quinta-feira, 10 de maio de 2012

Thundercats 2011- Remake ou Spinoff?


Thundercats- 2011
Seria um remake ou um spinoff?





    Sei que é uma produção americana, em conjunto com estúdio japonês 4ºC, mas vale a análise, pois nunca as restringi realizando, inclusive, as de séries de terror (The Walking Dead) e livros em geral. Escrevo isso para esclarecer que basta cair no meu conhecimento, e ter algo atraente na produção, para estar por aqui.


    As diferenças entre a produção clássica, e a nova roupagem dos Thundercats, é tão gritante que não se deve pensar em uma forma de remake da história de 1983, mas em um spinoff. Um remake, ao meu ver, não deve alterar tão substancialmente a história original. Nildo Viana, no link acima, já nos esclarece que um remake não é uma alteração drástica no enredo ou em outros elementos significativos.


“No entanto, se houver muitas mudanças, então não será apenas um remake, mas uma nova versão, um novo filme, no qual o primeiro serve (ou nem sequer serve) como inspiração.”


     Faço uma comparação com edições de livros, para que fique clara essa minha definição. Ao realizar um livro, editando-o, é necessário criar para ele um ISBN que sirva como base para sua identificação em todo o mundo, porém, se houver uma nova edição, e o livro tiver alterado mais de 20% de seu conteúdo, é necessário um novo ISBN. Criando uma simples analogia para o caso de remakes e spinoffs considero remake a obra que não alterar mais de 20% do conteúdo original e um spinoff é aquela obra que alterou mais de 20% do conteúdo do original.


    Thundercats 2011 possui diversos elementos, tão diferentes do original, que considero esta produção um spinoff e exemplifico aqui esta minha consideração mostrando elementos de design de personagens e de enredo que são diferentes da série clássica. Possui spoilers!



Elementos da história (SPOILER)



    Thundera não é um planeta moribundo, prestes a explodir em uma super-nova, mas um planeta bem saudável. Possui diversas regiões já mostradas. Thunderianos são um povo militarmente constituído, com inimigos territoriais. Uma realidade do tipo “capa & espada” como nos mostra RPGs do gênero. Lion-o e Tygra são irmãos (adotivos). Mumm-ra não é um feiticeiro do Terceiro Mundo, mas uma ameaça Thunderiana e que criou a pedra que confere poder à Espada Justiceira.




    Talvez a diferença mais gritante seja a do personagem principal. Diferentemente da versão clássica, que nos leva a conhecer um Lion-o que havia envelhecido, acidentalmente, durante a sua viagem para escapar da moribunda Thundera, o Lion-o desta nova versão cresce naturalmente. Isso causou mais impacto, pois havia uma desculpa para a imaturidade de Lion-o, na versão de 1983, entretanto, embora este novo Lion-o seja mais pensativo e conhecedor de seu meio, ele também é imaturo e causa diversas confusões. Tornou-se um personagem meio difícil, para mim, de se gostar. Além disso, Lion-o e Tygra brigam em demasia, dando a entender que Tygra sente uma certa inveja de seu irmão e “Senhor dos Thundercats”. Há uma clara divergência de opinião entre eles.


    Existem outras diferenças entre as duas obras, tais como Cheetara ser uma clériga ao comando de Jaga, Panthro e Lynx serem generais do exército do pai de Lion-O, mas quero passar adiante e mostrar as características de design que diferem entre as obras.  



Design da obra


    A obra possui diferenças entre as versões de 1983 e de 2011. Começando pelo Lion-O novamente. Em 1983, mesmo hibernando toda a sua juventude, criou-se um guerreiro forte. Já a versão de 2011, exercitando-se ao extremo, nem chega perto do físico de sua versão passada.





    Outra personagem com uma alteração gritante é a Cheetara. De uma mulher madura, para uma sensual e jovem  guerreira. Mais feminina, inclusive no olhar, ela está bem mais simpática!




    Nesta nova versão, os personagens possuem rabos. Sim, são felinos em quase todo o aspecto físico de seu design. Achei isso legal, pois trouxe nova vida ao character design.




    O símbolo dos Thundercats é uma joia vermelha, sem o grande logo de um felino negro aparecendo, como na versão de 1983. Disso eu não gostei.




    Poderia, também, comentar o rabo de cavalo, ao estilo samurai, de Panthro, ou a roupa militar usada pelo Tygra, mas acho que provei meu ponto quanto às alterações realizadas que perfazem mais de 20% da obra.





Conclusão



    A nova obra prova que não é um remake, mas um spinoff. Agora vem a pergunta: e é bom? Ambas as obras possuem seus pontos fortes e fracos. Mas a versão antiga ainda se apresenta com um enredo melhor. Elas possuem, em seus enredos principais, chaves em comum: um jovem que tem que descobrir um novo mundo, ser líder de um grupo de sobreviventes, crescer em sentimentos e aprender a conviver. Isso é fato comum entre as obras. Todavia, a direção de 1983 parece ser mais segura e competente que a de 2011. A espada tinha uma justificativa, ela era a segurança do jovem Lion-o. Quando aquele símbolo aparecia, nos céus do terceiro mundo, em 1983, e a aquela música clássica começava a tocar, com uma animação frenética, sabíamos que o clímax havia chegado. Era tudo muito bem sincronizado com um enredo muito bom. A versão de 2011 perdeu muito dessa eficiência. Também chocou-me ao afirmar que Mumm-Ra comandava todos os animais da história e que o "Olho de Thundera" nem era de Thundera. 




    Se vale? Como remake não! Nem se incomodem em assistir. Como spinoff, de uma realidade alternativa, vale muito! Vale cada segundo de exibição! Benditos sejam os roteiristas que usaram o termo “realidade alternativa” para ficção científica, pois, com isso, muitas obras se salvaram.     

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Spider still alive, for love and responsability!


Amor a ela,
Responsabilidade,
Vai protegê-la!



COTIDIANO


    O Crunchyroll, toda sexta-feira, divulga fanarts (desenhos feitos por fãs) muito legais. Adorei este fanart do Homem-aranha, feito ao estilo mangá, retratando um sentimento muito comum nas histórias do “cabeça de teia”. Espero que, com este haikai, eu tenha conseguido descrever e resumir o sentimento desta imagem. Muito bacana! O título está em inglês sem razão nenhuma! :)

O desenho é este e foi feito por コスガクミ (clique aqui)


terça-feira, 8 de maio de 2012

Poesia: Casa e Família






Uma casa é símbolo de construção,
Construção não apenas de paredes e tetos,
Tetos que irão abrigar uma família,
Família que representa a verdadeira ideia de casa.


Casa é um lugar acolhedor,
Acolhedor por ter amor,
Amor que nunca poderá ser esquecido,
Esquecido nunca será, mesmo que as paredes venham abaixo.


A verdadeira casa, símbolo de uma construção, é a união familiar,
União Familiar que torna qualquer lugar um teto acolhedor,
Acolhedor, pois há a alegria da família. Os risos eternos.
Eternos, risos que não se apagam nem mesmo com a dor.


Casa é isso, uma construção simbólica de união familiar.




COTIDIANO


    A poesia acima é feita da seguinte maneira: a última palavra de cada verso retorna como primeira palavra do verso seguinte. De uma estrofe a outra não há a necessidade de repetir a última palavra, mas pode-se repetir se quiser. O último verso é solitário e sintetiza todo o sentimento da poesia. Pode-se usar rimas, mas considero que a poesia assim fica muito poluída. Experimentei isso com o que considero ser a real definição de CASA. E, sim, uso sempre imagens de animês, pois considero que ilustram muito bem os sentimentos de meus textos! :)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Reflexões sobre o passado: afirmações inocentes!




    Em tempos antigos, caros leitores, eu tinha dois amigos, parceiros de fliperama. Eram realmente amigos do peito. Uma época tão antiga que o fliperama recém havia lançado o primeiro Mortal Kombat e Tartarugas Ninjas era um joguinho que atraía várias pessoas. Neste tempo maravilhoso, um destes amigos me disse: “Se a ciência provar que Deus não existe, eu vou acreditar!” Eu venerava este amigo pela inteligência e, naquela época, eu concordei com ele. Coisas de criança, mas, naquela época, aquilo parecia a frase mais sensata e lógica já dita.


    A ciência tinha, em mim, essa definição de que tudo comprovado cientificamente deveria, então, ser verdade, pois a ciência atesta tudo de maneira empírica.  Ao ler uma obra de Popper, tão bem resumida em “O que é Ciência”, de Silvio Seno Chibeni (professor de Filosofia da Unicamp), que tive o primeiro choque. Acredito ter lido um dos primeiros textos de Popper em 1996. O professor assim descreve o texto de Popper:


“Popper rejeita que as teorias científicas sejam construídas por um processo indutivo a partir de uma base empírica neutra, e propõe que elas têm um caráter completamente conjetural. Teorias são criações livres da mente, destinadas a ajustar-se tão bem quanto possível ao conjunto de fenômenos de que tratam. Uma vez proposta, uma teoria deve ser rigorosamente testada por observações e experimentos. Se falhar, deve ser sumariamente eliminada e substituída por outra capaz de passar nos testes em que a anterior falhou, bem como em todos aqueles nos quais tenha passado. Assim, a ciência avança por um processo de tentativa e erro, conjeturas e refutações. “Aprendemos com nossos erros”, enfatiza Popper, (...)
A cientificidade de uma teoria reside, para Popper, não em sua impossível prova a partir de uma base empírica, mas em sua refutabilidade. Ele argumenta que somente as teorias passíveis de serem falseadas por observações fornecem informação sobre o mundo; as que estejam fora do alcance da refutação empírica não possuem “pontos de contato” com a realidade, e sobre ela nada dizem, mesmo quando na aparência digam, caindo no âmbito da metafísica.” (Sílvio Seno)


    A ciência, então, tornou-se, para mim, uma forma de explicação da realidade segundo a subjetividade do pesquisador, mesmo que possua base confiável de dados. Pois o homem é um ser em construção, ou seja, o interior dele é moldado por sentimentos e experiências únicas que fazem com que este indivíduo seja único. E estas experiências e sentimentos, talvez até traumas e desvios de personalidade, influenciam na interpretação dos dados. Os caros leitores devem estar achando isso tudo um absurdo, e que dados confiáveis, realizados mediante pesquisa, sempre trarão os mesmos resultados, mesmo que mude o pesquisador.





    Vejamos um exemplo clássico de observação: Lamarck e Darwin observaram um conjunto de girafas. Ambos os pesquisadores possuíam conhecimentos, estavam vendo a mesma espécie natural (não no mesmo tempo) e tinham os mesmos dados divulgados à época de seus estudos. Tiveram conclusões totalmente diferentes. Conclusões diferentes, pois são pessoas diferentes, com construções interiores diferentes. Alguns leitores podem ainda não estarem satisfeitos com este simples exemplo, então, formemos outro: Einstein era contra a interpretação de Copenhagen sobre suas teorias de alguns mecanismos quânticos (veja mais aqui). Novamente, mesmos dados aferidos por sistemas confiáveis, mas com duras e diferentes interpretações, pois o pesquisador difere em cada uma delas. Deste atrito, desta luta de interpretações, nasceu a frase que me levou a ler muitas teses de Einstein e nasceu, ali, uma paixão pela física. Uma frase que muitos podem achar boba, mas tocou fundo em mim: "Deus não joga dados com o universo", disse Einstein. 




    Por este simples fator, dentre tantos outros já aferidos pelo filósofo e professor da Unicamp, já poderíamos definir o quão errônea torna-se a afirmação deste amigo de infância. Afinal, tudo depende da luz interior do pesquisador. Fico muito feliz que toda evidência científica seja colocada à prova, pois isso reforça este texto. Evidências e interpretações são divulgadas por diversos meios e, com isso, pode-se recriar ou analisar e aferir se aquele experimento foi realizado da melhor maneira.


    É interessante ver que o ponto forte da pesquisa científica seja, justamente, o que nunca poderá confirmar a frase de meu amigo. A força da ciência é ser colocada à prova e ter novas interpretações do fato estudado (objeto de estudo). Isso promove inúmeras interpretações científicas sobre o mesmo assunto. E isso causa, como consequência, a evolução do pensamento científico. Daí, vemos pesquisas que apontam, por exemplo, que o café faz mal, outras que apontam os benefícios do café e por aí vai.  Outro exemplo, mas este voltado já para a crença religiosa, diz respeito ao Santo Sudário. Repetindo à exaustão: mesmo objeto de estudo, estudos semelhantes, interpretações totalmente diversas. Alguns pesquisadores alegaram que o sudário seria uma fraude. O estudo deles foi colocado à prova, novas pesquisas foram realizadas e, hoje, um novo grupo já confere veracidade à origem do sudário.  


    E eu, meus caros leitores, me sinto um “homem das cavernas”, pois tudo aprendido na minha época de escola, hoje, está desatualizado. A ciência é maravilhosa, pois muda sempre e evolui, nunca estagnando o conhecimento. Na minha época de escola nós aprendemos:


1)    Leis de Newton eram universais. Einstein provou que tudo é relativo.

2)    A matéria tinha somente três estados: sólido, líquido e gasoso. Hoje temos um quarto estado da matéria- Plasma

3)    Na minha época existia a teoria de Darwin. Hoje já estamos no NeoDarwinismo.

4)    A realidade era compreendida como tendo 3 dimensões. Einstein provou que existia uma quarta dimensão.  Hoje já querem adicionar mais seis ou sete a esta lista. Olhe só!

5)    Plutão era um planeta! Era sim!


6) A matéria era composta unicamente por átomos. Super-cordas nem era cogitada como teoria. 


    E estes seis pequenos exemplos provam, também, que, como a ciência evolui, nada pode ser dito como 100% certo, então, são exemplos de que a frase de meu amigo foi fruto de sua inocência juvenil.  


    Atualização em 20 de maio de 2012- pai da psiquiatria moderna escreve carta pedindo desculpas por errar a interpretação de dados de sua pesquisa mais contundente. Novamente, dados e interpretações diversas. Clique aqui para ler o texto completo!

“Para os crentes, Deus está no princípio das coisas. Para os cientistas, no final de toda reflexão!”  Max Planck