sábado, 14 de abril de 2012

A história de Buda em mangá


A História de Buda em Mangá




 Sobre o mangá


    E a editora Satry lançou, no Brasil, a obra que conta a história do Buda Sakyamuni em mangá. Segundo release, “publicar um livro que conta a história do fundador de uma religião em forma de mangá busca atrair o público jovem, mais antenado com a linguagem dos quadrinhos japoneses”.


    Sobre a história, “o mangá, com desenhos em preto e branco, mostra a jornada do príncipe Sidarta Gautama, que nasceu na fronteira entre a Índia e o Nepal. O herdeiro do trono tinha tudo o que um homem podia desejar: poder, dinheiro, prestígio, família. Mesmo com todo luxo, Sidarta sentia-se infeliz. Apesar da superproteção do pai, que o cercava de mimos, saiu pelos arredores do palácio, onde testemunhou cenas de sofrimento que são inevitáveis a qualquer um: doença, velhice e morte. O príncipe decide então abandonar a vida de conforto em busca de respostas sobre o sentido da vida. A vida do príncipe Sidarta, com seus questionamentos, dúvidas e anseios continuam atuais, o que torna a história uma fonte de inspiração para todos nós”.


    Ao ler o primeiro capítulo, noto a importância que o autor deu aos traços simples e serenos. Não causa impacto visual, mas causa uma sensação de apreço aos personagens. Um traço mais limpo também ajuda a leitura. A linguagem é simples, não chega a ser rebuscada em nenhum momento, o que pode proporcionar uma leitura mais compreensiva dos ensinamentos de Buda. Sidarta já demonstra, neste único capítulo que li, uma preocupação com o significado da vida e que irá se desenvolver com o avanço do mangá. Fiquei curioso para ver como será retratada a batalha entre Mara (líder de diversos demônios) contra Sidarta em meditação. 


    Uma leitura interessante e que poderá despertar o interesse pelos ensinamentos de Buda que estão, a cada dia, mais presentes no cotidiano do brasileiro. Sobre os ensinamentos de Buda, posso explanar o seguinte:


Sobre os ensinamentos de Buda:


“Tem o pecado existência real? --- Volta a indagar o Querubim. Ouve-se a voz do anjo que assim responde: Tudo o que verdadeiramente existe são somente Deus e o que vem de Deus. Sendo Deus a Perfeição, tudo o que foi criado por Deus é Perfeição também. Então pergunto: ’Considerais perfeição o pecado?’ Responde o Querubim: ‘Mestre, o pecado não é perfeição’. Prossegue o anjo: O pecado não é realidade porque é imperfeição, (...) Não considereis Realidade o que não foi criado por Deus. (...) Pecado, doença e morte, porque não são criações de Deus, são irrealidades, são falsidades (...) No passado, veio Sakyamuni com essa finalidade.”  (Sutra Sagrado Chuva de Néctar da Verdade- Masaharu Taniguchi- 1936)


    O mestre Masaharu, no sutra acima, em contemplação, percebe e explica uma das finalidades do Buda Sakyamuni que é desmascarar a força do pecado, da doença e da morte. No sutra, há a intenção da unificação das crenças religiosas do ocidente, em especial o Cristianismo, com as crenças orientais, em especial o Budismo, do qual foi fundador o Buda Sakyamuni. Sakyamuni percebeu as aflições da vida e, através de experiências e meditações, alcançou o caminho  da iluminação que pode ser descrito nas palavras do site Budismo simples (clique para conhecer):


“Ponto de Vista Correto - sabedoria e compreensão das Quatro Verdades Nobres e da Origem Interdependente. Alguns consideram como Fé Correta, para os de pouca experiência que ainda não adentraram o nível da sabedoria superior.

Pensamento Correto - pensamento ou determinação que precede ação ou fala. Para uma pessoa ordenada é a prática do pensamento correto através da mente cada vez mais gentil, compassionada e pura. Para os leigos é pensar corretamente sobre sua situação e agir determinadamente de acordo.

Fala Correta - surge do pensamento correto. Não mentir, não usar linguagem pesada, não falar mal dos outros, não caluniar, não falar frivolamente e usar a fala beneficiando a todos e conduzindo à harmonia, pela ternura que nutre a todos os seres.

Ação Correta - surge do pensamento correto. Não matar, não roubar, não cometer adultério. É praticar boas ações como a de proteger e cuidar de todos os seres, observando os valores éticos.

Meio de Vida Correto - conduta correta na maneira de viver, de se manter, com hábitos regulares e saudáveis de dormir, comer, trabalhar, fazer exercícios, descansar. Viver de maneira a melhorar a saúde, ser mais eficiente e criar harmonia, eficiência e saúde para todos. Ter meios de vida que considerem outros seres, outras formas de vida, o respeito e dignidade próprios e dos outros presentes e passados, as futuras gerações, a sustentabilidade e a melhor qualidade da vida.

Esforço Correto - dedicar-se constante e assíduamente ao caminho de obter os ideais de fé religiosa, ética, educação, política, economia e saúde produzindo e aumentando o que é bom e prevenindo e eliminando o que é mal.

Atenção Correta - manter-se atento garante que com a correta consciência e percepção nunca sejam esquecidos os objetivos ideais de fazer o bem a todos os seres. Na vida diária é agir com cuidado e atenção, pois qualquer momento desatento pode causar um desastre. Do ponto de vista Budista tradicional significa manter constante atenção à impermanência, sofrimento, não-eu.

Concentração Correta - aqui a referência é aos Dhyanas ou estados meditativos. Manter a mente calma e concentrada para permitir a manifestação da sabedoria completa e verdadeira a partir da qual surgem os pensamentos e ações corretas. Manter a mente clara e brilhante em tranqüila atividade.”


Budismo no Brasil


    Segundo informações do release, o Budismo já conta com 400 milhões de seguidores no mundo, dos quais cerca de 500 mil no Brasil. "A História de Buda em mangá", então, tem um claro nicho no Brasil e mercado para se manter.


    Aliás, segundo estudos de Cristina Moreirada Rocha, a unificação das crenças ocidentais, com as crenças orientais, aqui no Brasil está ganhando força, pois, “embora muito do que tenha sido feito foi refletido nas experiências do budismo nos Estados Unidos e na Europa, algumas das características brasileiras já são claras. Embora incipiente nesta fase de formação, nós podemos observar o fundir de ensinos e cerimônias budistas com práticas e conceitos não budistas. Muitos praticantes tiveram e ainda têm um fundo católico romano e migraram para cultos africanos e espirítas antes de encontrar o budismo. Esta bricolagem está evoluindo e, no tempo devido, pode criar um Zen brasileiro e um budismo brasileiro, inovativamente combinando o local e o global em uma forma de budismo regionalizado”.


    Então, se interessou pelo Budismo e gostaria de iniciar um novo estudo da filosofia e história desta religião/filosofia? Pode começar pela obra descrita neste texto: “AHistória de Buda em Mangá” Clique no título para comprar!


Sobre o autor
Hisashi Ohta nasceu na Província de Shimane, Japão, em 1970. Graduou-se pelo Departamento de Biologia Molecular da Universidade de Nagoya e formou-se na Escola de Animação Yoyogi. Entre seus trabalhos inclui o mangá "Introdução ao Budismo" também publicado pela Ichimannendo.

Sobre a editora Satry
A Editora Satry é representante exclusiva no Brasil dos títulos da Ichimannendo Publishing Inc., editora de grande sucesso no Japão, com inúmeros "best-sellers" já publicados nos Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Taiwan. A "História de Buda em mangá", lançado originalmente pela Ichimannendo, é o primeiro título no Brasil resultado desta parceria. O foco será em títulos baseados nos princípios da filosofia oriental. O próximo livro a ser lançado é "Um Caminho de Flores", de Kentetsu Takamori, que vendeu mais de 1 milhão de exemplares no mundo.

Informações técnicas
Título: A história de Buda em mangá
Editora: Satry 
Autor: Hisashi Ohta
Páginas: 243
Formato: 13,5 X 20,5 cm
Isbn: 978-85-65166-00-3
Preço: R$ 21,00



   



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quadrinho: Minami Crotildes!

Essa piada é velha, mas eu tentei requentar. O quadrinho é continuação dos quadrinhos da "faculdade-manicômio", mas o lance final já está meio batido. Entretanto, acho que piada nunca morre. Sobre o fantasminha, eu o fiz no paint! Ficou bonitinho! KKKK Feliz sexta-feira 13! Clique para ampliar!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Fate Zero: Ethos, Mores e Lei!


Fate Zero: O diálogo dos reis!




    Fate Zero, a séria, está liberada para a nossa região, através do Crunchyroll, e, desse modo, pude observar esta espetacular série e seu enredo. Não preciso salientar a maravilhosa animação, com impecáveis movimentos, luzes, cores e mistura excelente de animação 2-D com a arte 3-D CGI. Então, quero me firmar em um único capítulo, em um diálogo entre os três reis: Rei dos Conquistadores, Rei dos Reis, e Rei dos Cavaleiros, pois são claras definições de moral, lei e ética. Cliquem nas palavras para ampliarem o leque de conhecimento de cada uma delas, pois elas não se esgotam neste texto. Aliás, acho que nunca teremos um fim para a definição de ethos, mores e leis.


    Antes de mais nada, neste capítulo, Rider (Rei dos Conquistadores, ou Alexandre o Grande) visita Saber (Rei dos Cavaleiros, ou “Rei” Arthur) e convida Gilgamesh (Rei dos Reis) para tomarem vinho e discutirem sobre suas posições em relação ao uso do Graal. Aqui, percebemos a verdade de cada um. A palavra verdade, aqui usada, tem o sentido defendido por São Tomaz de Aquino.


“A verdade tem contornos ambientais e cada um a reconhece, à sua maneira, através de estados íntimos nem sempre transferíveis e tão pouco comunicáveis.”


    O diálogo mostra claramente, essa verdade, isto é, o que cada um presenciou e viveu em sua época, dando a clara distinção do que cada um percebe como destino do “Rei”. Em meus estudos, percebo que mores é um conjunto de valores que um indivíduo segue e que, coletivamente, sendo adotada por uma sociedade, dá lugar ao ethos (ética) que a estuda e regulamenta. 





    Rider demonstra, em um texto claro, que a conduta do rei deveria ser para sua satisfação pessoal. A conduta do rei diz respeito a ele unicamente. O Rei usa a nação para seu benefício pessoal. O rei não deve satisfação a ninguém. Alexandre- O Grande demonstra que o mores de sua época beneficiava unicamente o rei pela visão mística que a sociedade tinha da família real, em especial o rei. É a clara definição de mores, isto é, “do conjunto de normas associadas a ideias sobre formas lícitas e ilícitas de comportamento, conjunto este aceito e sancionado por uma determinada sociedade” (Marcus Cláudio Acquaviva). Rider demonstra, com isso, sua força e sua paixão pela liderança. Força e paixões que conquistaram um exército de heróis que lutam por ele e para ele. Um carisma tão intenso, digno de líderes extremistas, que abraça toda uma sociedade e a converte em peões usados para seu próprio proveito.





    Saber já demonstra um outro lado da conduta do mores, o que eu considero o êthos (como definição em latim para caráter). Saber tem, como visão, que o rei deveria servir seu povo e protegê-lo. Que sua satisfação era proteger seu país e vê-lo reerguido como uma nação forte e novamente dominante. O amor à pátria. Diferentemente da paixão insana que abraça a causa de Alexandre, o amor patriótico de Saber não deseja o sacrifício pessoal de seus cidadãos.  Considero o ethos, pois a visão da Saber é mais coletiva, e Rider é, teoricamente, um rei individualista. Enquanto, Saber demonstra um ethos, o Rei dos Conquistadores demonstra um mores individual.


    Para deixar mais clara a definição entre eles, Osvaldo Ferreira de Melo, doutor em Direito, e professor aposentado da UFSC, assim relata o ethos, “Ética já não é entendida como objeto descritível de uma Ciência, nem tampouco como fenômeno especulativo. Trata-se agora de conduta esperada pela aplicação de regras morais no comportamento social, o que se pode resumir como qualificação do comportamento do homem enquanto ser em situação”.  Virginia E. N. Raymundo assim explica: “A ética é coletiva, não sendo coercitivamente imposta, nem tem sanção para o seu descumprimento, exceto a reprovação popular”.




    Gilgamesh, o rei dourado, interpõe pouco no diálogo, que fica restrito à Rider e Saber, mas em suas poucas palavras nota-se a clara definição, da tarefa do Rei, de guiar através de Leis impostas por ele. Sua posição é de superioridade, por ser Rei dos Reis, então, pouco importa a ele defender sua opinião. Sua vontade, e sua palavra, é soberana. Ele apenas observa seus rivais. Gilgamesh é a representação da lei soberana. É até engraçado, pois, enquanto ethos e mores duelavam em um debate intenso, a lei permanecia calada, apenas observando.


    Poder absorver tudo isso, simplesmente em um capítulo, me fez render-me ao roteiro. Roteiro que nos tira da zona de conforto, nos apresenta um universo  palpável, com personagens carismáticos e reviravoltas interessantes. Essa série é ótima!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Traição recebida






(1) Estava em um leito,
(2) Deitado a relembrar,
(3) Com um aperto em meu peito,
(1) Estava em meu leito,
(5) A relembrar o acontecido,
(6) Da traição que me afligiu, do recado recebido,
(1) Estava em meu leito,
(2) Deitado a lembrar.


COTIDIANO


    Um triolé mais próximo da construção original. Neste, segundo explicação do Recanto das Letras o poema medieval francês possui, além da estrutura que expliquei em textos anteriores, ou seja, os oito versos construídos em uma estrutura que se repete (1-2-3-1-5-6-1-2) ele também possui rimas nas seguintes sequências: 1 rima com 3 e o 5 rima com 6. Acho que consegui construir um triolé melhor.


   Desculpem a depressão do texto acima, mas passei a noite toda em claro com enjoos e náuseas por causa de um hambúrguer congelado que descongelei e comi. Resultado disso foi que a noite tornou-se minha companheira, e o balde tornou-se meu amigo.  Mesmo assim, não queria deixar o site parado, por isso juntei forças para atualizar. Desculpem qualquer erro!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Poema sobre a Inspiração


Inspiração





Ser inspirado é algo fácil de realizar,
Basta começar a ler,
O aprendizado é fundamental para iniciar,
Cultura é o que você deve ter.

Não basta apenas ler, é necessário imaginar,
Aqui seja como uma criança a brincar,
Nos campos da imaginação,
Voa o anjo da inspiração.

Leia, imagine, brinque, espelhe-se
Escolha um ídolo e dele uma sombra torne-se,
Colhendo dele o melhor,
Para criar original o seu trabalho, tenha um bom mentor!

Ao amadurecer, saia da sombra de seu mentor,
E sempre dê o seu máximo em originalidade,
Com isso, inicia-se o processo interior,
Que dará asas ao seu trabalho de criatividade.

Aprenda sempre e leve à sério,
As palavras que te dão como conselho,
Pois isso servirá, nos tempos difíceis, como um cobertor bom e velho
Ser inspirado não é nenhum mistério.


COTIDIANO

    Demorei para colocar este texto no site, porque descobri que o Crunchyroll liberou algumas séries da temporada passada para nossa região, como Fate Zero. Fiquei assistindo Fate Zero e já vi 4 capítulos! Desculpem, mas precisei assistir. E que roteiro e animação de cair o queixo! Fiquei impressionado. Bom, voltando ao poema, ele é fruto do meu outro texto: Inspiração somente germina com trabalho (clique para ler)! Um conselho em forma de poema! Espero que gostem!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Anjo que cura





Ela flutua,
Como um anjo de luz,
Luz que me cura.

 (Hakai sem título- Outros Papos (Zip)- 15/07/2011)


COTIDIANO


    O texto que seria a atualização de domingo, Páscoa, não sairá para o site, pois decidi criar uma "cápsula do tempo" e colocar o texto lá. Para quem não conhece, a "cápsula do tempo" é uma brincadeira na qual nós colocamos coisas importantes, ou que nos lembrem algum período específico de nossa vida e colocamos em um baú fechado e enterramos. Depois de algumas décadas, nós desenterramos e abrimos para ver a sensação que nos remete. Mas, eu não vou desenterrar. O texto de Páscoa, alguns livros e outros novos textos estarão enterrados nesta "cápsula" e ficarão para quem os descobrir! Por isso, reciclo um texto que escrevi em 15/07/2011 para a versão "zip.net" do Outros Papos. Espero que gostem do haikai!