não é mais no presente e mudará no futuro também. Quando lançaram Os Vingadores anos atrás, a economia era diferente da que é hoje, o público também não é o mesmo e os atores também sofreram mudanças (amadurecimento e novas experiências), então, pela perspectiva financeira, psicológica e material, mesmo sendo continuações, elas são muito diferentes entre si.


Renda definitiva




Então, como dizer que um filme foi bem em bilheteria? Sem considerar cálculos de produção do filme, marketing, custos de distribuição e retorno financeiro? Eu uso o sistema mais simples que há, que é o cálculo de ocupação de uma sala de cinema. Verifica-se o número de cinemas, sessões e dias, e calcula-se a renda pela quantidade ideal de cadeiras ocupadas. Dessa forma, para o cálculo de Naruto, o filme tinha que ter dado mais de 550 mil reais em renda para que eu pudesse alegar que o filme foi um sucesso, isto é, muitos assentos ocupados. Também fiz um cálculo mais pessimista, no qual, se o filme ficasse naquele montante, teria sido uma estreia fraca. Algo em torno de 390 mil reais (os cálculos estão na minha página do Facebook). Não fiz cálculo do desvio padrão. Como o filme deu 406 mil reais, ficando no meio dos dois cálculos, considero que tenha sido uma estreia decente, isto é, teve público, apesar de que poderia ter sido melhor.


Conclusão


Eu dou 3 estrelas (de um total de 5) para o filme, pois foi bem realizado. E como eu sempre torci pelo casal “NaruHina”, gostei muito desse final! Sobre a informação de duas rendas, geralmente na segunda-feira sai o cálculo aproximado da renda e, na terça-feira, os números definitivos. Por isso existem duas listas. 


segunda-feira, 1 de junho de 2015

O cruel "não existir"?




O “não existir” não é cruel;
Cruel é deixar de existir;
Se estivermos falando de um ser vivo, intensifica-se esse fel;
Algo que devemos excluir.


Pois aquele que não existe, não sente, não pensa e não deixar marcas.
Aquele que deixou de existir, sentiu, pensou e marcou;
Não se toma conhecimento do que não existe, não deixa pegadas;
Mas aquilo que já existiu, deixou pegadas, e amou.


As diferenças entre eles são essas marcas, pegadas, lembranças e amor.
Condenar à não existência aquilo, ou aquele, que já existiu é tormento;
Tormento aos que vivem, principalmente, com ele naquele momento;
Marcados pelo que já existiu, aumenta-se a dor.



Inspiração

Esse curto poema foi pensado ao assistir Plastic Memories. Nesse enredo existem dois pontos desagradáveis, que são furos horríveis de roteiro, e circunstâncias que amplificam o meu sentimento de desagravo. Se a série terminar como penso que terminará, será a pior série da temporada que assisti. Escreverei mais sobre isso depois, pois existem mais alguns capítulos até o fim e esses dois pontos podem ser resolvidos nesse meio tempo. De qualquer forma, acho que foi o pior roteiro dessa temporada, mas, ao menos, me deixou contemplativo ao ponto de escrever esse curto poema.