quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nova/Velha Obra na Amazon



Este livro terá duas apresentações, pois será dividido em duas partes. Ambas possuem a finalidade de representar, com meus textos, duas fases de minha vida: a juventude e a maturidade. Para tanto, reuni poemas que representem, fielmente, meu estado de espírito nestas duas épocas. Na época do ensino fundamental, até a faculdade, eu escrevia meus sentimentos em papel. Um dia, resolvi reunir tudo e publicar. Assim nasceu o Despertar do Amor, em 2004, pelas mãos da editora Litteris. E faço, destes textos, a primeira parte do livro, intitulada Amanhecer na Juventude. Revendo os textos aqui escritos, revisando-os, eu vi como eram intensas as minhas emoções. Amores não correspondidos, desejos carnais, fé em Deus, tudo isso misturado em bloquinhos de textos, ou versos, com intensidade jovial, algumas rimas e ingenuidade. Fiquei espantado como eu interpretava a vida nessa época. Se pudesse voltar no tempo, eu me encontraria e diria a mim mesmo: “relaxa, cara! Vai viver a vida, vai à Disney e toma muito banho de praia, porque a vida não é só isso que você está escrevendo. A vida é canção, sensação, mas, acima de tudo, a vida é um caminho belo que nos ensina muito. Não perca seu tempo apenas refletindo sobre ela e vai vive-la com a mesma intensidade que escreve estes textos. Vai por mim, a vida é mais serena do que estes textos!” 



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vendas, internet e animês

Serei breve no texto de hoje. Será um texto para a indagação de muitos. Daniel Gouveia Costa, em seu livro “Comunicações Multimídia na Internet” já aponta para o que venho observando, e ele relata: “Internet consolidou-se como a principal rede de comunicação de dados. Nessa rede, aplicações como transferência de arquivos, envio de mensagens eletrônicas e navegação web são amplamente utilizados. A influência que tais aplicações têm nos usuários dessa rede faz com que muitos enxerguem esses serviços como sendo a própria Internet. A evolução da rede mundial de computadores, tanto em termos operacionais como no número de usuários, possibilitou que novas aplicações surgissem. Entre essas novas aplicações estão às comunicações multimídia na Internet”.


O crescente fluxo de pessoas na rede, bem como o avanço tecnológico que permite conexões mais rápidas, estáveis e populares, começou a me fazer indagar porque diabos as empresas japonesas ainda precisam de distribuidores de seus produtos para o ocidente? Ainda hoje, uma empresa japonesa lança um produto em seu mercado e o distribui somente por lá. Cabe a uma empresa estrangeira, como a Diamond Films (no caso dos filmes de Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco) negociar com as empresas japonesas e conseguir acordos de distribuição. Até para conseguir animês para o Crunchyroll, o usuário precisa esperar a boa vontade de distribuidores que, vez ou outra, decidem não liberar títulos para a região X ou Y.




Ora, a internet criou o que chamamos de comunicações multimídia, ou seja, ferramentas usadas para a interação entre usuários e comunidades, tais como os vídeos em streaming e sites como o Daisuki, Netflix e o Crunchyroll. A entrada em uma região não depende mais de rigorosas regras empresariais e jurídicas, pois a internet, hoje, é um meio livre e com regras próprias de expansão e vendas. Não existe lei que impeça uma empresa japonesa de vender seus produtos para outras partes do mundo, então, porque elas não criam um setor de vendas para o mundo através do comitê? É esta a indagação que gostaria de deixar com este texto. Por exemplo, somente o Crunchyroll já ultrapassou o número de 400 mil assinantes em todo o mundo. É uma grande comunidade e local de vendas.




Explicando 


Para se criar uma animação, como exemplo, as empresas não necessitam mais de uma aceitação de um comitê (empresas reunidas e dispostas a liberar dinheiro para uma série ou filme). The Little Witch Academia 2 alcançou, através da internet,  uma campanha para a criação de uma nova animação que será distribuída internacionalmente. O mesmo ocorreu com Under The Dog, que também alcançou o financiamento coletivo para a criação de uma animação. Mostro isso para dizer que os tempos gerenciais passados são, de fato, passado. Atualmente, o dinheiro corre livre pela rede mundial de computadores e se a empresa ficar restrita à formas gerenciais antigas somente vai fazer dela um alvo para concorrentes que, porventura, tiverem êxito nessa empreitada. Vejam o que aconteceu com a Blockbuster. Foi engolida pelas empresas que investiram em streaming, como a Netflix.


A solução que encontro para isso é simples. A empresa japonesa cria uma animação (com ou sem comitê), e um setor de vendas, que lançará o produto em diversos territórios, negociando elas próprias com os portais aqui já citados. Para a venda em disco (blu-ray e dvds) a empresa lança material nas línguas de países que mais aceitaram os produtos. Ou seja, eles criam uma animação, lançam ela em um portal de streaming, verificam em que região ela foi mais bem aceita e cria discos com base nessa aceitação, com legendas na língua e material promocional destinado àquelas regiões. Tudo isso sem precisar sair do Japão, através da internet. Sem a necessidade de distribuidores locais. Sei que para o cinema a regra é diferente, mas para séries de televisão essa regra se aplica muito bem. Para elas é um ganho com o aumento na possibilidade de vendas e, para nós, um ganho no aumento de produtos lançados em com preços mais baixos pela ausência do distribuidor local (intermediário).



Então, fica aqui essa indagação e a minha resposta.