sábado, 30 de novembro de 2013

Apocalipse: Brasília é um livro tipo "Filme B"

    Primeiramente, esta atualização não é aconselhável para menores. Se você for menor de idade, termine de ler aqui. Tem um comercial do Sy-Fy Original Movies que é mais ou menos assim: “Grandes atuações, grandes orçamentos, grandes cenários... você não verá nada disso aqui”! Esse é o espírito dos Filmes B, filmes de baixo orçamento, como os do grande diretor e produtor Roger Corman. Estes filmes possuem uma gama incrível de fãs e são denominados das mais diversas formas.




    Filme B é uma expressão que foi criada em Hollywood para filmes produzidos da seguinte maneira: “Originalmente, os filmes B eram produzidos pela unidade secundária dos grandes estúdios, que, nas décadas de 30 e 40, dividiam suas operações. Na unidade A, eram feitos apenas os filmes de destaque, onde brilhavam os maiores astros. As fitas que saíam da unidade B dos grandes estúdios não tinham estrelas, embora nem sempre o orçamento fosse baixo. (...) A partir dos anos 50, surgiram estúdios empenhados em fazer cinema com baixo orçamento, criando fitas que tinham temas fantásticos e apelativos e que eram exibidos em cinemas modestos. Produções com essas características — como o clássico de horror A Noite dos Mortos Vivos (1968) — acabaram sendo rotuladas como filmes B, embora essa expressão tenha nascido para definir outro período específico da história do cinema americano”. (MundoEstranho)


    A expressão “Filme B”, então, tornou-se símbolo de produções trash. Foi pensando nestes elementos, que caracterizam os “Filmes B” que tanto amo, que criei, anos atrás, a minha própria história chamada Apocalipse: Brasília. A sinopse é esta: Apocalipse: Brasília é um livro que conta, com toques da narrativa visual de animê (desenho japonês), a história do Apocalipse, livro bíblico de inspiração. Neste livro, Deus retornou, em nossa época contemporânea, para buscar a sua Igreja, e deixou nessa terra alguns escolhidos, que receberão poderes de acordo com as cartas das igrejas do Apocalipse, para defenderem o povo, que aqui fica, em sua jornada para uma nova terra destinada para a sua proteção: Brasília. A estrutura do enredo toca em pontos importantes da descritiva apocalíptica, mesclando-a com a profecia da criação de Brasília, dita por Dom Bosco, e estes leves toques de animê. Tudo para que o livro possa ser jovem, atual e interessante. Ainda, como sou admirador de filmes de terror, o livro nos traz referências aos filmes B, como os de Roger Corman. Espero que tenha conseguido um pouco disso: um livro inspirado em filmes B e animês.

Capa do Livro



    Sobre os animês, eu escolhi seguir uma narrativa rápida, clara e simples, ou seja, uma narrativa semelhante aos de animês shonen. Aqui não teremos descrições longas e cansativas, mas ações rápidas e visualmente fortes, com um pouco de sangue também.  Também, escolhi seguir o modelo japonês de heróis com passados sombrios, que necessitem enfrentar o lado sombrio de suas almas para evoluir.


Não recomendo o livro para menores de idade, mas se você  se interessou? O livro, agora, está disponível para venda no site da Perse. Clique aqui para ver e comprar.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

Refletindo sobre a Misericórdia e o Próximo

Mateus 22: “Ame o seu próximo como a si mesmo”



    Amai ao próximo! É interessante notar como essa passagem é especial. Aqui não se pede o amor a todos. Há sensatez, então, em pedir que se ame ao que está próximo. É mais fácil amar àquele que está ao nosso redor. E quem é o próximo? No livro de Lucas-  10:36,37 – “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira”. E “Vá e seja misericordioso” foi a ordem de Jesus. No dicionário, o sentido de misericórdia é “Sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão”. Existe, então, a necessidade que você perceba a infelicidade de outra pessoa e esta infelicidade origine, no seu interior, o sentimento de compaixão que, possivelmente, gerará a caridade.

    Séculos atrás, o próximo era a pessoa que estava em uma região geográfica próxima a você, ou seja, na sua cidade ou em seu bairro, pois era muito mais difícil conhecer a dor e o sofrimento de alguém distante. Hoje, o teu próximo é, também, aquele que teus sentidos alcançam mediante a ação dos meios de comunicação.  Antes, poderia ser seu vizinho. Hoje, além de poder ser seu vizinho, poderá ser uma pessoa do outro lado do mundo, cujo sofrimento chegou-lhe ao conhecimento pelos meios de comunicação. A nossa responsabilidade cresceu muito com isso.

    Somos responsáveis pelo amor a todos cujo sofrimento nos chega mediante diversas fontes sensoriais.  Ampliou-se, assim, o leque de pessoas que necessitam das ações de misericórdia. Ampliou-se a definição de “próximo” e relativizou-se o limite e a distância para com o mesmo. Aliás, as ações são divididas em duas formas, assim determinadas no Catecismo:

As obras de misericórdia corporais são:
1ª Dar de comer a quem tem fome;
2ª Dar de beber a quem tem sede;
3ª Vestir os nus;
4ª Dar pousada aos peregrinos;
5ª Assistir aos enfermos;
6ª Visitar os presos;
7ª Enterrar os mortos.

As obras de misericórdia espirituais são:
1ª Dar bom conselho;
2º Ensinar os ignorantes;
3ª Corrigir os que erram;
4ª Consolar os aflitos;
5ª Perdoar as injúrias;
6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

(Catecismo de S. Pio X. Capítulo IV. "Das obras de misericórdia")



    A coisa complica bastante se relacionarmos o próximo com o sentimento de misericórdia e os meios de comunicação. Torna-se uma missão demasiadamente grande, para qualquer pessoa, mas há um alento nas palavras que li na homepage da Igreja Nossa Senhora do Carmo (Campo Belo- MG): “Cada um dentro de suas possibilidades e dons, pode em diversos momentos da vida fazer obras de misericórdia. Para uns é mais fácil visitar enfermos, para outros é mais fácil ensinar os ignorantes”. Inseriu-se, no ato da misericórdia, dois fatores interessantes. O primeiro fator é que pode-se fazer o que estiver dentro de nossas possibilidades. O segundo fator é a possibilidade de escolher momentos da vida para efetuar as obras de misericórdia.

    Quando eu não consigo ajudar alguém que sofre, sempre me vem à cabeça o tormento de que estou falhando com a misericórdia. Somos falhos. Falhamos ao tentar findar sofrimento alheio, e isso me pesa sempre. Estas palavras acima me servem como remédio para essa dor. Devo sempre fazer de acordo com minhas possibilidades e no momento que julgar ser correto. Deus assim o faz:

“Isaías 30:18


Contudo, o Senhor espera o momento

de ser bondoso com vocês;
ele ainda se levantará

para mostrar-lhes compaixão.
Pois o Senhor é Deus de justiça.
Como são felizes todos
os que nele esperam!”

    Como sou fraco, sei que meu tempo não é o correto, mas é o que posso realizar no momento, diferentemente de Deus, cuja misericórdia vem no momento certo, embora, muitas vezes, não a compreendamos. A verdade é uma só: a misericórdia, nos dias atuais, deve ser praticada para qualquer um que lhe gere o sentimento, mas de acordo com sua possibilidade e tempo.



domingo, 24 de novembro de 2013

Feira do Livro de Brasília



Está acontecendo, no Complexo Cultural da República (Biblioteca Nacional), até o dia 1º de dezembro, a 31ª Feira do Livro de Brasília. Ao lado da recente Bienal do Livro de Brasília, que ocorreu ano passado, forma uma frente literária importante para a nossa cidade. O evento, este ano, conta com R$ 1,3 milhão de investimento do GDF, valor maior que o destinado para a feira em 2011.


“Investir na formação de cidadãos leitores como estratégia de transformação representa investir no patrimônio mais importante de uma nação, seu capital humano. Nesse sentido, a Feira do Livro de Brasília, que ao longo dos últimos 30 anos agrega e valoriza várias formas de expressões e saberes, indo do oral ao escrito, do popular ao erudito e de Brasília para o Brasil se justifica como espaço privilegiado para a realização de investimento tão necessário”. (Site do evento)


O espírito desta celebração à leitura é abraçado por todas as editoras ali presentes, bem como pelas entidades participativas e representantes de classe. Uma feira para o estímulo da leitura e da paixão pelo livro, que forma o cidadão do presente e do futuro, é simbolizada por diversos lançamentos. Para a reflexão sobre a história, para bem defender o futuro, temos como representante o livro “As Duas Guerras de Vlado Herzog-Da Perseguição Nazista na Europa à Morte Sob Tortura no Brasil” (Civilização Brasileira). Este livro em questão foi o vencedor do Prêmio Jabuti 2013, e será autografado no evento.


A conscientização é fruto do estudo e celebra a formação do cidadão de maneira a investir no capital humano. Com este pensamento, a escritora Gacy Simas lança seu livro em formato de DVD, formando o jovem leitor e informando sobre a necessidade da preservação ambiental. O livro traz a história em slide e arquivo de jogos para os jovens.

O Monstro do Mar de autoria de Gacy Simas



A fase atual é de investigação e debate, por isso, a feira reúne dois trabalhos interessantes sobre estes temas. O primeiro, segundo o próprio site, é “Vicente Vilardaga (DF) – autor de “À Queima-Roupa – o Caso Pimenta Neves”, que trabalhou com os dois protagonistas na Gazeta Mercantil e acompanhou de perto essa história. Vilardaga também entrevistou o assassino com exclusividade – participará no sábado (30), das 17h30 às 18h30, com Maria Stela Grossi Porto(DF – autora do livro Sociologia da Violência: do conceito às representações sociais), da mesa sobre Literatura policial”. Já o segundo é um debate sobre biografias:


“Na quarta-feira (27), das 19h às 20h30, será realizado o primeiro bate-papo sobre BIOGRAFIAS E DIREITOS AUTORAIS, com a filha de João Cabral de Melo Neto, Inez Cabral de Melo, e Toninho Vaz (Biógrafo dos Poetas Paulo Leminski e Torquato Neto)”.


Para quem gosta de futebol, a feira nos presenteará com a presença do jornalista Juca Kfouri e Afonso Oliveira de Almeida. Segundo o release do evento: “Na sexta-feira (29), da 19h às 20h, pela programação Literatura e Pensamento, teremos Literatura e futebol, o esporte mais amado do Brasil como motor da ficção, com Juca Kfouri (SP- autor de “Porque não desisto- Futebol, Poder e Política) e Afonso Oliveira de Almeida (DF) – autor de “A Copa do mundo é nossa ficção”.


Eu também participo do evento com dois trabalhos bem conhecidos. O “Papos que Ficaram na Memória”, ed. Litteris, que versa sobre os melhores papos deste humilde e pequeno blog, bem como, “Mangá Tropical- Um Estudo de Caso”, ed. Perse, que pesquisa e analisa a influência do tema japonês (narrativa e argumentação) dos mangás em nossos autores, para responder a uma pergunta polêmica: No Brasil fazemos mangá? Minha participação está no estande do Sindicato de Escritores do DF (Sindescritores), ao lado do estande da editora Vozes.  Também fico orgulhoso, pois o Dicionário de Escritores do DF, realizado pelo autor Napoleão Valadares, em exibição no estande da ANE, possui minha participação também. Uma grande honra para mim!

Eu e a autora Gacy Simas


  SERVIÇO

31ª Feira do Livro de Brasília

Data: 23 a 01 de dezembro

Abertura oficial: 23 de novembro (sábado), às 17h.

Horário de visitação: 10h às 22h

Local: Biblioteca Nacional de Brasília, Complexo Cultural da República.

Mais informações: www.feiradolivrodebrasilia2013.com.br

O Comitê Organizador da 31ª edição da Feira do Livro de Brasília se coloca à disposição para prestar os esclarecimentos que se façam necessários ao bom andamento de nossa parceria.

Ivan Valério,
Diretor Presidente

Telefone
(61) – 9988-2285

CÂMARA DO LIVRO DO DISTRITO FEDERAL
SIG. Quadra 08, Lote 2356, sala 301
(61) 3028-1054