sexta-feira, 23 de maio de 2014

Quadrinhos: Guto e Não vai Ter...

Dois quadrinhos para essa semana. Com isso, fechei mais uma semana. O Guto (Hércules) é o nosso gatinho de estimação e salvou a minha mãe de um intruso, justamente por ter hábito de ficar olhando a janela e por seus sentidos aguçados. Ele notou o invasor, antes que o mesmo pudesse fazer algo. Como fora descoberto, o invasor se retirou sem conseguir fazer nada. Esse quadrinho antigo é uma homenagem a este gatinho! Obrigado, Hércules! 




Já o quadrinho novo é inspirado na Copa. Como sabem pelo twitter, sou contra os gastos efetuados para este evento. Fico indignado com o que se gastou com estádios. Muitos destes estádios não terão nem a condição de devolver para o Estado o que se gastou neles. Sou favorável a manifestações pacíficas e o povo tem direito de se manifestar contra tudo isso. Devemos exigir sempre melhores condições para nossa sociedade, com melhores hospitais, mais segurança e ensino de qualidade. Bom... voltando ao quadrinho, espero ter conseguido um tom cômico nesse quadrinho, pois notei que a palavra "Copa" ganhou um significado que tento repassar de maneira suave. 



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sorriso!

Para o XIII Prêmio Cultura Nacional, que incentiva poetas e escritores brasileiros, decidi escrever diversos textos sobre o sorriso. Não deve faltar, em cada coração, a sensação de alegria. Sem alegria, eu acho que a alma vai envelhecendo, por isso, devemos sempre sorrir quando possível. O momento que gera a alegria pode até passar, mas deixa a marca essencial que é o sentimento. É como uma semente que germina com a lembrança. Vamos sempre tentar sorrir, para plantar estas sementes e, quando necessário, regá-las com nossas lembranças. E elas, quando regadas, vão poder recriar sensações. Para hoje, um triolé pequeno! 

Uma lembrança feliz pode findar com toda dor.


Sorriso!

Quanto vale um sorriso?

Preço nenhum pode considerar.

É o valor de uma alma que brilha,

Quanto vale um sorriso?

Sei que vale mais que ouro a compensar,

Pois nunca desvaloriza, sempre recompensa!

Quanto vale um sorriso?

Preço nenhum pode considerar.




terça-feira, 20 de maio de 2014

School Idol Festival

Love Live é uma série japonesa que tem vendido bem, desde CDs com as músicas, até Blu-Rays e jogos. Suas músicas estão sempre no ranking de mais vendidas pelo Oricon (ANN). Sempre achei que franquias de séries tão bem produzidas assim poderiam ter jogos lançados no ocidente. Semana passada, Love Live lançou “School Idol Festival” em inglês para nós e eu baixei o meu para avaliar. 



Como já disse no twitter (@patrickrdemo), eu estava com receio de jogar por dois motivos: 1- Não sabia se seria divertido; 2- Não sabia se conseguiria jogar, pois não sabia qual era o nível de habilidade exigido. Claro, apenas jogando para se conhecer o jogo, então, eu o fiz.  É divertido, exige diferentes habilidades e níveis, e é bem feito. O download pesa um pouco, se for levado em consideração que eu o baixei para o celular, por isso, uma conexão veloz se faz necessária. E a primeira inicialização demora, entretanto, o jogo, após isso, torna-se rápido e o aplicativo como já escrevi é bem feito.


O objetivo do jogo é ajudar as garotas em seu treino, conseguir novos membros para o clube e desenvolver as habilidades delas, para que elas se apresentem no festival em questão. Ao abrir o jogo pela primeira vez, somos levados a um tutorial simpático com as garotas nos orientando sobre estes assuntos.





Após isso, começa o jogo. Para desbloquear cenas do cotidiano, e da série de televisão, temos que conseguir, no mínimo, desempenho de nível “C” nas músicas. Ao conseguir um "C" em uma música no "Easy", ela fica desbloqueada no "Normal". Ao conseguir desbloquear no "Normal" (conseguindo uma nota "C" no mínimo) ela desbloqueia a versão "Hard". Para jogar estas músicas, como mostra o vídeo ao final, temos que clicar em símbolos. É um jogo de memória e coordenação. A medida que a música vai tocando, os símbolos são exigidos e você ganha pontuação de acordo com seus acertos e com a habilidade das idols que você desenvolve e melhora com treinos. Se você for muito bem, além de desbloquear cenas da história, você pode acabar recebendo novas ídolos para o clube.


Você pode treinar suas garotas em grupos, ou realizar treinos especiais, para que elas aumentem seus níveis e suas pontuações. Isso ajuda a melhorar o desempenho em cada música. As idols possuem características que melhor desempenham certas músicas (Smile, Cool e Pure) e a escalação do time é fundamental para melhorar a pontuação final. Pode-se treinar as garotas e transformá-las em idols. Além das características acima, temos que prestar atenção ao nível de "Bonds". Quando transformamos uma garota em ídolo (Idol) e o nível de Laços (Bond), ou seja, a ligação dela com o grupo aumenta ao nível máximo, conseguimos também desbloquear a história dela, além da história principal. 

Uma carta rara que mostra a evolução da Eli-chan!



Como é um jogo social, você possui um ranking com a pontuação dos usuários e pode aceitar convites de amigos. Até o terceiro dia, eu tinha conseguido evoluir da posição 9000 para a posição 5000. Abaixo, o vídeo de um mestre neste jogo. Uma habilidade que ainda não tenho! Consigo, no máximo, 56 combos no normal, mas comecei jogando três dias atrás.






Atualização do 4º dia de jogo! Já consegui 114 combos no modo "Normal" em algumas músicas, outras duas cheguei a "Clear" e subi para posição 109.  \o/

Atualização do 5º e 6º dias: Consegui Full Combo (sem erros) em algumas músicas no nível normal e finalizei 4 músicas, de um total de 8, no nível Hard, mas com a pontuação mínima exigida. Passei raspando. Além disso, desbloqueei até o 4º capítulo da história normal e a introdução de uma garota que consegui "idolizar" (desculpem, sei que essa palavra não existe, mas é a melhor definição que encontrei para a palavra em inglês- tornar alguém um ídolo). Mesmo com tudo isso, acabei caindo no ranking para a posição próxima a 2500. O pessoal se dedica mesmo a esse jogo! :)

Conheça o jogo e jogue. Recomendo, pois é divertido!


Assista a série pelo Crunchyroll (clique aqui)

Veja um clipe da música Wonderful Rush (5º Álbum da série)









segunda-feira, 19 de maio de 2014

Gojira, Godzilla (2014) Com Spoilers!



A Legendary Pictures lançou, junto com a Warner, uma nova versão cinematográfica do grande cult japonês Godzilla. A questão que muitos têm levantado é se esta nova adaptação seria mais fiel que a versão de 1998 (IMDB). Posso dizer que é muito mais fiel ao clássico, que o terrível filme de 98. Érico Borgo chegou a comentar, em vídeo para o Omelete, que seria quase uma continuação do filme japonês de 1954 (IMDB). Eu concordo!


Posso dizer que o filme possui o enredo voltado para duas questões práticas que se relacionam: 1- Não controlamos a natureza e esta é representada pela força dos monstros que aparecem em tela. A luta entre estas espécies dá o tom mais próximo do filme de 54. 2- O drama da humanidade que se vê às voltas com elementos incontroláveis, também bem próximo do Gojira (1954).





Ao entrar no cinema, eu não pude segurar a angústia da dúvida de que este filme poderia ser mais uma bomba, pois é difícil segurar um enredo como este, ou seja, que mostre um embate entre titãs e, ao mesmo tempo, o drama de uma família que se vê tragicamente envolvida nesta batalha.  O enredo mostra-se suave com o equilíbrio destas questões, portanto, em poucos minutos de exibição, o meu receio foi esvaindo e dando lugar à empolgação de uma história bem contada.





Como parte do primeiro ponto já mencionado, a crítica nuclear de 1954 fez-se presente constantemente, com referências à Hiroshima e até à Fukushima. Os desastres naturais também foram relevantes na história, com citação até dos últimos tsunamis, mas não ficou algo apelativo. O enredo os inseriu de maneira a não chocar, mas fazer com que a história pudesse ter um apelo mais realístico. Com tudo isso, o filme teria um ar trágico se o enredo não fosse bem cuidado. A tragédia e a destruição estão presentes, mas sempre existe uma cena de otimismo que nos faz perceber que, mesmo na maior escuridão, existe uma ponta de luz como chama ardente (os fortes vão pegar essa referência).





 Já os monstros são mostrados como são: titãs poderosos, implacáveis e alheios à destruição que provocam. Todos eles? Não! O diretor trabalha Godzilla de maneira próxima aos filmes da série até nisso e, próximo ao embate final, fui pego torcendo pelo Gojira. Como ele trabalhou isso? Godzilla já possui um carisma para quem conhece a franquia, mas o diretor o trabalhou ao ponto de percebermos nele uma intenção de manutenção do equilíbrio da natureza, como se ele fosse um guardião do mundo. Quando ele, conscientemente ou não, salva um ônibus escolar de mísseis desgovernados, o diretor começa a nos mostrar um Gojira herói, como ele o é representado em diversos filmes da franquia. Se foi intenção dele salvar as crianças, ou se foi um movimento aleatório da cauda dele, o diretor não nos responde, ficando esta questão para que cada um de nós possa responder. Claro, depois disso ele parte a ponte ao meio, mas a cena em si fica registrada e as crianças salvas. A culpa é da marinha que ficou lançando mísseis! :) 







Já na questão do drama humano, em meio às batalhas dos monstros, o enredo optou por mostrar isso de uma maneira bacana. Eu gostei de terem usado duas gerações de protagonistas para o filme. Enquanto o drama inicia-se em uma geração e termina em outra, passando o bastão da sobrevivência de pai para filho, fica assim demonstrado o quão pequenos somos e quão breve é nossa vida. Um drama bem contado! As atuações ficaram legais também, pois conseguiram cativar algumas pessoas na sala, que respondiam ao drama com lágrimas. Sim, duas meninas choraram na sala do cinema.



E é nesse espírito que o filme vai até o seu fim. O close no Ken Watanabe, já nas cenas finais, e o evento que se sucede, é de tirar lágrimas de quem é fã da série. É uma alusão ao desejo de que o Japão se recupere dos desastres que afetaram a vida de milhares de pessoas. Gojira nesse momento é o Japão.  Uma consequência de um enredo bem trabalhado para criar um ar carismático a este lendário réptil!


Duas gerações!



O que eu achei ruim foi a opção do diretor em revelar o Godzilla de maneira lenta e gradual. Até o momento em que o protagonista (sim, ele é o protagonista) se exibe de maneira inteira, e dá aquele seu grito clássico,  já se passaram  muitos minutos do filme. Não contei, mas acho que foi quase uma hora. Para quem quer ver destruição e luta, isso deixa qualquer um frustrado. O embate dos monstros é muito postergado, para dar chance de desenvolver a história, e isso pode incomodar muita gente, porém, é necessário para que o filme possa ter maior profundidade e que possa representar algo para os cinéfilos.





No fim, eu aplaudi o filme e dou a ele 4 estrelas (ótimo)! Vá ver enquanto pode!

Godzilla arrasa nas bilheterias, com mais de 93 milhões de dólares nos EUA e 103 milhões de dólares ao redor do mundo, totalizando US$196.205.000,00. (Box Office Mojo)