sexta-feira, 27 de março de 2015

Vencedores Temporada de Inverno 2015

Outros Papos Recomenda- Imagens e Sinopse cedidas pela Crunchyroll!


Estamos para encerrar mais uma temporada de animês e já começou a chover análises e críticas em todos os sites de cultura japonesa. Apesar de não ser um dos mais conhecidos, o meu blog sempre deixa a sua contribuição e sempre deixará, pois é um prazer imenso para mim poder relatar, analisar e divulgar o que eu acho belo, instigante e apaixonante.


Desta forma, vamos ao que interessa. Esta temporada foi um tanto fraca na disponibilização de títulos para nossa região, através do Crunchyroll, e alguns títulos vieram através de outros portais, como o Daisuki que nos trouxe mais uma série da franquia The Idolm@ster, entre outros títulos. Se por um lado isso pode atrapalhar, por diversificar a distribuição e nos obrigar a ficar migrando de um portal a outro, também é vantajoso, pois nos dará, em um futuro próximo, uma saudável disputa entre portais. Acredito que toda disputa seja benéfica, se ela levar os portais a investirem em qualidade e serviço.


Os vencedores, segundo minha opinião, podem ser vistos pelo portal Crunchyroll (CR). Na análise, uso imagens cedidas pelo CR, bem como a sinopse. Para acessar os vídeos, basta clicar nos títulos que serão enviados para o portal, e poderão conhecer melhor as séries. Como afirmei em temporadas passadas, a minha análise tornou-se mais flexível e, portanto, um título conseguiu a proeza de estar classificado em minha análise em duas temporadas seguidas. Analiso principalmente enredo, emoção, direção, música e qualidade técnica. Os títulos devem somar mais de 6 pontos no geral.






CR: “Cinco garotas perseguindo os seus sonhos! Baseado no mangá de Kenji Sugihara, a história segue as provações e dificuldades de cada garota enquanto elas tentam o sucesso na indústria do anime como roteiristas, produtoras e dubladoras.”


Na Temporada de Outono de 2014, eu selecionei esse título como um dos vencedores. A análise dele fez parte da minha revista anual (clique). Em resumo, eu apreciei o enredo focado na construção das animações japonesas, pois nos permitiu adentrar mais um pouco nesse universo que nos encanta. Na análise da Temporada de Outono 2014, eu ainda salientei que essa série é o que “Servant X Service” deveria ter sido, pois além de mostrar as etapas de construção e elaboração de animações, ela ainda é capaz de nos brindar com um leve drama entre os personagens. E “Servant x Service” ficou muito superficialmente focado nas piadas, sem mostrar o trabalho em si.


Em cada capítulo desta nova temporada, nós conhecemos o trabalho de pré-produção, produção e pós-produção de uma animação, sem contar a difícil arte de lidar com adaptações e com a comunicação organizacional. Muito dos problemas enfrentados pela equipe do estúdio se deveu ao fato de existir ruídos na comunicação interna da editora. Pode parecer bobo, mas esse ruído pode mesmo atrapalhar e acabar com a eficiência do trabalho. Dessa forma, criou-se uma barreira entre a visão do diretor da animação e a visão do autor da obra que estava sendo animada. Um problema cotidiano de muitas empresas.


O roteiro foi um pouco além de mostrar questões técnicas, pois mostrou também o drama das garotas que continuam mantendo a promessa de fazerem uma animação juntas. Em especial, com a personagem que escolheu o caminho da dublagem. Não é um drama pesado, portanto, é um toque de sabor ao enredo. Nós ficamos torcendo por todas elas, ou seja, que elas pudessem cumprir com a promessa. Cada capítulo era uma torcida. Ao final, uma emoção!


Além disso, a direção optou por usar mais as mascotes do seriado e fazer delas professoras de termos técnicos. Foi uma grande ideia, pois manteve o objetivo sem deixar o enredo maçante. A música estava excelente, a direção competente e a parte gráfica rica em detalhes. Com tudo isso, essa série mereceu estar novamente aqui, afinal, manteve-se consistente do começo ao fim.







CR: “O anime de 26 episódios se passa no ano de 2151, dois anos e meio após o filme Soukyuu no Fafner: Dead Aggressor - Heaven and Earth. O 10º aniversário do projeto reunirá a equipe principal da primeira série, incluindo o diretor Nobuyoshi Habara de XEBEC zwei e Xebec. Tow Ubukata escreve o projeto e Gou Nakanishi, da King Records, é o produtor.”


Em 2005, era lançado o mangá Fafner Dead Agressor que seria a semente que nos traria uma franquia de bastante renome. O estúdio por trás da animação é o Xebec (Fushigi Yugi e Nadesico: Prince of Darkness) e traz de volta os nomes que trabalharam na primeira série, como afirma a sinopse acima. Eu gosto muito desse estúdio pelos trabalhos que citei entre parênteses, em especial Nadesico que acompanhei no Brasil via Locomotion.


Para mim é difícil não comparar o enredo das duas ficções. Não comparo qualidade técnica, pois existe uma diferença enorme proporcionada pelo período temporal que separa ambas as produções, mas comparo roteiros e direções. Nadesico e Fafner se propõem a realizar séries de mechas com enfoque nos dramas humanos. Está certo que Nadesico é mais cômico e leve, mas existe uma pegada dramática no filme que assisti pelo Locomotion. Já Fafner é um drama sobre sobrevivência, com leves toques cômicos. Ambos os roteiros, então, convergem.


Tanto Nadesico, quanto Fafner, contam histórias de relações em meio à guerra pela sobrevivência contra invasores, porém, Fafner, desde o seu primeiro capítulo, nos passa a impressão de que todos os personagens morrerão em prol de um sonho, de uma esperança. Entretanto, essa ameaça ainda não se concretizou totalmente, contudo, êxodo do título está acontecendo, com milhares de mortes, e isso é fato, mas ainda não se concretizou a ameaça plena descrita no primeiro capítulo, como se fosse uma profecia. E Nadesico entregou a sua proposta desde o início e se manteve estável e fiel a ela. Nesse ponto, Nadesico leva vantagem.


Já Fafner leva vantagem na qualidade da estrutura do enredo, o seu “esqueleto”, que é bem montado. Existe maior densidade nos personagens, em seus dramas, que são bem explorados, de maneira equilibrada. Não existe aquele negócio de ficar restrito a mostrar a dor de um personagem apenas, ou seja, eles mostram aos poucos a dor de todos. A cada capítulo vemos as consequências desse extermínio na reação dos pilotos e suas tentativas de salvar alguém, pois eles sofrem, gritam e indagam sobre a própria esperança e esforço. Ponto para Fafner!


Dessa forma, comparando ambas as produções, conseguimos ver as qualidades e forças de cada uma delas e podemos, com isso, nos maravilhar com a força de suas linhas, seus diálogos e cenas. Fafner é bem trabalhado, bem cuidado e promete entregar um drama pesado, mas com uma mensagem ao final. 


Na questão técnica, esse animê é de uma maravilhosa beleza. Cenários belos, cenas de combate convincentes, música arrebatadora (aquela música de encerramento é uma das melhores), boa computação gráfica e ação. Por isso está aqui!







CR: “Chinjufu será a base da marinha de guerra que enfrentará a Frota do Fundo dos Mares. Na base naval, várias garotas da armada se reuniram para viver e trabalhar juntas, em treinos e outros assuntos. Uma classe especial de navio, uma contratorpedeira, se junta à base naval em Chinjufu: seu nome é Fubuki. "Meu nome é Fubuki, prazer em conhecê-lo!" A história da Fubuki, assim como a das outras garotas, começa agora!


Um jogo da Kadokawa Games que fez sucesso e foi transportado para o mundo das animações. Acreditei que não seria interessante, pois a premissa me dizia ser um animê superficial. Como não sou de me sujeitar a pré-conceber nada, eu assisti para analisar de fato e acabei gostando. Sim, fui surpreendido.


O que me surpreendeu? A primeira abordagem de um naufrágio de uma garota da armada foi bem conduzida, com todos os elementos dramáticos que são pertinentes e esse tipo de enredo. E isso conduziu a um outro elemento de enredo, que foi a emoção da colega que não admitia o naufrágio, isto é, estava em processo de negação. Tudo conduzido de maneira adequada e até de forma bela. O último capítulo manteve esse estilo e não errou a mão. 


Já a personagem principal é a típica personagem que se destaca pela fé e persistência no trabalho árduo. Essa mensagem deve ser louvada sempre, pois é através da força da insistência que conseguimos superar barreiras e obstáculos, portanto, foi outro ponto positivo do enredo. Outro ponto forte foi a trilha musical, pois o encerramento, para se ter uma ideia, vendeu muito bem na sua semana de estreia no Japão. Fubuki é uma grande melodia dessa temporada! Assista-a no piano- Animenz Piano Sheets tocando com maestria!





Existem pontos negativos, pois o enredo não se manteve constante em sua qualidade, caindo vez ou outra, mostrando ora capítulos fortes, ora capítulos fracos. A animação também possui pontos fortes e fracos. Em certas cenas, quando migraram a animação das garotas do 2-D para o 3-D, essa passagem não ficou serena e as personagens ficaram estranhas. Às vezes bem parecidas com personagens do software Comipo.


Apesar disso, manteve-se forte para ficar na terceira posição!






CR: “Basara Toujo é um estudante do Ensino Médio cujo pai acabou de se casar mais uma vez. Seu pai resolve viajar para o exterior e deixa Basara com suas duas belas irmãs adotivas. Mal sabe ele que suas duas novas irmãs Mio e Maria são, na verdade, o próximo Lorde do Mal e uma succubus! Quase condenado a uma vida de servidão, Basara forma um contrato reverso por acidente e acaba se tornando o mestre de Mio.”


Deixe-me esclarecer uma coisa, eu sou do tempo em que harém consistia na reunião de muitas lindas personagens, que se apaixonavam por um indeciso, que não pegava ninguém. Cresci assistindo a haréns desse tipo. Geralmente, o personagem masculino nem era o centro, mas apenas uma desculpa para mostrar diversas personagens bonitas juntas. Eu ficava furioso, por exemplo, quando a Ayeka corria pelo Tenchi e ele se mandava.  Ah... Ayeka, que bela princesa!


Bom... voltando ao tema...como Kantai Collection, essa série me surpreendeu, pois eu não conhecia a obra. Fui assistir ao animê sem saber nada sobre ele, e apenas contando com a minha experiência anterior com harém. Que bom que foi assim, pois foi uma grata surpresa encontrar, nessa temporada, um harém maduro e mais “realista”.


O personagem principal não é indeciso e nem tampouco covarde. Como um adolescente real, ele cai em tentações e, quando provocado, ele age como um herói de verdade. Isso é ótimo para o roteiro, pois pode mostrar mais lados das personagens femininas, que um indeciso não conseguiria mostrar. Algo como o ciúmes da Mio, ou a submissão da Yuki, ou o desejo da Maria. Aliás, é a Maria que faz com que tudo isso aconteça e é ela que atiça os outros personagens com joguinhos. Basara é um "badass" como o pai e ele conduz tudo como um herói deveria conduzir e reage como um adolescente reagiria normalmente. Com isso, podemos ver as garotas de formas diferentes e com reações mais normais. 


E tudo isso é bem trançado por um enredo sobrenatural que premia o terror. A abertura tem cenas belas de ação e mostra as personagens de uma maneira agressiva e artística, sendo uma das aberturas mais interessantes dessa temporada.



A animação e a música estão dentro de uma média, não sendo pontos fortes, mas não estragando em nada a condução do enredo. Chegou aqui por pouco, quase não conseguindo a média, mas o que interessa é que conseguiu e, com isso, fecho a análise dessa temporada.