quinta-feira, 3 de abril de 2014

Animês Inverno de 2014

Temporada Inverno 2014

Chegamos ao fim da temporada de inverno de 2014 e, com isso, iniciou-se a minha lista de favoritos. Esta lista será diferente, pois vou fazê-la deste modo: 1) Melhores animês que iniciaram em outra temporada, mas julguei premiá-las nesta temporada de inverno e 2) Melhores animês de inverno, isto é, aqueles que iniciaram e terminaram nesta temporada.  Com isso, poucas animações ficarão no “vácuo temporal” e as que ficarem, se conseguirem manter a qualidade, terão boa classificação em outra época. 


Melhores Animês premiados na Temporada de Inverno 2014 são aquelas que não pude premiar anteriormente, pois não se encerraram na mesma temporada, ou seja, tiveram continuações e caíram em um "vácuo temporal".  Sabem vocês, claro, que só julgo séries conclusas, mas, devido a extensão das mesmas, elas não puderam entrar em nenhuma análise anterior. Pela qualidade das mesmas, decidi premiá-las aqui e agora. 

1)    Golden Time


Enredo: Banri Tada é um calouro, em uma universidade de Direito em Tóquio, com um passado confuso. Ele sofrera um acidente na infância e, desde então, sofre com amnésia. Nesta universidade, ele acaba encontrando pessoas que farão parte de seu futuro e que fizeram parte de seu passado. As relações se complicam quando presente e passado se atritam.


Este enredo pareceu coisa de novela mexicana com tratamento do estilo e técnica da narração japonesa. Acredito que tenha sido mais ousado, pois a narração foi rápida e o estilo foi dinâmico. Enquanto uma novela mexicana se arrasta por inúmeros capítulos, geralmente de forma mais lenta, Golden Time tornou-se ágil, pois cada problema resolveu-se, geralmente, no mesmo capítulo em que foi apresentado. Com exceção da amnésia, tudo se resolveu rapidamente.


A direção optou também por um esquema no qual o capítulo iniciava-se com leveza e comicidade e terminava com uma surpresa, ou um choque dramático. Este esquema funcionou muito bem, afinal, deixou-nos ligados e apreensivos para o que viria a ser o enredo da próxima semana. Coisa que acontece muito em novelas e pode ser outro ponto em comum entre os dois trabalhos.


Já a construção dos personagens aprofundou-se mais no Banri Tada e na Koko, sua parceira e amante. Os dois, bem como o seu relacionamento, foi explorado de maneira profunda. Não houve um momento sequer no qual os pensamentos e sentimentos não fossem retratados em cenas, diálogos ou música. Prova disso é a segunda abertura da série que demonstra toda a procura da Koko pelo seu amor em quadros, cenas e música. Veja abaixo a angústia desta procura e a solidão que termina, no último segundo, no último quadro, com um toque gracioso de mãos. Já os demais personagens tiveram um aprofundamento de acordo com sua missão no enredo, ou seja, não houve tempo para aprofundar muito em histórias paralelas e, se assim o enredo o fez, foi para demonstrar algo importante nos personagens principais (Banri e Koko).





Enfim, essa proximidade com o enredo de novelas, mas com a agilidade e a jovialidade da narrativa japonesa, torna Golden Time um produto incrível que pode ser bem aceito no ocidente. Eu gostei demais de como toda a história foi tratada e de como todo personagem foi construído, ficando como o melhor animê que terminou na temporada de inverno de 2014.



2)    Log Horizon



Enredo: Misteriosamente, cerca de 30 mil jogadores do jogo online Elder Tales são transportados para o mundo do jogo. Não se sabe como, nem porquê. Cabe a eles continuarem sobrevivendo de acordo com esta nova perspectiva, na qual o real e o virtual mesclaram-se para formar uma nova dimensão, onde tudo é possível e a morte não existe. Neste contexto, em que o caos impera, um jogador experiente chamado Shiroe ergue-se para a construção de uma nova sociedade.



Ao assistir o primeiro capítulo, eu acreditei que este animê seria apenas uma cópia “caça-níquel” de SAO (Sword Art Online), mas enganei-me. Eles bebem da mesma fonte, isto é, possuem enredos semelhantes, mas tratam disso diferentemente. Enquanto SAO tornava-se um animê que priorizava a construção de relacionamentos, com casamentos e coisas afim, Log Horizon priorizou a construção deste novo mundo, explicando cada regra e cada construção. Foi mais crível na construção de uma realidade baseada em “jogos online”. Log Horizon priorizou a construção de uma sociedade que partira do nada e do caos. 


Log Horizon também enfocou no crescimento dos jogadores, através da subida de nível, com regras bem claras. Aliás, o enredo, quando necessário, ousava quebrar as regras estabelecidas, mas de forma condizente com a realidade vivida dos personagens e sua formação e classe. Também diferenciou-se de SAO no tratamento dado aos NPCs, ou seja, personagens criados dentro do sistema para interagirem com os jogadores. Aqui, os NPCs são pessoas. Esta visão foi bem explorada. No começo, eles eram desprezados como máquinas, mas, após algum tempo, foram aceitos como pessoas e receberam os mesmos direitos de um “Aventureiro” (jogador).


Log Horizon também se destacou, aos meus olhos, na questão ética, com debates sobre direitos humanos, crime e direito penal, porque alguns crimes passaram a ter maior peso, uma vez que a morte não existia mais. Foi nessa parte que adorei Log Horizon, porque os personagens não deixaram a ética, nem abandonaram os bons costumes. Eu chorei quando os aventureiros decidiram aceitar o apelo da princesa Lenessia para ajudarem o “Povo da Terra” (NPCs) contra uma horda de criaturas. Também foi emocionante a interferência de Shiroe na morte de um personagem importante, que não direi o nome. Arrepiante foram as cenas finais, do último capítulo, bem como a cena da “tentação de Cristo por Lúcifer” protagonizada por Shiroe e uma personagem ainda oculta (também no último capítulo).


A direção foi muito inteligente neste aspecto e, além disso, as piadas são de um ótimo nível e fazem um balanço perfeito entre a ação e o drama. O lado cômico nos ajudou a aceitar e nos afeiçoar aos personagens com melhor eficiência. Já a música, como conferem abaixo, é uma das melhores que ouvi em 2013. Vale o segundo lugar!








Sinpose: Nesta temporada, o time de Kuroko busca uma final inédita para ir ao Campeonato Nacional, após a derrota da temporada passada. Entretanto, os dois times que se seguem são os piores possíveis, pois ambos possuem gigantes temidos dentre os jogadores da “Geração Milagrosa”.



A sinopse é mais ou menos esta. Só posso dizer que o forte deste desenho é a ação dentro do esporte e a comédia que geralmente invade os capítulos fora da quadra. Cada embate é um duelo de Titãs, que faz inveja a qualquer guerreiro, ou ninja ou cavaleiro. Aqui tratado no presente, uma vez que a série pode vir a ter uma continuação em breve. Não o fiz com Log Horizon porque o mesmo conseguiu fechar arcos bem definidos, coisa que Kuroko (2ª temporada)  não o fez ainda. 


Esse embate de gigantes (os fortes entenderão porque uso esta palavra) é de tirar o fôlego. Além da animação bem executada, acredito que a ação tenha um maior efeito pela empatia que os jogadores transmitem. Esta empatia é, muitas vezes, construída pelas sketches cômicas.


Isso demonstra uma construção muito boa do enredo e merece o terceiro lugar neste espaço. Não é sempre que um jogo de basquete torna-se um combate e consegue nos envolver, com tamanha eficiência, nesta realidade. Para se ter uma ideia, no capítulo da semana passada, eu aumentei o som ao máximo, após o fim do jogo, para delirar com a conclusão da partida. Não é sempre que isso acontece e merece o terceiro lugar por esta construção de adrenalina e comédia.






Melhor animação da Temporada de Inverno de 2014


A verdade é uma só. Os animês que começaram nesta temporada, e terminaram na mesma, não foram fortes o suficiente para que eu pudesse construir nem mesmo um TOP 3, portanto, vou optar pelo primeiro lugar apenas e dar menção honrosa a algumas séries que assisti, mas que não foram assim tão bem.





Sinopse:  “Takamiya Honoka é um estudante comum que por acaso se sentou perto de Kagari Ayaka, a "Princesa" da escola. Ele nunca falou uma palavra com ela, porém, um dia, quando a vida de Takamiya estava em perigo, Kagari aparece para salvá-lo vestida de bruxa. Dessa maneira é revelado que Kagari é uma bruxa e que Takamiya está sobre a proteção dela. Ela irá protegê-lo de qualquer perigo que apareça”. Retirado do Crunchyroll .


O ponto forte do enredo foi alterar o esquema do “cavaleiro que salva a princesa”. Aqui, com esta inversão, foi a bruxa que salvou o príncipe. Pelo menos, isso ocorreu em grande parte dos capítulos, mas, vez ou outra, o Takamiya conseguia salvar o dia.


Vejam bem que o enredo não é para ser levado à sério, sendo uma comédia romântica na qual o homem é submisso. Os pontos fortes foram: animação bem feita, personagens femininas bacanas, música (o encerramento e a abertura foram um sucesso, por isso, deixo os dois aqui) e, por fim, uma ação boa aqui e acolá. Foi diversão garantida e forte o suficiente para estar aqui.



Abertura





Encerramento





Menção Honrosa Melhores Animês que Terminaram na Temporada de Inverno de 2014 (MHMATTI- argh, peguei a mania de uma personagem de Sket Dance): Gin No Saji- 2ª Temporada por evoluir os personagens, e mostrar uma melhor relação entre eles. Pecou pela mania da autora de criar dramas que não são necessários, ou poderiam ser evitados. 


Menção Honrosa Melhores Animês que iniciaram e terminaram na Temporada de Inverno de 2014 (MHMAITTI- argh, se mata cara!): Wizard Barristers (o que houve com o 11º capítulo deixou a série tão triste, que perdeu a posição para Witch Craft Works. Ainda não sei se faltou dinheiro, ou se foi censura).





Todos assistidos pelo Crunchyroll. Cliquem no nome de cada série e serão levados para lá. E assim ficamos. Tchau, pessoal! Amanhã um poema!