quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O ano em que a crise escolherá jogar bola, ou eleger um presidente!

      Último artigo de 2013. E, 2014 possui previsões perigosas. Antes, preciso explicar, mesmo que superficialmente, como se dá o controle da inflação pelo Banco Central brasileiro. Em regra, o Banco Central (BC) utiliza alguns instrumentos de controle monetário. A explicação abaixo é de autoria do site Bungeprev e nos permite perceber como o BC age. Cliqueaqui para ver o texto na íntegra!

"1) Controle da reserva bancária
Assim como as pessoas têm conta em banco, todos os bancos têm uma conta no Banco Central.  Os recursos provenientes destes depósitos feitos pelos bancos é denominado reserva. Banco Central aumenta ou diminui os percentuais desses depósitos compulsórios conforme deseje aumentar o meio circulante ou diminuir.  Quando a alíquota a ser recolhida aumenta, diminui o dinheiro disponível para os bancos emprestarem aos clientes.  Ocorrendo o inverso, ou seja, quando diminui o percentual, o volume de recursos aumenta na economia.

2) Compra e venda de títulos públicos
O outro mecanismo que dispõe o Banco Central para recolher ou aumentar a quantidade de dinheiro na economia é a compra e venda de títulos públicos.
Quando se compra algo, estamos dando dinheiro e recebendo mercadoria.  O mesmo acontece quando o Banco Central vende títulos públicos.  Quando ele compra títulos públicos, está colocando dinheiro na economia e recebendo em troca os títulos.  O contrário ocorre quando vende títulos.  Neste caso, ele entrega títulos e recebe dinheiro, diminuindo o meio circulante.

3) Controle das taxas de juros
O controle da taxa de juros é o terceiro mecanismo que dispõe o Banco Central para fazer política monetária.  Assim, quando deseja estimular o consumo, ele diminui a taxa de juros; e quando deseja frear o consumo, ele aumenta a taxa.

4) Taxa Selic
É a taxa básica da economia, que remunera os títulos públicos, bem como os valores da devolução do Imposto de Renda.  É nesta taxa que toda a economia se baseia para construir as outras".

Quando a inflação aumenta, por exemplo, aumenta-se a taxa de juros e inibe-se o consumo, permitindo que o comprador deixe o dinheiro em caixa. O dinheiro que não circula promove a queda dos preços ao consumidor, ou estabiliza o preço a menor, e mantêm a inflação baixa. “A Selic é utilizada pelos bancos como um parâmetro. A partir dela, as instituições financeiras definem quanto vão cobrar por empréstimos às pessoas e às empresas. Caso os juros do país estejam altos, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais alta. Isso reflete na queda da inflação. Segundo a lei da oferta e da procura, quanto maior a demanda por um determinado produto, mais elevado é o seu preço. Do contrário, se uma mercadoria ou serviço não forem tão procurados, o preço tende a cair para atrair mais compradores”. (UOLEconomia)

Entretanto, este controle pode gerar recessão. Por exemplo, um agricultor necessita desenvolver melhor sua produção, mas, para isso, necessitaria de uma determinada máquina. Com os juros altos, ele não se sente bem em pedir um empréstimo ao banco. Com isso, sofre o agricultor que não comprará a máquina, sofre o industrial que perderá a venda e o consumidor que terá um produto agrícola sem a nova tecnologia. Cabe ao Banco Central saber quando soltar o garrote da economia e permitir que juros mais baixos façam a economia girar e trazer desenvolvimento.


Previsões para 2014 considerando-se o quadro atual da economia brasileira


 Com isso, vemos como 2014 poderá ser um ano ruim para a economia. Comecemos com as palavras de Alberto Ramos que indica as previsões para o ano que vem, pois ele alerta que o Brasil está fragilizado para enfrentar a redução dos estímulos do Fed:

“O impacto sobre o câmbio e os juros de um choque causado pela redução dos estímulos monetários pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá empurrar a economia brasileira para a recessão em 2014, ou pelo menos dois trimestres seguidos de contração do Produto Interno Bruto. (...) Para Volpon, sem a crise provocada pela normalização das condições monetárias nos EUA, o Brasil já caminhava para mais um ano de PIB fraco, ao redor de 2% em 2013. Com a subida dos juros de mercado, provocando um aperto das posições financeiras, ocorrerá um ajuste recessivo. (...) Na opinião do economista-chefe para América Latina do banco Goldman Sachs, Alberto Ramos, o Brasil vai lidar com o choque externo provocado pelas ações do Fed numa posição de vulnerabilidade. "O déficit em conta corrente aumentou, o crescimento econômico está baixo e a inflação está muito alta", diz Ramos. "Porém um câmbio mais depreciado agora vai interferir nesse processo, então talvez teria de vir um arrocho de juros para rebalancear a economia’”. (Estadãoem 23 de junho de 2013)

Imaginem vocês um arrocho destes em 2014, visto que 2013 será um ano que não vai terminar de acordo com as previsões do ministro Mantega. Sim, a notícia sobre a retração da economia, no 3º semestre de 2013, abalou a economia brasileira.

“A economia desandou no terceiro trimestre -período marcado pela alta do dólar, pelas manifestações nas ruas, pelo descrédito com as contas do governo e pelo ocaso do empresário Eike Batista. E as consequências dessas más notícias serão mais visíveis em 2014, já que 2013 está praticamente fechado. Ontem, após a divulgação de que o PIB contraiu-se 0,5% entre julho e setembro, economistas colocaram em revisão o crescimento do ano que vem para baixo de 2%”. (Folhade São Paulo)

Para se ter uma ideia da fragilidade de nossa economia, o Estadão fez este infográfico, com base nos dados do IBGE. Notem como nós desaceleramos demais no 3º trimestre de 2013.

Estadão com dados do IBGE


Notem, também, que a previsão do crescimento abaixo de 2%, em 2014, é uma constante, principalmente com a previsão do encerramento deste ano. Miriam Leitão escreveu à poucos minutos o seguinte: “Brasil é o inverso do Chile. Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, diz que, do jeito que as coisas estão, o governo deverá entregar um PIB médio de 2% ao ano entre 2011 e 2014, com inflação média de 6,2%. Esses números são o inverso do que acontece com a economia chilena, que tem inflação de 2% e crescimento de 6%. — Fica fácil ver quem está seguindo o caminho correto — afirma”. (O Globo)

Para arrumar a casa, o governo fez como todo endividado: vendeu coisas. No caso do governo, o correto seria o termo “concedeu”, ou seja, as famosas concessões. “Os cinco aeroportos que foram para as mãos da iniciativa privada representam 44% do tráfego de passageiros do país. Como dois dos maiores já foram a leilão, Galeão e Guarulhos, e nem todos os outros despertam o mesmo interesse dos investidores, o governo precisa acelerar o ritmo das concessões ao mesmo tempo que mantém a capacidade de a Infraero continuar investindo” (Alvaro Gribel e Valéria Maniero- OGlobo- 23/11/2013) e continua no texto de MiriamLeitão, em 30/11/2013, ao afirmar que: “Os números do Tesouro Nacional mostram desequilíbrio entre gastos e receitas. Segundo a Tendências, a receita líquida do governo central cresceu 2,5% no ano. Mas a despesa primária cresceu 7,7%. Os investimentos caíram, em termos reais, 0,4%, mas outras despesas de custeio subiram 15,9%. De acordo com a Rosenberg Associados, dos R$ 33 bilhões de superávit primário até outubro, 65% vieram de dividendos e concessões. Estados e municípios também pouparam menos”.

Para finalizar, o ano de 2014 é um ano de eleições por aqui. Apertar os cintos é regra, mas será que irão realizar este feito em ano de eleições e tornar a presidente Dilma mais impopular? O perigo é que, sinalizando-se uma possível derrota nas urnas, o atual governo possa vir a empurrar a crise com a barriga e deixar a bomba explodir no colo de seu sucessor. Por outro lado, se vencer as eleições, terá um árduo caminho pela frente. E você? Que governo quer para reger o Brasil?

Bom, com isso eu termino o ano de 2013 e desejo Boas Festas a todos e que as previsões para 2014 sejam apenas sombras, de pequenos monstrosm que fugirão ao raiar do primeiro dia do ano de 2014. Assim espero, embora, não acredite.



sábado, 30 de novembro de 2013

Apocalipse: Brasília é um livro tipo "Filme B"

    Primeiramente, esta atualização não é aconselhável para menores. Se você for menor de idade, termine de ler aqui. Tem um comercial do Sy-Fy Original Movies que é mais ou menos assim: “Grandes atuações, grandes orçamentos, grandes cenários... você não verá nada disso aqui”! Esse é o espírito dos Filmes B, filmes de baixo orçamento, como os do grande diretor e produtor Roger Corman. Estes filmes possuem uma gama incrível de fãs e são denominados das mais diversas formas.




    Filme B é uma expressão que foi criada em Hollywood para filmes produzidos da seguinte maneira: “Originalmente, os filmes B eram produzidos pela unidade secundária dos grandes estúdios, que, nas décadas de 30 e 40, dividiam suas operações. Na unidade A, eram feitos apenas os filmes de destaque, onde brilhavam os maiores astros. As fitas que saíam da unidade B dos grandes estúdios não tinham estrelas, embora nem sempre o orçamento fosse baixo. (...) A partir dos anos 50, surgiram estúdios empenhados em fazer cinema com baixo orçamento, criando fitas que tinham temas fantásticos e apelativos e que eram exibidos em cinemas modestos. Produções com essas características — como o clássico de horror A Noite dos Mortos Vivos (1968) — acabaram sendo rotuladas como filmes B, embora essa expressão tenha nascido para definir outro período específico da história do cinema americano”. (MundoEstranho)


    A expressão “Filme B”, então, tornou-se símbolo de produções trash. Foi pensando nestes elementos, que caracterizam os “Filmes B” que tanto amo, que criei, anos atrás, a minha própria história chamada Apocalipse: Brasília. A sinopse é esta: Apocalipse: Brasília é um livro que conta, com toques da narrativa visual de animê (desenho japonês), a história do Apocalipse, livro bíblico de inspiração. Neste livro, Deus retornou, em nossa época contemporânea, para buscar a sua Igreja, e deixou nessa terra alguns escolhidos, que receberão poderes de acordo com as cartas das igrejas do Apocalipse, para defenderem o povo, que aqui fica, em sua jornada para uma nova terra destinada para a sua proteção: Brasília. A estrutura do enredo toca em pontos importantes da descritiva apocalíptica, mesclando-a com a profecia da criação de Brasília, dita por Dom Bosco, e estes leves toques de animê. Tudo para que o livro possa ser jovem, atual e interessante. Ainda, como sou admirador de filmes de terror, o livro nos traz referências aos filmes B, como os de Roger Corman. Espero que tenha conseguido um pouco disso: um livro inspirado em filmes B e animês.

Capa do Livro



    Sobre os animês, eu escolhi seguir uma narrativa rápida, clara e simples, ou seja, uma narrativa semelhante aos de animês shonen. Aqui não teremos descrições longas e cansativas, mas ações rápidas e visualmente fortes, com um pouco de sangue também.  Também, escolhi seguir o modelo japonês de heróis com passados sombrios, que necessitem enfrentar o lado sombrio de suas almas para evoluir.


Não recomendo o livro para menores de idade, mas se você  se interessou? O livro, agora, está disponível para venda no site da Perse. Clique aqui para ver e comprar.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

Refletindo sobre a Misericórdia e o Próximo

Mateus 22: “Ame o seu próximo como a si mesmo”



    Amai ao próximo! É interessante notar como essa passagem é especial. Aqui não se pede o amor a todos. Há sensatez, então, em pedir que se ame ao que está próximo. É mais fácil amar àquele que está ao nosso redor. E quem é o próximo? No livro de Lucas-  10:36,37 – “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira”. E “Vá e seja misericordioso” foi a ordem de Jesus. No dicionário, o sentido de misericórdia é “Sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão”. Existe, então, a necessidade que você perceba a infelicidade de outra pessoa e esta infelicidade origine, no seu interior, o sentimento de compaixão que, possivelmente, gerará a caridade.

    Séculos atrás, o próximo era a pessoa que estava em uma região geográfica próxima a você, ou seja, na sua cidade ou em seu bairro, pois era muito mais difícil conhecer a dor e o sofrimento de alguém distante. Hoje, o teu próximo é, também, aquele que teus sentidos alcançam mediante a ação dos meios de comunicação.  Antes, poderia ser seu vizinho. Hoje, além de poder ser seu vizinho, poderá ser uma pessoa do outro lado do mundo, cujo sofrimento chegou-lhe ao conhecimento pelos meios de comunicação. A nossa responsabilidade cresceu muito com isso.

    Somos responsáveis pelo amor a todos cujo sofrimento nos chega mediante diversas fontes sensoriais.  Ampliou-se, assim, o leque de pessoas que necessitam das ações de misericórdia. Ampliou-se a definição de “próximo” e relativizou-se o limite e a distância para com o mesmo. Aliás, as ações são divididas em duas formas, assim determinadas no Catecismo:

As obras de misericórdia corporais são:
1ª Dar de comer a quem tem fome;
2ª Dar de beber a quem tem sede;
3ª Vestir os nus;
4ª Dar pousada aos peregrinos;
5ª Assistir aos enfermos;
6ª Visitar os presos;
7ª Enterrar os mortos.

As obras de misericórdia espirituais são:
1ª Dar bom conselho;
2º Ensinar os ignorantes;
3ª Corrigir os que erram;
4ª Consolar os aflitos;
5ª Perdoar as injúrias;
6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

(Catecismo de S. Pio X. Capítulo IV. "Das obras de misericórdia")



    A coisa complica bastante se relacionarmos o próximo com o sentimento de misericórdia e os meios de comunicação. Torna-se uma missão demasiadamente grande, para qualquer pessoa, mas há um alento nas palavras que li na homepage da Igreja Nossa Senhora do Carmo (Campo Belo- MG): “Cada um dentro de suas possibilidades e dons, pode em diversos momentos da vida fazer obras de misericórdia. Para uns é mais fácil visitar enfermos, para outros é mais fácil ensinar os ignorantes”. Inseriu-se, no ato da misericórdia, dois fatores interessantes. O primeiro fator é que pode-se fazer o que estiver dentro de nossas possibilidades. O segundo fator é a possibilidade de escolher momentos da vida para efetuar as obras de misericórdia.

    Quando eu não consigo ajudar alguém que sofre, sempre me vem à cabeça o tormento de que estou falhando com a misericórdia. Somos falhos. Falhamos ao tentar findar sofrimento alheio, e isso me pesa sempre. Estas palavras acima me servem como remédio para essa dor. Devo sempre fazer de acordo com minhas possibilidades e no momento que julgar ser correto. Deus assim o faz:

“Isaías 30:18


Contudo, o Senhor espera o momento

de ser bondoso com vocês;
ele ainda se levantará

para mostrar-lhes compaixão.
Pois o Senhor é Deus de justiça.
Como são felizes todos
os que nele esperam!”

    Como sou fraco, sei que meu tempo não é o correto, mas é o que posso realizar no momento, diferentemente de Deus, cuja misericórdia vem no momento certo, embora, muitas vezes, não a compreendamos. A verdade é uma só: a misericórdia, nos dias atuais, deve ser praticada para qualquer um que lhe gere o sentimento, mas de acordo com sua possibilidade e tempo.



domingo, 24 de novembro de 2013

Feira do Livro de Brasília



Está acontecendo, no Complexo Cultural da República (Biblioteca Nacional), até o dia 1º de dezembro, a 31ª Feira do Livro de Brasília. Ao lado da recente Bienal do Livro de Brasília, que ocorreu ano passado, forma uma frente literária importante para a nossa cidade. O evento, este ano, conta com R$ 1,3 milhão de investimento do GDF, valor maior que o destinado para a feira em 2011.


“Investir na formação de cidadãos leitores como estratégia de transformação representa investir no patrimônio mais importante de uma nação, seu capital humano. Nesse sentido, a Feira do Livro de Brasília, que ao longo dos últimos 30 anos agrega e valoriza várias formas de expressões e saberes, indo do oral ao escrito, do popular ao erudito e de Brasília para o Brasil se justifica como espaço privilegiado para a realização de investimento tão necessário”. (Site do evento)


O espírito desta celebração à leitura é abraçado por todas as editoras ali presentes, bem como pelas entidades participativas e representantes de classe. Uma feira para o estímulo da leitura e da paixão pelo livro, que forma o cidadão do presente e do futuro, é simbolizada por diversos lançamentos. Para a reflexão sobre a história, para bem defender o futuro, temos como representante o livro “As Duas Guerras de Vlado Herzog-Da Perseguição Nazista na Europa à Morte Sob Tortura no Brasil” (Civilização Brasileira). Este livro em questão foi o vencedor do Prêmio Jabuti 2013, e será autografado no evento.


A conscientização é fruto do estudo e celebra a formação do cidadão de maneira a investir no capital humano. Com este pensamento, a escritora Gacy Simas lança seu livro em formato de DVD, formando o jovem leitor e informando sobre a necessidade da preservação ambiental. O livro traz a história em slide e arquivo de jogos para os jovens.

O Monstro do Mar de autoria de Gacy Simas



A fase atual é de investigação e debate, por isso, a feira reúne dois trabalhos interessantes sobre estes temas. O primeiro, segundo o próprio site, é “Vicente Vilardaga (DF) – autor de “À Queima-Roupa – o Caso Pimenta Neves”, que trabalhou com os dois protagonistas na Gazeta Mercantil e acompanhou de perto essa história. Vilardaga também entrevistou o assassino com exclusividade – participará no sábado (30), das 17h30 às 18h30, com Maria Stela Grossi Porto(DF – autora do livro Sociologia da Violência: do conceito às representações sociais), da mesa sobre Literatura policial”. Já o segundo é um debate sobre biografias:


“Na quarta-feira (27), das 19h às 20h30, será realizado o primeiro bate-papo sobre BIOGRAFIAS E DIREITOS AUTORAIS, com a filha de João Cabral de Melo Neto, Inez Cabral de Melo, e Toninho Vaz (Biógrafo dos Poetas Paulo Leminski e Torquato Neto)”.


Para quem gosta de futebol, a feira nos presenteará com a presença do jornalista Juca Kfouri e Afonso Oliveira de Almeida. Segundo o release do evento: “Na sexta-feira (29), da 19h às 20h, pela programação Literatura e Pensamento, teremos Literatura e futebol, o esporte mais amado do Brasil como motor da ficção, com Juca Kfouri (SP- autor de “Porque não desisto- Futebol, Poder e Política) e Afonso Oliveira de Almeida (DF) – autor de “A Copa do mundo é nossa ficção”.


Eu também participo do evento com dois trabalhos bem conhecidos. O “Papos que Ficaram na Memória”, ed. Litteris, que versa sobre os melhores papos deste humilde e pequeno blog, bem como, “Mangá Tropical- Um Estudo de Caso”, ed. Perse, que pesquisa e analisa a influência do tema japonês (narrativa e argumentação) dos mangás em nossos autores, para responder a uma pergunta polêmica: No Brasil fazemos mangá? Minha participação está no estande do Sindicato de Escritores do DF (Sindescritores), ao lado do estande da editora Vozes.  Também fico orgulhoso, pois o Dicionário de Escritores do DF, realizado pelo autor Napoleão Valadares, em exibição no estande da ANE, possui minha participação também. Uma grande honra para mim!

Eu e a autora Gacy Simas


  SERVIÇO

31ª Feira do Livro de Brasília

Data: 23 a 01 de dezembro

Abertura oficial: 23 de novembro (sábado), às 17h.

Horário de visitação: 10h às 22h

Local: Biblioteca Nacional de Brasília, Complexo Cultural da República.

Mais informações: www.feiradolivrodebrasilia2013.com.br

O Comitê Organizador da 31ª edição da Feira do Livro de Brasília se coloca à disposição para prestar os esclarecimentos que se façam necessários ao bom andamento de nossa parceria.

Ivan Valério,
Diretor Presidente

Telefone
(61) – 9988-2285

CÂMARA DO LIVRO DO DISTRITO FEDERAL
SIG. Quadra 08, Lote 2356, sala 301
(61) 3028-1054



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Cavaleira ou Amazona? Veja a resposta!

Amazona ou Cavaleira?

    Em meu tempo de colégio, nas décadas de 80 e 90, nos foi ensinado que o feminino de cavaleiro seria amazona. Em uma prova, um colega marcou o feminino de cavaleiro sendo cavaleira e foi repreendido. Desta forma, fixei amazona como o feminino correto para o termo em questão, ou seja, mulher que anda a cavalo. Ao assistir Walkure Romanze, eu me deparei com a palavra cavaleira e me questionei. Inclusive, alertei-os para a forma que eu julgava correta, mas sem retorno positivo. Deste modo, fui pesquisar para ver se a expressão estaria correta.

Walkure Romanze- exibido no Brasil pelo Crunchyroll


    Nestas pesquisas, encontrei um professor que prontamente me respondeu a esta questão. O caso estava solucionado com uma bela lição que, agora, repasso a vocês. Com a palavra o professor Ari Riboldi.

    No meu tempo de estudante, no ensino primário e no ginásio, também se aprendia assim: cavaleiro (masc.), amazona (fem); cavalheiro (masc.), dama (fem.). No entanto, os dicionários registram o termo 'cavaleira' - com a função morfológica de adjetivo e com o significado de "mulher que anda a cavalo; amazona". 
    Esse registro pode ser encontrado em dicionários mais antigos, como o "Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa", Caldas Aulete, de 1964: "Cavaleira.s.f. dama que sabe e costuma andar a cavalo; amazona; ..."  Do "Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa", 5ª edição, de 2010, consta: "Cavaleira [De cavalo + eira.] S.f. Amazona (2)". O Vocabulário Ortográfico da Língua Poruguesa (Volp), da Academia Brasileira de Letras, 5ª edição, de 2009, elaborado com a grafia conforme o recente Acordo Ortográfico - assinado entre os países de Língua Portuguesa  e com vigência obrigatória adiada para o início de 2016 no Brasil - contém: "cavaleira s.f."
   A rigor, o termo 'cavaleira' deveria ser empregado na função de adjetivo: mulher cavaleira. A tendência, porém, é a de substantivar o adjetivo, como ocorre no masculino, simplificando a forma de falar e de escrever: cavaleiro e cavaleira, em vez de homem cavaleiro e mulher cavaleira.
   Em muitos casos, o uso atropela a gramática e os dicionários. É o caso de 'poeta' e 'poetisa'. Sempre se aprendeu: masculino - poeta; feminino - poetisa. É assim que ainda consta dos dicionários e também do Volp, com forma para o masculino e forma para o feminino. A prática é bem outra. O substantivo 'poeta', no dia a dia, é comum de dois gêneros: o poeta; a poeta. Nesse caso, a norma é ignorada ou, melhor dizendo, os dicionários não se adaptaram ainda à evolução da linguagem, em constante mudança e evolução.
 
   Não tenho publicações sobre a norma gramatical, mesmo assim não fujo de dar minha opinião, sempre com base em gramáticas, dicionários e na realidade. A língua não é estanque. Está sempre em processo de mudança, de evolução, começando sempre pela linguagem falada, passando depois para a escrita. A meu ver, em poucos anos, deverá predominar a grafia 'cavaleira', até porque 'cavaleiro' tem a função de adjetivo e também de substantivo. Além disso, fica mais fácil de gravar e até para os processos de tradução automática. Dentro de um espírito de economia de linguagem e de simplificação, 'cavaleira' é uma grafia coerente e prática.

Fate Zero: Saber



Curiosidade

    A origem da palavra Cavaleiro, segundo o professor Riboldi vem do latim “caballarius”, escudeiro, derivado de “caballus”, cavalo destinado ao trabalho.


Sobre o autor

    Professor Ari Riboldi é natural de Silva Jardim, Serafina Corrêa-RS, é filho dos agricultores Vitório e Ângela Riboldi, de uma família de 9 irmãos. Casado com Maria de Lourdes Imperico, tem a filha Camila.  Desde 1977, desempenha as funções de docente, em Porto Alegre, na rede pública e privada de ensino. Técnico concursado do MEC, exerceu a função de Secretário e de Direção de Assessoramento Superior na Delegacia do MEC/RS. Foi professor do Colégio Diocesano São Francisco, do Colégio São Manuel.  Professor concursado da Prefeitura de Porto Alegre, lecionou na EMEB Liberato S. V. da Cunha, em 1987, e, por 18 anos, na EMEF Leocádia Felizardo Prestes. A partir de 2006, passou a trabalhar na Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação, na qual também é revisor de publicações.


OBRAS

 A CPI das Palavras, origem de palavras e expressões da linguagem política, em 2006, com segunda edição revisada e ampliada em 2008, publicação independente. 

O Bode Expiatório, origem de palavras, expressões e ditados populares com nomes de animais, em 2007, já em terceira edição. A obra deu reconhecimento nacional ao autor, a ponte de ser entrevistado pelo Programa Jô Soares, a convite da Rede Globo de Televisão, em 25/12/2007, quando falou sobre seus livros e, a pedido da produção, fez uma galinha dormir, para estupefação dos telespectadores.

Cabeça-de-Bagre, termos, expressões e gírias do futebol, em 2008.

O Bode Expiatório 2, origem de palavras, expressões e ditados populares com nomes de animais, em 2009.

O Bode Expiatório 3, origem de expressões e ditados com nomes de partes do corpo humano, de vegetais, de minerais e outras fontes, em 2013.

Autoria do professor Ari Riboldi


    Sobre o Bode Expiatório 3, o livro tem uma premissa interessante a apresenta-se desta forma, segundo as palavras do professor Ari: “Após exaustiva pesquisa, sinto-me gratificado com a publicação do terceiro volume de O Bode Expiatório. Os dois primeiros livros explicam a origem de expressões e ditados com nomes de animais. Este volume 3 versa sobre as inúmeras expressões e ditados populares com nomes de partes do corpo humano,  de vegetais, de minerais e outras fontes.

    A minha tarefa é a de registrar e, especialmente, a de resgatar a origem, buscar a explicação, lógica ou não, para o seu emprego. Não tenho e nunca tive a pretensão de ser o dono da verdade. Meu propósito é apresentar a versão ou as várias versões acerca da origem dessas expressões, com base na observação, na pesquisa bibliográfica de estudiosos consagrados e no depoimento de especialistas e das pessoas simples do povo. Como as expressões não possuem um registro formal de origem, uma certidão de nascimento, busca-se a fonte em lendas, tradições e costumes, o que leva a falar mais sobre a forma de seu uso do que propriamente acerca da sua gênese. Os ditados, por sua vez, são baseados em usos e costumes e reproduzem o senso comum. Por isso mesmo, podem conter rara sabedoria e velados preconceitos. O conhecimento desmistifica e aproxima da verdade.

    As pesquisas de linguagem levam a reverenciar o passado e a melhor compreender o presente. As palavras são fascinantes. Na sua história, carregam a alma humana.  Refletem os sentimentos e a cultura de um povo. Traduzem os caminhos percorridos pela humanidade. Estou falando de uma linguagem viva, espelho do cotidiano, pura como água da nascente. Uma boa viagem a todos neste maravilhoso mundo”.


Este último trabalho está à venda nas livrarias Saraiva (clique).

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Dragon Ball Z: Battle of Gods- Bilheteria

Dragon Ball Z: Battle of Gods- Bilheteria

Uma coisa me deixou curioso sobre a distribuição internacional do filme. Ele foi oferecido, primeiramente, para a Fox, mas foi a Diamond que distribuiu o filme na América Latina. Eu enviei um e-mail perguntando o motivo, mas até agora não recebi resposta. Então, fui pesquisar e achei algo que vou tratar como boato, pois não obtive resposta oficial. Neste boato, dá-se conta que o pessoal da Fox não distribuiu o filme por causa do fracasso de DB Evolution. Será que eles consideraram que o filme daria um retorno menor que Evolution? Fui pesquisar isso também.

Em primeiro lugar, devo dizer que a fonte da renda da bilheteria foi retirada do site BoxOffice Mojo e este não coincide com os números levantados pelo site Filme B. Mostro nos dois quadros abaixo, pois no quadro retirado da página inicial do Filme B o mesmo deu R$1.746.062,00 enquanto que no Box Office Mojo, para aquela mesma semana, o filme deu US$765.020.

Filme B
Filme B


Box Office Mojo

Box Office Mojo


Ora, a taxa de conversão à época da estreia do filme, segundo o próprio Box Office Mojo estava em US$1- R$2,16967. A renda mostrada no Filme B convertida em dólar, por este valor, dá US$804.759,00. Há uma diferença de quase 40 mil dólares. O problema está, justamente, na taxa de conversão. Segundo o BancoCentral do Brasil a cotação para aquele período inicia-se em R$2,1815 por dólar. Bom, informei isso para dizer que, apesar de usar o Box Office Mojo, tenho consciência que a renda no filme é maior do que está ali apresentada. Usarei a cotação oficial do Banco Central para cada conversão aqui apresentada.

Bilheteria de Dragon Ball Evolution no Brasil em 2009


Dragon Ball Evolution, ao final de sua exibição, deu uma renda de US$1.861.083,00 o que, a uma taxa de conversão de R$1,945, dava R$3.619.806,4. Já Dragon Ball Z: Batlle of Gods está dando US$1.716.852,00 o que, pela taxa atual de conversão de R$2,28, dá R$3.914.422,56. Isto indica que não houve sequer uma perda significativa de público e o filme manteve a média de quase 4 milhões de reais que costumava dar. Considero isso um empate.

DBZ: Battle of Gods no Brasil, México , na América Latina e Ásia



Para concluir, a Fox, se o boato for verdadeiro, deixou de ganhar mais de 15 milhões de dólares, com Battle of Gods, em toda a América Latina, porque consideraram que não compensava? Será que foi isso mesmo? Se alguém da Fox estiver lendo, e quiser comentar, basta me mandar um e-mail que eu atualizo aqui com alegria.









quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mangá Of The Dead- Editora JBC

Manga of the Dead- JBC



    A editora JBC lançou mais uma obra inspirada nas histórias sobre zumbis. A crença em zumbis começou a ser difundida no ocidente através de dois trabalhos, que são: White Zombie (um filme de 1932) e A Serpente e o Arco-Íris (um livro de 1986) do antropólogo Wade Davis. Eles deram origem ao mito no ocidente, mas essa prática existe como crença religiosa em alguns países, como mostra este texto da revista Mundo Estranho:


“Trata-se, na verdade, de um culto religioso praticado nas ilhas caribenhas chamadas Antilhas, principalmente o Haiti, baseado em rituais de possessão e com origem africana - obviamente, parente do candomblé brasileiro e da santería cubana. Para os adeptos do vodu, o zumbi seria como um morto-vivo, fabricado por feiticeiros ressuscitando um cadáver, para transformá-lo em um trabalhador braçal sem vontade própria - mais que um escravo, um autômato de carne”.


    O grande impulso da onda zumbi se deu com os filmes de George Romero. Eu não poderia escrever sobre zumbis, sem deixar de falar do mestre que levou esta onda ao seu ápice e deu origem a uma grande gama de filmes semelhantes. Romero, com seu filme “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), implementou todos os clichês que nós vemos hoje em produções recentes.





    Pois é nessa onda que surgiu uma antologia de trabalhos curtos, de diversos autores, que foi lançada pela editora JBC. O interessante nessa obra é ver como esse mito é visto no oriente. “Elevando ao máximo os já clássicos personagens e situações dos filmes de terror, a obra busca mostrar sob a perspectiva nipônica o que é o mito zumbi e como ele pode ser explorado. A publicação traz nomes como Katsuya Terada, Rei Hiroe e Hiroaki Samura, não somente nas histórias, mas também apresentando belíssimas ilustrações de tirar o sono de qualquer leitor desavisado”.


    Além disso, a presença de histórias curtas traz um ritmo ótimo e, acredito, não enfadonho. Falando um pouco destes três citados no release, Katsuya Terada foi character design do filme Blood- The Last Vampire, já Rei Hiroe é responsável por Black Lagoon e, por fim, a obra mais conhecida de Hiroaki Samura é Blade- A Lâmina do Imortal. Não existe um fã que não conheça estes trabalhos.  Mas existem outros grandes autores participando desta antologia.  Cito todos, com suas respectivas histórias, exatamente como está no release da JBC:

 Os Capítulos: 

And I Love Her – Katsuya Terada  
Zumbis e família são duas coisas que não se misturam. Como agir quando seus entes queridos estão em perigo? E o principal, como agir quando ELES são o perigo?!! 

Dead and Fail to Die - Kino Hitoshi  
Para todos os lados que se olha, a morte parece a barreira final. Mas e se ela for somente mais uma etapa?! E se, a partir da morte, a verdadeira batalha comece? Dois irmãos perderam tudo, mas ganharam a oportunidade de combater os mortos-vivos que assolam o mundo. 

Crianças, não vivam com Cadáveres! — Sachiko Uguisu  
O papel dos pais é educar os filhos e protegê-los do mal. Por outro lado, quando os próprios pais sucumbem ao vírus dos mortos-vivos cabe a um casal de pequenos irmãos enfrentar um mundo repleto de sombras e escuridão.

 Zumbi — Toranosuke Shimada  
Uma reunião de formandos sempre é repleta de notícias e fofocas sobre os ex-colegas. Alguns casaram, tiveram filhos, trocaram de emprego. Outros, por outro lado, não tiveram tanta sorte. O destino de alguns sempre pode ser um tanto mais, macabro.

 O Campo das Almas Mortas — Masaya Hokazono  
Aceitar que aqueles que amamos se foram para sempre é, muitas vezes, doloroso. Alguns preferem procurar meios alternativos de lidar com a perda e, ainda, existem aqueles que farão de tudo para rever seus entes queridos. Porém, aquilo que está morto, não pode voltar a vida. Ou será que pode?!

 Shonen Zombie — Shin-ichi HIROMOTO  
O humor também é um velho amigo dos zumbis. Em meio a várias histórias de tensão e medo, por que não relaxar e aproveitar uma boa piada recheada de tiros, explosões e, claro, um pouco de sangue?

 Fight Of The Living Dead — Tomohiro Koizumi 
Vencer no MMA era o sonho de sua vida e um bom lutador não desiste de seus objetivos por nada! Acompanhe a hilária trajetória de um sonhador e o dia mais importante da sua (não) vida.

 Homem Solvente Orgânico: Organogel — Atsushi Fukao  
Uma jovem caçadora de zumbis perdida em uma jornada sangrenta em busca de seu avô. Zumbis, mortes e momentos de tensão nesta história graficamente carregada e completamente surreal.


    Então, gostou de alguma história? Esta antologia já está sendo vendida exclusivamente pelo site da Livraria Cultura. Clique paracomprar! 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Lançamento de Livro: Terceiro Setor e Tributação

    
    
    O Terceiro Setor e Tributação é um trabalho intenso, de grandes juristas e pensadores do Direito, que se uniram em torno deste tema. O Terceiro Setor é, segundo Arianne Castrode Araújo Miranda, “composto por entidades não-governamentais formadas pela sociedade civil, sem fins lucrativos,e  representa uma importante alternativa encontrada pelo Estado para auxiliá-lo na prestação de serviços sociais e assistenciais à população. Nesse prisma, a fim de promover o desenvolvimento e crescimento do Terceiro Setor no país, há previsto no ordenamento jurídico brasileiro a concessão de incentivos fiscais sob a forma de benefícios”.


    O livro trata sobre diversas questões relacionadas à tributação e o Terceiro Setor. Teses, história e pensamentos que envolvem este auxílio bem-vindo, e esta parceira Estado-ONGs, são encontrados nestas páginas. Quem possuir interesse em adquirir um exemplar e conhecer os autores, o livro será lançado conforme agendado abaixo:


Data: 27 de novembro de 2013
Horário: 18h30
Local: Carpe Diem (restaurante)

Endereço: SCLS 104, bloco D, Asa Sul. Próximo à Igreja São Camilo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Bienal da Bahia- release

Acadêmico Correspondente da Real Academia de Letras exporá seus trabalhos durante a Bienal do Livro da Bahia, que acontecerá de 08 a 17 de novembro- 2013

Brasília, 01 de outubro de 2013



    O evento literário mais importante de Salvador, a Bienal do Livro da Bahia, terá, este ano, a exposição de dois trabalhos de Patrick Raymundo de Moraes- Acadêmico Correspondente da Real Academia de Letras, Cadeira Vitalícia de Número 09. O autor de inúmeras obras, e colaborador de dezenas de antologias, exporá dois de seus trabalhos durante o festival literário, que são: Manual do Escritor Independente e Mangá Tropical- Um Estudo de Caso. Ambas as obras estarão expostas no estande da Editora Perse, durante os dias do evento.


    Para Patrick Raymundo de Moraes, grande admirador do Nordeste Brasileiro, esta chance é maravilhosa, pois ele poderá, pela primeira vez, exibir duas de suas obras em uma terra maravilhosa. “Eu conheço o Nordeste, por diversas viagens a Recife, Natal, Maceió, Fortaleza, João Pessoa e tantos lugares pelos quais já passei. O Nordeste me inspirou poesias, me ensinou com sua cultura, seu povo apaixonado e cordial, então, conseguir expor dois de meus trabalhos, em uma Bienal, nesta terra maravilhosa que é a Bahia, será uma grande honra para mim”, afirma o escritor, que também é jornalista. Ele complementa: “Mesmo não podendo estar pessoalmente neste evento, a presença de meus livros já me inspira alegria”!


    Os livros em questão, ora já mencionados, assim são descritos em mais detalhes:


Manual do Escritor Independente e Outros Textos:



    Como autor de vários livros independentes, possuo conhecimento.  Este meu aprendizado, eu lancei em forma de dicas online para meu site “Outros Papos” e, depois, converti para publicação. Através deste livro, eu repasso ao leitor tudo o que aprendi, isto é, desde a forma de arquitetar um bom enredo, até o produto final: o livro. Dou dicas de edição, formatação, estilo e vendas. Se o leitor desejar se tornar um escritor, comece com esta leitura básica. Através deste livro, o leitor terá mais consciência do ato de escrever e de diversos caminhos a seguir podendo, então, iniciar sua carreira sem pisar em tantos espinhos. Complemento este livro com outros textos diversos.

Infomações e descrição da obra
Categoria(s): Comunicação, Artes
Idioma: Português
Edição/Ano: 1ª/2012
Numero de paginas: 69
Peso: 106
Tipo de Capa: Capa cartão
Acabamento: Brochura sem orelha
Papel: Offset 75g
Formato: 14 x 21 cm
Miolo: Preto e branco


Mangá Tropical- Um Estudo de Caso



    Estamos vivendo um período de intensa troca de informações e isso está influenciando as artes, em especial os quadrinhos, trazendo-nos estéticas e narrativas de outros países. Mangá Tropical- Um Estudo de Caso promove uma análise da estética e narrativa de mangás em nossos quadrinhos e autores, levando em conta a história do mangá no Japão, e no Brasil, uma pequena citação a autores renomados, como o mestre Osamu Tezuka, e como isso está influenciando os quadrinhos no Brasil. O livro nos leva a conhecer o objeto de estudo- o almanaque Mangá Tropical- e o compara aos quadrinhos japoneses. Após o término do estudo, teremos textos, como bônus, criados para o meu blog "Outros Papos" e, na página final, dois quadrinhos criados por mim.


Infomações e descrição da obra
Categoria(s): Artes, Comunicação, Diversos
Idioma: Português
Edição/Ano:
Numero de paginas: 64
Peso: 190
Tipo de Capa: Capa Cartão
Acabamento: Brochura Sem Orelha
Papel: Couchêª Fosco 90gr
Formato: 14x21
Miolo: Preto e branco



Sobre a Bienal da Bahia
11ª Bienal Internacional do Livro da Bahia
8 a 17 de Novembro de 2013
 Horário
Dia 8 de novembro: 12h às 22h
Demais dias: 10h às 22h

Local do Evento
CENTRO DE CONVENÇÕES DA BAHIA
Av. Simon Bolivar S/nº
Salvador - Bahia - Brasil - Cep: 41750-230
Tel.:55 71 3117-3101 / 3102 / 3159 / 3130 / 3075
Fax:55 71 3117-3101 / 3078


Sobre o autor:


    Jornalista, escritor, poeta e editor do site cultural Outros Papos. Tenho muitos trabalhos publicados, alguns prêmios literários e colaboração em diversas antologias. Eu amo escrever e amo publicar. Dentre minhas obras, tenho algumas aqui publicadas em formato Kindle. Com o amor pela escrita, eu consegui aceitação em algumas casas literárias importantes. Sou membro da Real Academia de Letras do Brasil, sendo acadêmico correspondente desta casa, além de ser membro do Sindicato de Escritores do DF e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF.

    Eu andei muito até encontrar meu caminho. Fiz Administração de Empresas (UDF - 1996 a 1998), Medicina Veterinária (Uniplac- 1998 a 2000), e, por fim, Comunicação Social- Bacharelado em Jornalismo (Uniceub em 2001) com conclusão de curso em 2005, pelo IESB, após transferência. E a caminhada não terminou aí. Em 2001, fui aprovado em concurso público para o cargo de Escriturário do Banco do Brasil, com posse em 2005. Em 2009, pedi demissão. Hoje, escrevo meus livros, cuido do meu site e espero, um dia, torná-lo uma empresa jornalística forte. Até lá, vou escrevendo.


PRINCIPAIS LIVROS:

Sob a Luz dos Ensinamentos Bíblicos, editora Thesaurus e editora AGBOOK em 2010.

Despertar do Amor, editora Litteris - Representou o Brasil na Feira do Livro, em Frankfurt na Alemanha.

Sete, editora Litteris.

Memórias Literárias, Mario Pacheco Scherer Editora, 2010, com o apoio da OCP.

Mangá Tropical- Um Estudo de Caso, editora Otimismo, em 2011, e editora Perse atualmente.

Manual do Escritor Independente e Outros Textos, editora Perse.

Outros Papos e Suas Memórias- Ed. Litteris.

Amanhecer na Juventude e o Entardecer na Maturidade- Ed. Litteris.




sábado, 12 de outubro de 2013

Dragon Ball Z: Battle of Gods


 Dragon Ball Z: Battle of Gods



    Sinopse: Alguns anos após a batalha de Majin Buu, os deuses da criação, Wiss, e da destruição, Bills, se reúnem para buscar um equilíbrio no universo. Ao acordar de um longo período de sono e descobrir que o lorde galático Frieza foi derrotado por Son Goku, Bills desafia o Super Sayajin, que termina sendo facilmente derrotado. Cabe agora aos heróis descobrir uma maneira de parar o deus da destruição. Com argumento original do criador de Dragon Ball Z, Akira Toriyama, A batalha dos deuses é o primeiro longa-metragem da série em 17 anos e o primeiro filme (Retirado do site Ingresso). 

    O filme é uma grande homenagem ao universo de Dragon Ball. Akira Toriyama inseriu, neste filme, todas as características que fizeram dele um mestre do mangá, ou seja, humor, ação, conduta moral e enredo equilibrado. Inseriu características e elementos tanto de Dragon Ball, quanto de Dragon Ball Z, por isso, o tom do filme assemelha-se mais ao do início da saga, afinal, trata-se de um prelúdio para algo maior. Embora haja essa necessidade de contar o prelúdio, isso não deixa de lado as grandes batalhas que fizeram a fama da fase Z. Toriyama, então, conduz este filme com as tonalidades certas, brinca com o humor de sempre, e quebra paradigmas.


    Um dos principais paradigmas da série, principalmente da série Z, é o orgulho saiyajin. Neste filme, ele é retratado de uma forma diferente e esta diferença de tratamento, para este paradigma, insere na trama infinitas possibilidades e diversos novos caminhos. Existem outros dois paradigmas que foram quebrados, mas inserir análises sobre eles deixaria esta resenha imprópria para aqueles que almejam assistir, por isso, paro por aqui.


    O humor da série permanece sutil, simples e ingênuo. Talvez o grande erro deste filme foi ter errado em algumas piadas, que tornaram este filme mais infantil que os demais. Isso pode desagradar aos fãs da série, acostumados com a tensão de batalhas gigantescas que definiriam destinos de planetas e universos, mas não esqueçam que Dragon Ball sempre possuiu este tom ingênuo das piadas do mestre Akira. Aliás, estas piadas sempre estiveram presentes, basta ver o Sr. Satã na saga Cell e, mais adiante, na saga Majin Boo.


    O erro foi a edição do filme ter sido feita de forma a deixar o filme mais arrastado. Sobre a dublagem, ela continua sendo uma das melhores formas de acompanhar esta série e este filme. Uma qualidade muito boa, com boa tradução e ótimas atuações. Os personagens principais continuam com excelente tratamento e isso faz a diferença para a versão lançada no Brasil. Mais adiante, eu farei uma análise mais profunda sobre o filme.



Cotação: 3 Esferas do Dragão, pois é divertido, humano, abre novos caminhos para a série e possui todos os elementos clássicos, sendo que alguns foram revistos.  




domingo, 6 de outubro de 2013

Densha Otoko pela JBC

Densha Otoko- O Homem do Trem


    A editora JBC lançou, recentemente, este livro. Eu o comprei na quinta-feira e, mesmo tendo cerca de 366 páginas, eu o terminei de ler no sábado. Pessoas, com mais habilidade na leitura, fariam em menos tempo, com certeza!  A leitura motivou esta resenha, um tanto quanto diferente, pois seguirei a formatação da estrutura do enredo.


    Densha Otoko é baseado em fatos reais, e em uma conversa em tempo real, em um fórum japonês chamado 2channel. Neste fórum, outrora para desabafos diversos, um jovem pediu ajuda para algo inacreditável que havia acontecido com ele. Este simples pedido transformou o fórum inteiro, e a vida de duas pessoas. Conforme o “anônimo” nos conta abaixo:

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 01: Anônimo-  postado em 06/10/2013, às 8H47

    A sinopse é esta, mano: “Ao voltar pra casa de trem, um jovem percebe que um bêbado incomodava um grupo de senhoras. Tentando interferir na situação, os dois acabam no chão e a confusão geral leva todos à delegacia. Esclarecido o problema, todos vão para casa e algumas das mulheres decidem anotar o endereço do rapaz para presenteá-lo em agradecimento pelo seu esforço. Ao chegar em casa, o jovem descreve todo o ocorrido em uma das seções do 2channel, e expressa sua vontade (e completa impossibilidade) de continuar em contato com uma das mulheres, uma bela moça que sentava ao seu lado no trem. Após receber pelo correio um presente da moça, o rapaz busca a ajuda dos usuários do fórum sobre como prosseguir com o 'relacionamento'. Sob a alcunha de 'Homem do Trem', o protagonista contará com os conselhos de milhares de internautas para alcançar o sonho de todo nerd - superar seu medo e insegurança, e conquistar o amor da mulher de seus sonhos”! (Sinopse na Cultura)

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    Obrigado, anônimo! A leitura é extremamente rápida por três fatos que se relacionam: 1) O livro foi diagramado como um fórum, com suas discussões e emoticons japoneses; 2) Os próprios emoticons ajudam a passar os olhos rapidamente pelas páginas, deixando a leitura fluida. Às vezes é somente necessário, para o entendimento do enredo, uma simples figura simbólica; 3) E, finalmente, é uma história romântica contemporânea, com leitura agradável.


    Aliás, quem é fã de Legião Urbana vai, em cada página, traçar paralelos entre a música “Eduardo e Mônica” e os personagens principais de Densha Otoko. Afinal, Srta. Hermès e O Homem do Trem são, de fato, representações vivas de “Eduardo e Mônica”. Mônica e Hermès são maduras e sofisticadas, elegantes e cultas, ricas e mais velhas que os seus pares. Já Eduardo e “O Homem do Trem” são dois jovens nerds que representam suas gerações.

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02: Anônimo 02- postado em 06/10/2013 às 8h58

Saca só, mano:
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Link: Vagalume- LetraCompleta

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    Exatamente por isso, Anônimo 2, O “Homem do Trem” não jogava botão com o avô, mas via Pretty Cure, Sailor Moon e Keroro, ou seja, Eduardo e ele compartilham a linhagem do nerd, cada um na sua geração, e no histórico de sua sociedade. Já a comparação de Mônica e Hermès não poderia ter ficado mais forte.


    Relacionamentos são assim, como diz o início desta bela música: “Quem um dia irá dizer que existe razão// Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer // Que não existe razão?” e isso tudo deixa a história mais próxima da minha realidade, ou seja, não é algo que fuja de nosso entendimento, ou que somente um japonês compreenderia em sua totalidade. A grande vantagem deste livro é que uma história de amor é universal e pode ser entendida por todos, mesmo que mude-se o território ou costumes.


    Voltando à história do livro, O “Homem do Trem” pede diversos conselhos neste fórum e torna-se uma lenda viva no Japão. É interessante notar a interação entre ele e os membros anônimos. Notar como eles citam noções, história, moda, beleza e o humor peculiar que entretêm muito em cada página. O humor é responsável, também, pela velocidade na leitura e não deixa a história cansativa. Adorei, criando um pequeno spoiler, quando a Srta. Hermès diz que os amigos a acham parecida com um Moomin.

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03: Anônimo 03- postado em 06/10/2013 às 9h15

Muito injusto os amigos dela! Tão zoando com a coitada! Olha só um Moomin desenhado pelo usuário nikkili do Devianart

Devianart- postado por Nikkili


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    É verdade! A descrição dela não bate, em nada, com esse personagem dos livros de Tove Janson, mas deixa-a mais fofa aos olhos de quem lê o livro e tenta construir, mentalmente, todas as suas atribuições (físicas, emocionais e financeira).  Agora é minha vez de colocar aqui uma imagem. Esta é a imagem dela para o mangá desenhado por Douki Daisuke. Mas um Moomin é fofo e representa bem o espírito dela (gentil, linda, educada).

Por Nakano Hitori e Douki Daisuki



    Então, eu recomendo a leitura. Não esperem algum discurso profundo sobre amores e relacionamentos, pois o livro tem estrutura e narrativa simples, mas esperem uma grande diversão contada de forma ágil. Um voar de pombos, ou seja, simples, delicado e divertido.





ISBN: 8577870235
ISBN-13: 9788577870233
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Altura: 21 cm
Largura: 14 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2013

Número de páginas: 370