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Mostrando postagens de Março 11, 2012

Conto do cavaleiro

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Conto do Cavaleiro!
Alerta!! Possui descrição de fortes cenas. Aconselho cautela aos mais jovens ao ler.



    A lâmina de minha espada reluz em vermelho sangue. Não é o sangue de um adversário que ela bebe, mas o meu próprio sangue que escorre pelo punho. Uma ferida grave em meu ombro. Encontrei besta-fera a altura de minha habilidade. Uma besta-fera cujas penas negras tremem ressoando uma estridente canção irônica. A ironia de conhecer minhas limitações. A língua pérfida desta besta dança, sibilante, reconhecendo meu sangue, minha fraqueza e minha dor. Ela avança lentamente, com suas patas de águia que desejam rasgar-me mais uma vez. Pela primeira vez, após ser consagrado guerreiro imperial, eu recuo diante de um adversário.  
    A vista torna-se turva. O ferimento impede-me de erguer minha espada. Oriento o escudo à minha frente e minhas palavras, ora salvadoras, não podem ser proclamadas, pois minha mandíbula sofreu forte impacto da cauda de dragão desta besta-fera. Não consigo d…

Conto no livro SETE (ed. Litteris)

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Novamente, guardarei o teu amor! O início dos poemas do soldado imperial! Conto na página 17

    O que é essa maldição? Eu penso comigo mesmo como poderia ter sido tão feliz e, ao mesmo tempo, tão cruelmente torturado. Quando eu a vi passar pelos campos de castelo, eu me impressionei com a beleza que deixava o próprio Sol envergonhado. Quando estava de vigia na torre, eu a via em confidências com a Lua. Os pássaros, corvos e corujas, lhe pareciam render graças.
   Em um dia de outono, a minha espada lhe foi útil. Atacada enquanto caminhava pela estrada real, seus guarda-costas, eunucos, rapidamente foram derrotados por vil criatura. Eles não tinham o que era preciso para defende-la. Eu a vi por acaso, quando estava retornando de meu treino matinal com a espada, ao lado de  meu fiel pai. Meu pai, guarda real de confiança de um nobre conde, foi o primeiro a pressentir o perigo e a se dispor a ajudar. Eu não tinha tanto fôlego, mesmo sendo mais jovem, pois ele defendia a nobreza com um…

Quadrinho: A universidade era um hospício!

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Descobri que o prédio onde está instalado uma universidade, aqui do DF, era, décadas atrás, um hospício. Não perdi a oportunidade de fazer um quadrinho sobre isso! Espero que gostem!


Poesia Romântica e Gótica: minha libertação!

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Poesia Gótica e Romântica. Um exemplo de cada e a minha libertação!










    Sempre me perguntei porque sentia-me atraído pela poesia gótica, ou elementos góticos apresentados em textos como “O Corvo” (Edgar Allan Poe). Os textos góticos, segundo alguns estudiosos, foram uma reação ao sentimento racionalista/humanista que embebia as temáticas de época. Ao apresentar histórias nas quais o sobrenatural imperava, muitas vezes de maneira sombria, como se a própria morte acompanhasse cada palavra, ao mesmo tempo em que o romance ultrapassava as barreiras da vida e da morte (Drácula), deu-me a certeza de que não precisávamos, como autores, ficarmos restritos ao natural, ou mundano, mas que as letras poderiam criar elementos fantásticos.
    Lembrava-me da presença mitológica, muitas vezes usada como pano para histórias que, embora tenham sido criadas por uma única sociedade, em determinada época, poderiam ser aceitas por qualquer um. Com isso, textos mitológicos, como as histórias sobre Tengus av…

Quadrinho: Trocadilhos da Minami!

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O quadrinho foi inspirado em uma leitura errada minha. Estava visitando um site e li errado o nome dele, mas de uma forma engraçada. Acabei percebendo que dava uma boa piada e coloquei a Minami para trabalhar. O trocadilho é no quadro final, com os nomes de dois outros sites sobre cinema que existe. Vejam se identificam os sites! :)


Conto: O Menino do dedo de Metal

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O conto que vou deixar aqui foi escrito, em 2005, para o livro "SETE" (Ed. Litteris) e estará no lançamento de meu novo livro:  "Papos que ficaram na Memória".  É um conto infantil, por isso queria deixar uma boa mensagem e escrever de maneira mais leve. Espero que gostem desse conto, porque o achei interessante por transmitir uma boa mensagem sobre educação.

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Imagem retirada do site José Petri (clique)



O MENINO DO DEDO DE METAL

    Era um mundo pequeno como o nosso, mas não era o nosso mundo. Tinha árvores, flores e animais. Tudo o que temos e muito mais. E, nesse pequeno universo, havia cidades, e cada cidade tinha sua rua de especialidades. Rua das farmácias, rua dos restaurantes, rua do sono e rua do dia. Na rua do sono, todos dormiam e, na rua do dia, todos conversavam, trabalhavam e se divertiam.
    A conversa que mais se observava era sobre o dedo que escrevia. Nesse pequeno mundo, não havia caneta, lápis ou pincel, mas um instrumento que a todos substit…