sábado, 12 de outubro de 2013

Dragon Ball Z: Battle of Gods


 Dragon Ball Z: Battle of Gods



    Sinopse: Alguns anos após a batalha de Majin Buu, os deuses da criação, Wiss, e da destruição, Bills, se reúnem para buscar um equilíbrio no universo. Ao acordar de um longo período de sono e descobrir que o lorde galático Frieza foi derrotado por Son Goku, Bills desafia o Super Sayajin, que termina sendo facilmente derrotado. Cabe agora aos heróis descobrir uma maneira de parar o deus da destruição. Com argumento original do criador de Dragon Ball Z, Akira Toriyama, A batalha dos deuses é o primeiro longa-metragem da série em 17 anos e o primeiro filme (Retirado do site Ingresso). 

    O filme é uma grande homenagem ao universo de Dragon Ball. Akira Toriyama inseriu, neste filme, todas as características que fizeram dele um mestre do mangá, ou seja, humor, ação, conduta moral e enredo equilibrado. Inseriu características e elementos tanto de Dragon Ball, quanto de Dragon Ball Z, por isso, o tom do filme assemelha-se mais ao do início da saga, afinal, trata-se de um prelúdio para algo maior. Embora haja essa necessidade de contar o prelúdio, isso não deixa de lado as grandes batalhas que fizeram a fama da fase Z. Toriyama, então, conduz este filme com as tonalidades certas, brinca com o humor de sempre, e quebra paradigmas.


    Um dos principais paradigmas da série, principalmente da série Z, é o orgulho saiyajin. Neste filme, ele é retratado de uma forma diferente e esta diferença de tratamento, para este paradigma, insere na trama infinitas possibilidades e diversos novos caminhos. Existem outros dois paradigmas que foram quebrados, mas inserir análises sobre eles deixaria esta resenha imprópria para aqueles que almejam assistir, por isso, paro por aqui.


    O humor da série permanece sutil, simples e ingênuo. Talvez o grande erro deste filme foi ter errado em algumas piadas, que tornaram este filme mais infantil que os demais. Isso pode desagradar aos fãs da série, acostumados com a tensão de batalhas gigantescas que definiriam destinos de planetas e universos, mas não esqueçam que Dragon Ball sempre possuiu este tom ingênuo das piadas do mestre Akira. Aliás, estas piadas sempre estiveram presentes, basta ver o Sr. Satã na saga Cell e, mais adiante, na saga Majin Boo.


    O erro foi a edição do filme ter sido feita de forma a deixar o filme mais arrastado. Sobre a dublagem, ela continua sendo uma das melhores formas de acompanhar esta série e este filme. Uma qualidade muito boa, com boa tradução e ótimas atuações. Os personagens principais continuam com excelente tratamento e isso faz a diferença para a versão lançada no Brasil. Mais adiante, eu farei uma análise mais profunda sobre o filme.



Cotação: 3 Esferas do Dragão, pois é divertido, humano, abre novos caminhos para a série e possui todos os elementos clássicos, sendo que alguns foram revistos.  




domingo, 6 de outubro de 2013

Densha Otoko pela JBC

Densha Otoko- O Homem do Trem


    A editora JBC lançou, recentemente, este livro. Eu o comprei na quinta-feira e, mesmo tendo cerca de 366 páginas, eu o terminei de ler no sábado. Pessoas, com mais habilidade na leitura, fariam em menos tempo, com certeza!  A leitura motivou esta resenha, um tanto quanto diferente, pois seguirei a formatação da estrutura do enredo.


    Densha Otoko é baseado em fatos reais, e em uma conversa em tempo real, em um fórum japonês chamado 2channel. Neste fórum, outrora para desabafos diversos, um jovem pediu ajuda para algo inacreditável que havia acontecido com ele. Este simples pedido transformou o fórum inteiro, e a vida de duas pessoas. Conforme o “anônimo” nos conta abaixo:

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 01: Anônimo-  postado em 06/10/2013, às 8H47

    A sinopse é esta, mano: “Ao voltar pra casa de trem, um jovem percebe que um bêbado incomodava um grupo de senhoras. Tentando interferir na situação, os dois acabam no chão e a confusão geral leva todos à delegacia. Esclarecido o problema, todos vão para casa e algumas das mulheres decidem anotar o endereço do rapaz para presenteá-lo em agradecimento pelo seu esforço. Ao chegar em casa, o jovem descreve todo o ocorrido em uma das seções do 2channel, e expressa sua vontade (e completa impossibilidade) de continuar em contato com uma das mulheres, uma bela moça que sentava ao seu lado no trem. Após receber pelo correio um presente da moça, o rapaz busca a ajuda dos usuários do fórum sobre como prosseguir com o 'relacionamento'. Sob a alcunha de 'Homem do Trem', o protagonista contará com os conselhos de milhares de internautas para alcançar o sonho de todo nerd - superar seu medo e insegurança, e conquistar o amor da mulher de seus sonhos”! (Sinopse na Cultura)

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    Obrigado, anônimo! A leitura é extremamente rápida por três fatos que se relacionam: 1) O livro foi diagramado como um fórum, com suas discussões e emoticons japoneses; 2) Os próprios emoticons ajudam a passar os olhos rapidamente pelas páginas, deixando a leitura fluida. Às vezes é somente necessário, para o entendimento do enredo, uma simples figura simbólica; 3) E, finalmente, é uma história romântica contemporânea, com leitura agradável.


    Aliás, quem é fã de Legião Urbana vai, em cada página, traçar paralelos entre a música “Eduardo e Mônica” e os personagens principais de Densha Otoko. Afinal, Srta. Hermès e O Homem do Trem são, de fato, representações vivas de “Eduardo e Mônica”. Mônica e Hermès são maduras e sofisticadas, elegantes e cultas, ricas e mais velhas que os seus pares. Já Eduardo e “O Homem do Trem” são dois jovens nerds que representam suas gerações.

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02: Anônimo 02- postado em 06/10/2013 às 8h58

Saca só, mano:
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Link: Vagalume- LetraCompleta

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    Exatamente por isso, Anônimo 2, O “Homem do Trem” não jogava botão com o avô, mas via Pretty Cure, Sailor Moon e Keroro, ou seja, Eduardo e ele compartilham a linhagem do nerd, cada um na sua geração, e no histórico de sua sociedade. Já a comparação de Mônica e Hermès não poderia ter ficado mais forte.


    Relacionamentos são assim, como diz o início desta bela música: “Quem um dia irá dizer que existe razão// Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer // Que não existe razão?” e isso tudo deixa a história mais próxima da minha realidade, ou seja, não é algo que fuja de nosso entendimento, ou que somente um japonês compreenderia em sua totalidade. A grande vantagem deste livro é que uma história de amor é universal e pode ser entendida por todos, mesmo que mude-se o território ou costumes.


    Voltando à história do livro, O “Homem do Trem” pede diversos conselhos neste fórum e torna-se uma lenda viva no Japão. É interessante notar a interação entre ele e os membros anônimos. Notar como eles citam noções, história, moda, beleza e o humor peculiar que entretêm muito em cada página. O humor é responsável, também, pela velocidade na leitura e não deixa a história cansativa. Adorei, criando um pequeno spoiler, quando a Srta. Hermès diz que os amigos a acham parecida com um Moomin.

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03: Anônimo 03- postado em 06/10/2013 às 9h15

Muito injusto os amigos dela! Tão zoando com a coitada! Olha só um Moomin desenhado pelo usuário nikkili do Devianart

Devianart- postado por Nikkili


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    É verdade! A descrição dela não bate, em nada, com esse personagem dos livros de Tove Janson, mas deixa-a mais fofa aos olhos de quem lê o livro e tenta construir, mentalmente, todas as suas atribuições (físicas, emocionais e financeira).  Agora é minha vez de colocar aqui uma imagem. Esta é a imagem dela para o mangá desenhado por Douki Daisuke. Mas um Moomin é fofo e representa bem o espírito dela (gentil, linda, educada).

Por Nakano Hitori e Douki Daisuki



    Então, eu recomendo a leitura. Não esperem algum discurso profundo sobre amores e relacionamentos, pois o livro tem estrutura e narrativa simples, mas esperem uma grande diversão contada de forma ágil. Um voar de pombos, ou seja, simples, delicado e divertido.





ISBN: 8577870235
ISBN-13: 9788577870233
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Altura: 21 cm
Largura: 14 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2013

Número de páginas: 370