terça-feira, 10 de setembro de 2013

Saint Seiya Ômega- Análise do Box

Cavaleiros do Zodíaco Ômega
Análise do primeiro box

Esta análise possui spoilers, não leia se ainda não viu! Clique nas imagens para ampliar e ver detalhes!



    Como analisar uma série, que já passou de 52 capítulos, somente com uma análise de seus doze primeiros capítulos? Como analisar uma série com mudança no enredo tão gritante? Simplesmente, sendo sincero comigo mesmo.  Acredito que, somente consultando o lado emocional, para analisar esta série de forma sincera. Então, eu me perguntei ao assistir: gostei? Não! Não deu para gostar de tudo. Mas a série ainda se desenvolve, então, pode ser que a opinião aqui mude.

Análise da caixa em si

    Começo pela caixa! O layout do box, que protege os três volumes, está realmente bem feito em cor, detalhe e desenho, entretanto, as capas de cada volume deixam a desejar. Parece que tiraram o desenho da capa, de cada volume, do escaneamento de um pôster. Além da qualidade estar baixa, o desenho escolhido, para a capa, tem um traço de contorno muito grosso. Para uma opinião pessoal, achei ruim. Deveria ter achado um desenho com o traço mais fino, ou inserir mais detalhes ao fundo.



    Não bastasse isso, alguns erros passaram pelo pessoal da revisão, pois o volume 3 possui, na parte em que se define o título de cada episódio do disco, 4 episódios de número 1. Sim, como isso passou sem que ninguém percebesse? Vejam na imagem abaixo.  



    Fora isso, o logo da Playarte não está uniforme. Pode parecer bobagem, de um velho reclamão, mas, na universidade, aprendemos que o logo deve ser uniforme para todos os produtos que levem o selo da empresa. Nestes três volumes, o logo da Playarte muda de cor e de posição. A caixa fica devendo por conta destes pontos que verifiquei, mas o que importa é o desenho, ou seja, o animê, então, vamos para a análise do enredo. Vamos verificar o que foi mudado e qual a justificativa para a mudança ocorrer.


Análise de partes do enredo


    Cavaleiros controlando os elementos, bem ao estilo Avatar? Cavaleiros Ninja? Isso é explicado nestes dozes capítulos. Durante uma das primeiras lutas contra Marte, a colisão de cosmos atraiu um meteoro. O meteoro, ao colidir com o solo, acabou por fundir-se com as armaduras mudando-as, bem como o modo como o cosmo é usado.  Daí, o cosmo vai controlar os elementos e ser dividido em várias partes: água, fogo, terra, vento, luz, trevas e relâmpago. Mas trevas não poderia ser elemento, pois a escuridão é ausência de luz, ou seja, já começa errado por aí.

    Qual a inspiração disso? Acredito que isso tenha alguma influência de pesquisas científicas que dizem que a vida na Terra se originou graças aos meteoros que trouxeram, para cá, elementos que deram uma certa ignição para a vida se iniciar. O meteoro, mudando o curso da história dos Cavaleiros, pode ter saído de alguma coisa parecida com isso.  

    Porque essa mudança? Adequar a história para uma geração acostumada com Naruto, One Piece e Pokemon. Conseguir inserir, no roteiro, armas ninja, figures menos complicadas de se fabricarem, dar um apelo mais jovial à história. Funcionou? Comigo não! Não gostei disso. Aos meus olhos, o cosmo foi dividido e ficou incapaz de se elevar, ficando restrito a partes e controle de partes.

    Outra coisa que me incomodou foi que os personagens principais não conseguem vencer um cavaleiro de prata. Para vencê-los é um esforço monstruoso em equipe. Imediatamente, lembrei de Fênix vencendo Shiva e Ágora, ou Shiryu vencendo Algol de Perseu. Ou seja, não temos, por enquanto, alguém que se faça forte. É aquela imagem emocional que eu tenho dos personagens do passado, e que não conseguiram transmitir para essa nova geração.

    Aliás, foi vergonhoso ver Haruto de Lobo (ou seria Naruto?) usando diversas técnicas ninja contra o Cavaleiro de Ouro Micenas de Leão e o cavaleiro nem se mexer. Simplesmente, um massacre. E a coisa vai piorar pelo que vi, com armaduras possuídas, cavaleiros de ouro rendidos à Marte e caricaturas ambulantes. Que saudade de Lost Canvas!  

    Tem mais coisa que eu não gostei? Sim, do Santuário ter sido destruído com a facilidade de um piscar de olhos, da ausência de mais espaço para os personagens clássicos (Shun e Seiya mostraram as caras, e o coitado do Shun ainda foi trolado por um cavaleiro de prata surfando em uma pedra), de só existirem dois cavaleiros de ouro em todo o Santuário e um deles ser adorador de Marte (putz).  Até as animações são clichês de outras obras dos profissionais envolvidos na produção, como mostra esse vídeo:




Vou parar por aqui! Até as frases de efeito soam ruins aqui.

E o que tem de bom?

    Ainda no campo do roteiro: Yuna de Águia seguir seu coração e se afastar da tradição. Isso, pelo menos, tornou a série menos machista. Já aviso que sei que existe uma Amazona de Ouro (Mulher-Cavaleiro- eu me recuso a usar) e também acho isso positivo, pois é uma inovação que acrescenta valor à obra. A Palaestra ter sido criada para educar os jovens cavaleiros e amazonas, apesar de soar como Harry Potter, traz o elemento instrução para o enredo.

    A dublagem foi bem realizada. As vozes estão incríveis e a animação, apesar de não ser grandiosa, não deixa a desejar. Tem algumas cenas boas, mas sem aquela sensação de impacto. A música tema ficou bem legal também.

Conclusão:

     A conclusão que eu chego é que, com tantas mudanças, os empresários cuidaram de tentar abocanhar novos fãs e esqueceram os antigos fãs da série. É algo que vai ser forçoso, pelo menos para mim, continuar assistindo. Logo eu que tenho Lost Canvas como parâmetro para comparações, vou achar difícil continuar acompanhando, a menos que considere a história um spin-off bem esquisito. Acho que vou ter que fazer isso. Outra conclusão que eu cheguei é que eu estou muito reclamão estes dias. Desculpem!