sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quadrinhos: Minami e Tireoidite

Novamente, um quadrinho antigo e um novo. No quadrinho antigo, um dos primeiros que fiz com o Comipo, a Minami paga um tremendo mico na escola. No segundo, falo um pouco de uma doença pouco conhecida, mas que provoca muitos males se não tratada: Tiroidite de Hashimoto! Também vai ser legal para que se coloque lado a lado as artes gráficas do Comipo e do Toondoo! O que vocês acham? Prefiro o Comipo!


Antigo




Novo



Os sintomas, segundo Dr. Dráuzio Varella (clique) são estes: 
Sinais e SintomasNão existem sinais e sintomas típicos da tireoidite de Hashimoto. Como é uma doença de evolução lenta, eles aparecem quando o hipotireoidismo está instalado.
Os mais comuns são:
* Cansaço;
* Depressão;
* Adinamia (falta de iniciativa);
* Pele seca e fria;
* Prisão de ventre;
* Diminuição da frequência cardíaca;
* Decréscimo da atividade cerebral;
* Voz mais grossa como a de um disco em baixa rotação;
* Mixedema (edema duro no pescoço);
* Diminuição do apetite;
* Sonolência;
* Reflexos mais vagarosos;
* Intolerância ao frio;
* Ganho de peso;
* Cãibras;
* Alterações menstruais e na potência e libido dos homens.
Com a progressão da doença, os sintomas se agravam. A pessoa se sente cada vez mais cansada e com menos energia. Pode apresentar, também, aumento no tamanho da tireoide e, consequentemente, a formação do bócio (“papo”).

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Poema: Ela Canta

Ela canta como uma deusa,

Pois sua canção transforma,

Em suas melodias, existe mais que o amor,

Nas suas letras existem vida e sinceridade,

Ela canta como uma deusa,

Ouçam-na,

Ela canta como uma deusa,

Pois sua canção transforma.




Tentei procurar um vídeo que simbolizasse essa personagem. Após tanto procurar, acredito que tenha achado. Encaixa direitinho no contexto do poema acima. Não acham?


terça-feira, 29 de abril de 2014

Black Bullet- O Direito Negado!

Black Bullet – Capítulo 2- SPOILER

Este capítulo permeou a realidade de uma maneira interessante e, por isso, merece uma atualização para esta semana. Neste capítulo, foi-nos mostrada uma realidade muito próxima à nossa, de fato. Ao assistir diversas cenas, fui pego pensando: "algo parecido aconteceu aqui no Brasil" e, por causa dessa similaridade, decidi por divulgar este capítulo em especial e alguns pontos em comum com nossa sociedade.





Para quem não conhece a série, a humanidade quase foi extinta graças a seres parasitas chamados Gastreas. Os homens, então, refugiaram-se em cidades sitiadas. Algumas crianças foram infectadas pelos Gastreas, ainda no ventre de suas mães e possuem habilidades fora do normal, sendo a única esperança para nossa raça, bem como o grande medo da sociedade. Este é o background do anime. Neste capítulo, aprofundaram o conceito das crianças marginalizadas. O que acontece com estas crianças é o seguinte, elas sobreviveram, no útero de suas mães, ao ataque de Gastreas e receberam uma transformação genética do vírus do invasor. Esta transformação genética faz com que todas os bebês nasçam mulheres, possuindo habilidades superiores às de qualquer homem. Estas habilidades fazem com que estas crianças possuam olhos vermelhos, quando ativam este poder genético especial. Estas crianças, se não tratadas, transformar-se-ão em Gastreas no futuro. Estes pontos fazem com que surja uma dualidade: os homens necessitam delas para evitar a extinção da espécie humana,ã mas as temem por elas se transformarem em Gastreas no futuro.


Neste contexto, as crianças, com esta alteração genética, são marginalizadas e não possuem direitos. Ninguém as quer, mas precisam delas para controlar Gastreas que possam vir a surgir dentro das cidades sitiadas. Esta marginalização da criança lembra muito o livro Capitães da Areia de Jorge Amado (escrito em 1937).  O texto do Guiado Estudante assim resume o livro: “No início da obra há uma série de reportagens fictícias que explicam a existência de um grupo de menores abandonados e marginalizados que aterrorizam a cidade de Salvador e é conhecido por Capitães da Areia. Após esta introdução, inicia-se a narrativa que gira em torno das peripécias desse grupo que sobrevive basicamente de furtos. Porém, apesar de certa linearidade, a história é contada em função dos destinos de cada integrante do grupo de forma a montar um quebra-cabeça...


Voltando ao capítulo, Enju é uma destas crianças marginalizadas, mas que consegue se humanizar graças a seu iniciador (Rentaro). Ela é entregue a este policial civil, que a trata como uma pessoa (e ela é), dando-lhe boas condições para crescer e controlar o vírus. Assim como alguns personagens do livro, de nosso grande autor, estas crianças almejam uma adoção, embora ainda não possuam direitos. Elas roubam para sobreviver, formando grupos pequenos, como o de Pedro Bala. Assim como os garotos do livro de Jorge Amado, estas crianças moram em ruínas, em pontos da cidade longe de qualquer alcance da sociedade. É interessante notar que o animê tenha retratado esta realidade e a marginalização da criança e do adolescente, radicalizada neste contexto, é um problema bem tocado neste capítulo e o que nos faz entrar em outro ponto- o direito negado. 


Declaração dos Direitos das Crianças: 2º Princípio- “Toda criança tem direito a proteção especial, e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade”.


A Declaração dos Direitos das Crianças, em seu segundo principio, está completamente anulada nesta realidade. E isso me levou a questionar o quão próximo desta situação encontram-se as crianças brasileiras, que vivem em lugares nos quais o Estado não se apresenta. E a similaridade não para por aí, pois a Enju encontra uma criança que está roubando comida. Ela é pega por policiais e levada embora com brutalidade. Após insistência da Enju, Rentaro resolve ir atrás e interferir nesta prisão para, então, ver o problema mais grave em uma sociedade aonde os direitos não existem: a lei da bala. A criança é baleada em um local ermo, em uma tentativa de execução, mas sobrevive. Rentaro a leva para um hospital. Esta situação nos remonta à chacina da Candelária, e tantas outras, na qual o direito de um indivíduo lhe é negado, bem como a garantia mínima de sobrevivência. Quando isto ocorre, e a própria sociedade fecha os olhos para o pedido de socorro destas pessoas, a chacina começa a ocorrer. No momento em que a sociedade não soluciona o problema, cria-se um abismo de indiferença que resulta sempre em violência.





Neste momento, o vilão aparece e uma de suas motivações é revelada em uma pergunta: “Não acha esta sociedade errada”? Esta pergunta gira o enredo de ponta-cabeça e nos faz questionar a vilania. Quem seria o maior vilão? Seria ele apenas fruto de uma sociedade violenta? Ainda sem respostas, este vilão torna-se um rebelde em uma sociedade marcada pela desumanização do indivíduo.



Como se não bastasse tantas aplicações práticas deste enredo em nossa sociedade, o fim ainda iria revelar outra problemática. Na verdade, dois problemas. Na escola, descobrem que a Enju é uma criança portadora do vírus do Gastrea. Inicia-se a exclusão dela, com bullying provocado pelo medo, e o preconceito provocado pela falta de informação. Enju foge. Rentaro tenta acha-la.


Através de uma enredo rápido, afinal o capítulo nem chega a ter 30 minutos, todos estes problemas são apresentados, mas existe um sinal de humanização. Rentaro, ao procurar por sua parceira, revela seus sentimentos em uma clara demonstração de que os direitos não podem ser negados e que uma pessoa deve ser tratada como uma pessoa deve ser tratada, isto é, com amor e respeito. Isso é um sinal de que o enredo quer procurar por uma humanização dos personagens e um resgate de sua condição como seres humanos, da dignidade e da melhor conduta.


Black Bullet- capítulo 2, então, torna-se uma obra instigadora, nos fazendo questionar, lembrar e olhar para nossa sociedade, sendo uma obra de denúncia da mesma. Esta denúncia é fruto de eventos que ocorrem ao redor do globo. Espero que permaneça assim e que me mostre, ao final, um futuro brilhante, pois eu espero mesmo poder escrever sobre isso e motivar os meus leitores a buscarem um futuro com uma sociedade mais igualitária, entretanto, sabem como são as animações japonesas, algumas tem um fluxo inconstante no roteiro, mas espero mesmo que tenha uma humanização ao final. Toda obra que nos faz pensar é fomentadora de mudanças, por isso, deixo este capítulo aqui para que os meus leitores a conheçam.





   


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Capitães da Areia



Para se entender o contexto do texto de amanhã, a recomendação de leitura de hoje é de um livro conhecido de todos. Também é essencial para entender o problema da exclusão que nos afeta hoje em dia. Se ainda não leu, eu quero recomendar este livro. A sinopse da Livraria Saraiva não poderia ser melhor: “Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador e clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito”.




O problema da criança abandonada é o centro deste livro. Escrito em 1937, por Jorge Amado, ele nos traz crianças que anseiam pela família, por um lar, pela amizade e pela sobrevivência em uma sociedade que não lhes quer, que as abandonou. Uma sociedade que fecha os olhos para este problema e finge não saber de nada, até que a violência lhe bata a porta. Um problema social ainda não debelado. Acusado por nichos da sociedade, mas que parece um problema longe de solução.


A Unicef já deixou registrado em seu site: “as crianças são especialmente vulneráveis às violações de direitos, à pobreza e à iniquidade no País. Por exemplo, 29% da população vive em famílias pobres, mas, entre as crianças, esse número chega a 45,6%. As crianças negras, por exemplo, têm quase 70% mais chance de viver na pobreza do que as brancas; o mesmo pode ser observado para as crianças que vivem em áreas rurais. Na região do Semiárido, onde vivem 13 milhões de crianças, mais de 70% das crianças e dos adolescentes são classificados como pobres. Essas iniquidades são o maior obstáculo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) por parte do País.



Capitães da Areia, então, é uma denúncia atual. E porque esse livro será importante para o texto de amanhã? Porque a análise de amanhã depende do conhecimento que vocês tem do livro, para poderem visualizar mentalmente toda a problemática que vou apresentar. Se conhecerem este livro, entenderão melhor o contexto de amanhã, pois uma comparação se faz necessária.