segunda-feira, 12 de maio de 2014

Brasil tinha que cortar gastos

Endividamento Público e Eleições




Este ano é um ano de muita tribulação para o Brasil. Como se não bastassem os gastos estrondosos com os estádios da Copa, teremos um ano eleitoral. E a coisa não anda bem para o Brasil em nenhum dos dois eventos. Gastou-se muito para esta Copa e o Brasil pode vir a decair nos próximos anos, falando em economia, e eu explico nos parágrafos seguintes.


Uma explicação se faz necessária. Segundo o jornalista Wellton Máximo (EBC): “De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a dívida consolidada líquida considera o que o ente público deve menos o que tem direito a receber. A receita corrente líquida leva em conta a arrecadação com impostos e contribuições menos o que os estados são obrigados a repassar aos municípios”. Pois bem, isso é necessário para se calcular o endividamento público federal.


O endividamento é, em um resumo bem superficial, o quanto que o Estado está devendo, ou seja, a União (Estados, DF e Municípios) pega dinheiro emprestado e fica pagando em parcelas. “O Tesouro prevê que a dívida pública chegue ao patamar máximo de 2,32 trilhões de reais no fim deste ano – 198 bilhões de reais a mais em relação ao fechamento de 2013.” (Estadão Conteúdo, publicado na Veja)


Imagine você pegar um CDC em seu banco e ficar pagando, mas, antes de terminar o pagamento daquele empréstimo, pegar outro. O governo tem feito isso com certa frequência e a dívida cresce. Para se ter uma ideia deste valor, saiba que o Brasil arrecadou com tributos, em todo o ano de 2013, uma quantia nem próxima a isso. “O Brasil arrecadou R$ 1,138 trilhão em impostos durante 2013, número recorde registrado até hoje, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Receita Federal”. (Economia Uol)


O que acontece se deve mais do que se ganha? Talvez você consiga uma hora extra com seu chefe, para ganhar mais, ou você encolhe os gastos, deixa de fazer alguma coisa, até conseguir aliviar o prejuízo. Com uma nação é quase igual, com a exceção que o governo, como dono do Tesouro Público, poderia produzir mais moeda. Isso não é uma solução viável no momento, pois mais moeda na economia geraria inflação, que não está assim tão bem controlada, por isso, vamos descartar essa loucura. O que resta é fazer exatamente como uma pessoa faria, como iniciei neste parágrafo: cortar gastos.


Entretanto, o Banco Central (BC) avisou que o gasto do governo subirá 2,1% em 2014. Isso significa que o governo não pretende colocar a mão no freio. E o PIB que, segundo o BC, vai ficar na faixa de 2% não vai ajudar a economia. E isso nos deixa com dois cenários para pós eleições.


Se o governo permanecer como está, a dívida crescerá. A dívida crescendo levará o Brasil para a exaustão. Se o governo cortar gastos será taxado como impopular (dependendo de quais cortes forem feitos e em que área de atuação do governo). Imaginem a armadilha que será, caso haja mudanças na estrutura do governo, se o novo governo resolver puxar o freio de mão?


O certo seria cortar gastos, mas o governo que o fizer será taxado de impopular. Caso o político X vença e permaneça como está, o Brasil vai quebrar para sustentar a política pública. Caso corte gastos, o que seria o certo para salvar a economia interna brasileira, dificilmente conseguiria uma reeleição. Que situação que nos encontramos, hein? Espero que quem vença tenha a coragem de fazer o certo, cortar gastos para equilibrar as contas públicos e priorizar uma política de aplicação dos recursos de molde a privilegiar o desenvolvimento do país.    

Por isso, vote certo! Vote pelo país e não por uma bandeira de partido!