quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Faces de Deus



Aprendi com a vida que Deus não tem uma única face. Assim como o amor se apresenta de diferentes maneiras (eros, philo e ágape), Deus também não se apresenta com um único rosto. Deus é a personificação plena do significado de amar.


E Deus tem um filho primogênito, que alcançou aliança entre Ele e os homens mediante um sacrifício. Ele é Jesus, o caminho, que comprova a verdade de que Deus possui muitas faces. Somente como exemplo, no catolicismo existe o mistério da Santíssima Trindade (três entidades firmadas como um único ser). A face de Deus chamada Jesus é a face que desejo expor nesse texto reflexivo, pois disse Jesus Cristo, que ele é o caminho verdadeiro e que ninguém chega ao Pai senão por ele. Definir, então, o significado desse trecho é o que vou expor no seguinte parágrafo.


E quem é o Cristo? Ele é a representação do verbo que se fez carne: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito” (Jo 1,1-3), “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. (João 1:14).  No sentido da escritura, verbo é toda a palavra de Deus. Para essa reflexão, vamos pegar unicamente o verbo como toda palavra em ação. O site Só Português define esse elemento ao informar que:


 “Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros processos:
ação (correr);
estado (ficar);
fenômeno (chover);
ocorrência (nascer);
desejo (querer).”


O Cristo torna-se a necessidade do agir, a palavra em movimento que promove mudanças e cria. E qual seria essa palavra que Cristo promove? Nada mais lógico que o amor, como afirma o padre Robson de Oliveira, C.Ss.R.- Reitor da Basílica de Trindade- “Vale ressaltar que o movimento do Encarnado na história não foi uma aparição miraculosa ou fantástica, mas, sobretudo, a concretude do amor em carne. O amor do Pai torna-se carne (sarx). Por isso, Jesus é Sacramento do Pai Eterno. Não estamos defrontes a um Deus mágico, mas perante um Deus que teve que aprender a ser humano. Um Deus que “não responde, pergunta. Não soluciona, põe em conflito. Não facilita, dificulta. Um Deus que não gera meninos, mas faz adultos” (Inácio Larrañaga)”.


O Caminho, então, é o Verbo que age (amar), criando o fenômeno (salvação), através da ocorrência (nascer novamente em Cristo), para o desejo (ajudar, amar, salvar). E aqui está o segredo: "Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus, e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor"- (I João 4:7,8).


O caminho, então, é amar ao próximo. E quem é o seu próximo? Seu pai, sua mãe e aquele no qual seus olhos repousam o olhar. Quando o Cristo diz que ninguém chega ao Pai senão por ele, ele afirma, deste modo, que ninguém chega ao Pai sem o agir, mas o agir em amor. Se você quer realmente chegar-se a Deus, o caminho não é apenas orar e louvar, mas é agir em amor. É mostrar em ações que seu coração está cheio de renovação, de amor.

   
“E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver”.
(Mateus 25:33-36)


Aqui em cima está a prova de que o agir em amor é o caminho da salvação, pois os salvos são aqueles que manifestaram em vida o amor e agiram pelo bem do próximo. Entretanto, não façam barganhas, acreditando que isso é uma troca de favores.


Afirmo isso em uma época na qual a religiosidade impera e ofusca a verdadeira mensagem da face de Deus. Em um momento no qual a mensagem de Deus se perde em meio ao ódio. Que todos alegam que possuem a única verdade, a única vitória, sendo que o verdadeiro amor deu o sol e a lua para todos. Tenhamos mais misericórdia (s.f. Sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão.) e mais amor, para que sejamos dignos de estar nesse caminho.


E essa é apenas uma das faces de Deus: o caminho do agir em amor. E isso que eu escrevo acima é uma mensagem para copiarmos o amor que existe em Deus. Então, imagine se este agir em amor vier realmente de Deus? Tenha certeza de que diferentes formas de salvação irão aparecer, de acordo com seu coração, conhecimento e grandeza, afinal, na casa do Pai existem muitas moradas, pois existem muitas formas e estilos de amor, ou seja, muitas faces de Deus.


“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar”. (João 14:2)




domingo, 15 de fevereiro de 2015

Minhas apostas para o Oscar 2015

Melhor filme
"Birdman"

Melhor diretor
Wes Anderson ("O grande hotel Budapeste")

Melhor ator
Eddie Redmayne ("A teoria de tudo")

Melhor ator coadjuvante
Robert Duvall ("O juiz")

Melhor atriz
Rosamund Pike ("Garota exemplar")

Melhor atriz coadjuvante
Meryl Streep ("Caminhos da floresta")

Melhor filme em língua estrangeira
"Ida" (Polônia)

Melhor documentário
"Last days"

Melhor documentário em curta-metragem
"Our curse"

Melhor animação
"The Tale of the Princess Kaguya"

Melhor animação em curta-metragem
"Feast"

Melhor curta-metragem em 'live-action'
"Aya"

Melhor roteiro original
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo ("Birdman"

Melhor roteiro adaptado
Jason Hall ("Sniper americano")

Melhor fotografia
Robert Yeoman ("O grande hotel Budapeste")

Melhor edição
Joel Cox e Gary D. Roach ("Sniper americano")

Melhor design de produção
"Interestelar"

Melhores efeitos visuais
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher ("Interestelar")

Melhor figurino
Anna B. Sheppard e Jane Clive ("Malévola")

Melhor maquiagem e cabelo
Elizabeth Yianni-Georgiou e David White ("Guardiões da Galáxia")

Melhor trilha sonora
Jóhann Jóhannsson ("A teoria de tudo")

Melhor canção
"Glory", de John Stephens e Lonnie Lynn ("Selma")

Melhor edição de som
Richard King ("Interestelar")

Melhor mixagem de som
Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten ("Interestelar")