sábado, 14 de janeiro de 2012

The Idolm@ster- conclusão da análise!

THE IDOLM@STER





[caption id="attachment_414" align="aligncenter" width="299" caption="Uma animação límpida e competente!"][/caption]


Análise final da série


 


Leia também: The Idolm@ster 20 e Análise dos 4 primeiros capítulos


 


    Alguns pontos interessantes podem ser lançados aqui. Ao analisar os 4 primeiros capítulos da série, comentei sobre a ação do “personagem transformador”, já explicado no link acima, e sobre a série ser um humor leve, que não deveria entrar no drama individual, porque poderia acarretar uma descaracterização do tema. Também alertei que, se entrasse neste quesito, o analisaria de forma diferenciada. Analisei o capítulo 20 nesta intenção e a análise está disponível acima também. Queria, então, fomentar a discussão nestes dois temas: personagem transformador e drama individual. Citarei também uma breve análise do último capítulo e concluirei.


 


Personagem Transformador


 


        Confesso que, quando usei este conceito, pensava especialmente na ação de um único personagem que ajudaria o roteiro a transformar as características de cada uma das meninas. Nesse caso, achei que este personagem de influência seria o “Produtor”. Achei que o roteiro focaria a ação dele nesse sentido.


 


      O enredo se mostrou mais amplo que isso, pois a ação deste transformador não ficou restrito a um único personagem. Todos tiveram seu momento de personagem transformador, pois a relação das garotas foi o foco mais importante da trama. Achei divertido, inclusive, uma brincadeira feita em um episódio, aonde uma das meninas (Asuza Miura) percorre toda a cidade e sai transformando a vida de todos na região e, no final, acaba sendo uma grande homenagem a Ranma ½, quando ela corre, à frente de todos, sendo seguida por diversos outros personagens. Cena clássica de Ranma ½ divertidamente bem usada.


 


       Isso afetou de maneira interessante o enredo, pois não ficou monótono. Imaginem se um único personagem tivesse que fazer todo esse trabalho? Ia ser um clichê cansativo. Não quero dizer com isso que o “Produtor” foi um mala sem alça, pois ele contribuiu significantemente para o desenvolvimento do enredo e agregou muitas funções no desenrolar da trama.


 


Drama Individual


 


      Aqui pude ver como um animê, cujo o tema é a comédia, se desenrola bem ao tocar em alguns temas mais dramáticos. Acho que o grande segredo, no drama dentro de uma comédia, é que ele causa mais impacto, por mais leve que seja, pois desenvolve-se, durante a parte cômica, uma relação entre os personagens e o telespectador de maneira mais impactante. Nós nos afeiçoamos rápido ao que nos faz sorrir. Quando aquele personagem, que te faz sorrir, parece sofrer com algo que reconhecemos, em nosso mundo, como ruim, aquilo causa mais impacto.  Um exemplo: quem nunca chorou no capítulo em que o Seu Madruga assume a culpa pelo Chaves ter comido todos os churros e a Dona Florinda o perdoa pelo gesto de bondade? O Chaves passar fome é sempre um momento de drama, pois ele possui uma relação forte com os telespectadores. Assim é também com esta série. Aos nos fazer sorrir, nos prende pela simpatia e, aos nos fazer sentir o drama, nos liga com o sofrimento do personagem.


 


      E isso é bom? Caracterizei isso, principalmente no capítulo 20, como bom e confesso aqui que errei ao julgar que a série deveria ficar apenas na comédia leve. O drama, aqui apresentado demonstrou ser um ponto forte na recuperação do roteiro, impedindo que a série ficasse na mesma rotina de sempre. Então, aprovei a iniciativa e achei uma escolha interessante.


 


 


Último Capítulo


 


      Este foi o mais leve dos capítulos, pois teve aquela sensação de missão cumprida. E deve ter realmente cumprido a missão deles, que é vender produtos relacionados ao tema. Tanto tiveram êxito que, semanalmente, eu lia notícias de produtos lançados com a marca no Japão. O último capítulo, então, foi um agradecimento ao público e uma despedida com a sensação de que algo mais está por vir. E houve um presente, pois uma das músicas foi tocada quase que na sua totalidade, enquanto que assistíamos as garotas dançarem durante o show.


 


Conclusão


 


     A série teve seus altos e baixos. Mas contou sempre com uma boa animação e episódios bons de drama, além de bons episódios de comédia. Valeu ter assistido a esta série que, segundo os diálogo das garotas, promete ter sido só o começo. Será? Enfim, a série foi nota 8,0.      


 


 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Último capítulo: Vendas e Visibilidade

Vendas e visibilidade


 


Estas dicas não garantem vendas, mas são passos importantes. tudo depende de seu esforço e criatividade.





[caption id="attachment_411" align="aligncenter" width="450" caption="União é a palavra chave para o sucesso!"][/caption]

 


    Para fechar o ciclo de artigos sobre o que aprendi como escritor, passo agora ao tema “Vendas e Visibilidade”. Após escrever um livro e conseguir publicá-lo, ainda falta um passo: vender. Você almeja o sucesso, então, a principal dica que dou é ser criativo para se tornar visível! Em primeiro lugar, o produto tem que estar acessível, e da forma mais barata possível, uma vez que já teve bastante gastos com o registro da obra e a parte gráfica e editorial.


 


    Espero ser o mais rápido possível neste tema, afinal, hoje é sexta-feira 13 e estou louco para ver um filme na televisão! J Então, o primeiro passo é estar visível. Seu produto- livro- tem que estar ao alcance dos consumidores. Não somente o produto, mas você, como o grande responsável pela obra, também. Então, eu segui estes passos:


 1)    Crie uma rede social integrada para você expor suas obras. É rápido, barato e seguro. Criar uma página para fazer propaganda do livro e anexá-la a redes sociais. Exemplo, este meu blog, que tem por finalidade divulgar meus textos, está ligado a quatro redes sociais (Twitter, Facebook, LinkedIn e Google +), então, o que escrevo aqui já possui visibilidade para inúmeros amigos e leitores que poderão divulgar, se quiserem, estes textos em suas redes sociais. É uma forma interessante de se divulgar material e ficar mais próximo de seus leitores. Além disso, você poderá fazer novas amizades. Uso a plataforma do Wordpress, pois ela me dá vários recursos como lista de temas mais lidos, estatísticas de visitas do site, tags mais procuradas e outras ferramentas úteis.  



2)    Coloque seu trabalho para ser analisado/criticado por especialistas. Antigamente, este trabalho ficava por conta dos grandes meios de comunicação, como os jornais, mas isso mudou com a internet. Os blogs, hoje, funcionam tão bem quanto uma matéria de um jornal. Também está mais difícil falar com críticos de jornais, pois as redações recebem, diariamente, toneladas de material para divulgação. Se conseguir que um site divulgue, e se interesse por seu trabalho, já conseguiu uma grande vitória. Aqui faço um alerta, os críticos são livres para discordar de seu trabalho. Não ache que todos vão gostar de sua obra. Se alguém escrever algo ruim, agradeça, pois é a história do “feedback” que escrevi no primeiro texto. Se o especialista gostar de seu trabalho, comemore e agradeça ainda mais. De qualquer forma, respeite a opinião dos outros.  



3)    Converse com seu editor e veja quantos exemplares você consegue pegar com ele para distribuição gratuita. Formar leitores é difícil e um dos passos mais importantes a se dar. Pegue seus livros e tente dar palestras na sua igreja, na escola, no seu clube ou associação e dê exemplares de graça. Formar a base de leitores é essencial.  Como sou tímido, esse passo eu não consegui dar.



4)    Anuncie em sites gratuitos de classificados como o OLX. O anúncio aparecerá e mostrará o seu produto de graça.  



5)    Faça uma noite de autógrafos e convide os amigos. Aqueles amigos sinceros aparecerão para te dar uma força e você poderá começar a divulgar seu trabalho. Tive sorte aqui e possuo muitos amigos sinceros e verdadeiros.  



6)    Participe de eventos culturais e literários de sua cidade e de cidades próximas. Uma boa feira literária acrescenta muito em conhecimento e prazer e é uma forma de estar visível e de tentar vender.  



7)    Tente ser entrevistado. Aparecer em jornais, sites e revistas agrega muito às vendas de seu trabalho e a formação de seu público, assim como te dá experiência e forma novos conhecimentos.      


 


Sobrou algum dinheiro? Ainda pode financiar a venda de seu livro? Então, nesse caso, aprendi que se pode fazer o seguinte:



 1)    Peça ao editor uma quantidade de marca-textos suficiente e distribua. Geralmente, eu peço 500 unidades e distribua nos restaurantes que frequento e em outros lugares públicos. Um marca-texto bonitinho é sempre uma boa propaganda.



  2)    Use um programa de propaganda na rede. O Google e o Yahoo possuem ferramentas de propaganda. Você se cadastra neles, cria sua propaganda, insere suas tags (palavras-chave que guiarão os motores de busca diretamente para sua página) e paga. Você pode escolher quanto quer gastar por dia (limite diário máximo) e faz o pagamento. Dentro destes sistemas você possui relatórios que te guiarão para as melhores providências a serem tomadas para maximizar as chances de seu anúncio gerar vendas 



3)    Contrate um profissional da assessoria para realizar a divulgação de seu trabalho. Aqui cabe a você negociar o preço e ver se realmente compensa este custo. Tem muitos escritórios que fazem o serviço de assessoria literária. Escolha o profissional certo, pois eles podem ser caros e não render o que você esperava deles. 


 


    Calcule direito o preço do livro para poder vender e ter lucro, pois todos estes gastos devem estar inclusos. Converse com seu editor e veja outras possibilidades. Mesmo realizando todos estes passos, isso não garante que consiga vender os seus livros, mas são importantes para se tentar chegar lá.  Entenda, a criatividade supera tudo, então, tenha fé, boa sorte e seja criativo! 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Edição de livros! Pequenas orientações!

EDIÇÃO DE LIVROS- ORIENTAÇÕES


 


     Existem inúmeras formas de se editar um livro. Este texto mostra como eu editei minhas obras solo. São minhas experiências. Consegui bastante conhecimento com os meus livros e vocês podem acessar a lista contendo todo o meu trabalho no site da União Brasileira de Escritores (UBE). Vamos começar.


 


     Eu tenho preferência por editar em pequenas tiragens e de forma independente, pois considero este o melhor meio para mim. Antes de iniciar qualquer trabalho, há de se perguntar: para quem estou vendendo? E para quantos estou esperando vender?  As respostas para estas perguntas encaminharão para as opções desejáveis.  Os tipos de edição podem ser assim definidos por mim:


 


1-        Edição em grande quantidade. Esta edição está acima de 5 mil exemplares.  Ledo Ivo, membro da Academia Brasileira de Letras disse, certa vez, que se um autor conseguisse vender acima de 5 mil exemplares já seria um “best-seller”, isto é, um grande sucesso de vendas. Paulo Coelho vende milhares de exemplares de suas obras ao redor do mundo. Geralmente, este é o mercado para grandes editoras e o contrato com eles poderá seguir a seguinte regra: o autor cede os direitos de seu livro, por um determinado período de tempo (cerca de um ou dois anos), e por uma remuneração que varia de acordo com o contrato. Há autores que recebem um adiantamento de seu trabalho, mais um valor aproximado de 10% a 20% do preço de capa de cada livro vendido. Os números aqui são altos e todo o custo de produção é da editora, assim como os encargos com a distribuição e propaganda dos mesmos, então é um mercado fechadíssimo a muitos autores. As editoras querem ter a certeza do retorno financeiro e isso é um obstáculo a um autor novato, pois as editoras almejam o lucro, claro! Mas não esmoreça, pois tudo é questão de tempo e providência.


 


2-          Edição em pequenas tiragens (200, 300, 500 a 1000 exemplares). Este é o meio pelo qual decidi publicar minhas obras. Não ache, com isso, que as editoras são menores, pois elas também fazem todo o trabalho pesado: edição, vendas, publicidade e repasse ao autor. Qual a diferença? Na maioria dos contratos, eu (como autor) fico com o direito autoral, pois há uma parceria autor/editora aonde pago a parte gráfica e de impressão. Como há o pagamento de toda a parte gráfica, geralmente o contrato prevê que o autor fique com o direito autoral e cerca de 50% a 70% do valor do preço de capa de cada livro vendido. O contrato, suas cláusulas, assim como o percentual destinado a cada parte varia de editora para editora e pode ser negociado sempre.  Como fiz a pergunta acima, para mim mesmo, sei que não venderia 400 mil livros por ano, então, prefiro vender em menor quantidade e manter o direito autoral da maioria das obras.


 


 


Livro a Livro- parte técnica. Procedimentos para a edição, após avaliação da editora.


 


    Sob a Luz dos Ensinamentos Bíblicos foi editado, primeiramente, pela Thesaurus editora. O processo que citarei aqui é o mesmo para as outras obras. Começa pela apresentação da obra ao editor. Este primeiro encontro definirá se o editor aceitará sua obra ou não. Envie uma cópia da obra, nunca o original, para a editora. Pode enviar arquivo eletrônico (PDF ou Word) para a avaliação. O editor avaliará o conteúdo da obra e decidirá se quer publicar. Em caso afirmativo, é dado um orçamento detalhado ao autor com os serviços a serem prestados, as formas de pagamento e parcelamento. Se, para a avaliação, você enviou o exemplar em PDF, e for necessária alterações, o editor lhe pedirá que envie o texto em outro formato (word) para que se possa trabalhar o conteúdo. O editor, à época do lançamento deste livro, foi muito atencioso e tenho grande admiração por ele. Editado em 2003, o livro contou com os seguintes serviços: diagramação (atualmente pode ser feita com Indesign ou softwares semelhantes), capa, ficha catalográfica, ISBN e vendas através de livrarias parceiras, distribuidores e do site da editora. A revisão ficou por minha conta. Como veem, o processo é o mesmo de uma editora dita “grande” e ainda posso considerar receber uma parcela maior pela venda de cada exemplar. Para todas as obras considero sempre realizar a impressão de 500 exemplares. Não tenho uma justificativa, apenas gosto desse número.


 


    Despertar do Amor, Sete, Joias de Brasília- roteiros de cinema da capital foram todos realizados na Litteris editora e aqui cito pontos que não citei acima. Os serviços aqui são os mesmos da Thesaurus, acrescentando a revisão feita pelos revisores da editora. Após a editoração, a editora nos envia o que se chama de “boneca”, ou seja, um livro com o miolo pronto para a revisão do autor. Deve-se ler com cuidado cada página e rubrica-la (se impressa) para devolver a editora. Se a editora lhe enviar o material via internet, responda de acordo com as orientações do editor. Se for necessária alguma alteração, marca-se a alteração, a página e comunica-se a editora que, novamente, lhe enviará outra boneca para análise e autorização da impressão. Após a autorização efetivada, o miolo segue para a parte gráfica. Normalmente, aqui eles te enviam a capa, e a capa final, para a autorização. Se a capa estiver de acordo com o que você considera ser a melhor interpretação do miolo, pode dar sua autorização. Lembre-se que a primeira coisa que o leitor faz é admirar a capa e, se estiver com o livro em mãos, o vira para ver informações na capa-final. Coloque informações importantes, ou um trecho do livro que cause impacto. Se quiser, coloque uma foto sua, ou biografia, nas orelhas do livro. Todo tipo de informação vale para conseguir vender e chamar a atenção do leitor.


 


    Mangá Tropical- Um Estudo de Caso está, atualmente, com a PerSe Editora. Aqui há uma alteração nas regras, pois a PerSe trabalha, ao contrário das outras, com o sistema “Sob Demanda”, ou seja, ela imprime assim que o leitor confirmar o pagamento. Com isso, o estoque é zero. Se você seguir as orientações do website, basta se cadastrar e lançar o livro on-line, ou seja, sem custo algum ao autor. Eles ainda trabalham com o serviço de livro digital (e-book) e o oferecem ao autor. Para o livro sair bom, deixo aqui duas sugestões: 1) se for fazer você mesmo, certifique-se que sabe usar o sistema e diagramar adequadamente o livro, ou 2) contrate o serviço da própria editora. A PerSe fornece todos os serviços das editoras acima e ainda vários sistemas de divulgação e vendas on-line. Se souber usar o sistema, praticamente o livro sairá sem custo e estará on-line, imediatamente, após efetivar o seu cadastro e o do livro. Você escolhe quanto quer ganhar por cada venda feita e ainda sabe o quanto de imposto está pagando por livro vendido. O sistema lhe dá estas informações, além da escolha do papel, capa e etc.


 


Parceria Autor-Editora


 


    Vai uma dica. A edição do livro é uma parceria constante entre os autores e a editora, então, conheça seu editor e veja se vocês se dão bem. É um trabalho que demandará tempo e contatos constantes entre o autor e editora. Peça e-mails e telefones para contato. Se seus gênios não se cruzam, vai ficar difícil trabalhar.  Meus editores são ótimas pessoas e agradeço muito tê-los conhecido e trabalhado com cada um deles. São acessíveis e responsáveis. Outra dica que eu dou é usar o website Mesa do Editor. Lá você poderá expor sua obra (publicada ou não) para diversas editoras no Brasil e no mundo. Pagando uma mensalidade poderá colocar lá quantos livros quiser. Lembre-se sempre de negociar com a editora antes de assinar qualquer contrato de edição. Tudo, antes da assinatura, é passível de alteração. Após assinar, já fica mais complicado alterar alguma coisa.


 


Próximo texto: Vendas! Não basta escrever e editar, é necessário saber vender!


 


Leia também: Noções básicas para se escrever um livro!  


    

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A decadência do mercado de animês e mangás no Brasil! Apontando possíveis soluções!

A decadência do mercado de animês e mangás no Brasil. Apontando soluções!


 


    É fato que o mercado de animês e mangás se retraiu no Brasil. A situação é séria, como mostram os textos do Papo de Budega e do Gyaboo em relação, respectivamente, aos animês e mangás. O que me causa tristeza, pois vi a ascendência deste mercado, na época em que Cavaleiros do Zodíaco levou mais de 500 mil pessoas aos cinemas, com o filme A Batalha de Abel e, além disso, fiz minha monografia baseada na influência dos mangás em nossos quadrinhos (Mangá Tropical- Um estudo de Caso).


 


    Como se justifica essa queda? Falta de investimentos na área, falta de interesse do público que migrou para outros programas e falta de cuidado (na melhor expressão) dos detentores dos direitos, tanto aqui no Brasil quanto no Japão. Sim, os japoneses tem culpa pois não sabem trabalhar no nosso mercado. Exemplos disso não faltam. Os executivos da Toei nadam em dinheiro (clique para ver) em seu país de origem, tendo sucessos garantidos como One Piece e Precure, mas autorizam o lançamento, no ocidente, de uma série, na sua terceira temporada, e com uma dublagem antiga horripilante (Sailor Moon S) negando-nos o direito da redublagem. Fora o caso Blue Dragon (dublagem em Miami) e Dragon Ball Kai (Senhor Popo azul? O que é isso?). Fora que o mercado de mangás começou um revival que poderia nos fazer temer pelo futuro dos quadrinhos japoneses no Brasil, principalmente pela qualidade do papel apresentado. Cliquem no Gyaboo para ver essa polêmica.


 


    Podemos ficar debatendo tudo isso, mas quero que meu texto aponte em uma outra direção. Quero, com este texto, apontar um possível caminho a se seguir, para evitar ainda mais a decadência e a conseguinte recessão do mercado. Na Administração existe o jargão que diz que podemos apontar os erros, mas temos que ter a solução para eles. O meu texto vai tentar apontar possíveis soluções para este tema: decadência do mercado de animês e mangás no Brasil.


 


   


 Público-alvo: jovens e jovens-adultos!


 


    Comecemos, então, pelo público. O Ibope Media 2010 nos mostra uma mudança no comportamento dos jovens. Eles estão mais tempo no computador. Está certo que a tv aberta é o meio com a maior penetração em nosso mercado, mas a internet não está fazendo feio e já possui 56% de penetração. Todos os produtos requerem uma vitrine para serem expostos e venderem bem. Se a maior vitrine está se fechando (televisão aberta), então procuremos aonde estão os jovens em outra vitrine (internet). O público jovem (12 a 17 anos) que usa a internet é de 22% da população que acessa o meio. Se somarmos a isso os jovens-adultos, de 25 a 34 anos, atingimos uma vitrine de 48% de um total superior a 52 milhões de pessoas. É interessante este meio de vender um produto (animês e mangás).


 


Banda Larga- Dados do Setor


 


    Segundo a ABTA, a banda larga no Brasil atingiu, ao final de 2011, o número de 4.6 milhões de assinantes. Notem que isso é o número de assinantes, então podem multiplicar esse número por, no mínimo três (família), para se ter uma noção dos que possuem internet banda larga residencial. Todavia este número está incompleto, pois falta os dados daqueles que acessam a internet de maneira móvel, isto é, internet banda-larga móvel (principalmente 3G). E isto nos mostra os dados da União internacional de Telecomunicações.


 


    Tela Viva News nos conta que “segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), a banda larga móvel crescerá 26% em 2011 no mundo, o triplo em relação ao aumento da base da banda larga fixa durante o mesmo período. Esse crescimento se reflete no Brasil, que, de acordo com o Balanço Huawei de Banda Larga, divulgado nesta quarta-feira, 14, deve terminar este ano com uma base de 38 milhões de acessos móveis, contra 17 milhões de conexões banda larga fixas”.


 


    E o mercado já nos aponta uma direção, pois “as vendas de TVs estão em declínio nos EUA, e neste ano serão comercializadas mais unidades de tablets do que de aparelhos de TV no país. As informações são do diretor de análise da indústria da CEA (Consumer Electronics Association), Steve Koenig, que falou nesta segunda, 9, durante o CES, em Las Vegas. (...) foram vendidos 30 milhões de tablets em 2011 nos EUA, e a associação da indústria de eletrônica de consumo prevê que em 2015 as vendas anuais cheguem a 50 milhões de unidades. ‘É o produto de crescimento mais rápido da história da eletrônica de consumo’, conta Koenig, ‘e terá muito impacto sobre a venda de TVs’, completa. Ele lembra que no último Natal americano o Kindle Fire foi um dos presentes mais comprados. E estes tablets, segundo pesquisa da associação, são usados principalmente para o consumo de filmes, música, games e videoconferência, nesta ordem”.  O destaque é meu para mostrar o ponto no qual quero chegar com este texto.


 


    A qualidade da banda-larga no país, segundo pesquisa realizada em 2010 pela universidade de Oxford, e coordenada pela Cisco, nos mostrou que o Brasil possui, em média, 3,39 Mbps de download, 449 Kbps (kilobits por segundo) de upload e latência de 110 milésimos de segundo. Apesar da qualidade estar abaixo do desejável, ela não interfere potencialmente para bloquear o avanço da internet. Já o governo trabalha para melhorar o setor e nos mostra uma quantidade de medidas para tentar aumentar a qualidade- site Baboo!


 


ESTRATÉGIAS PARA 2012


 


    Quem não ousa, e não muda, acaba perecendo, ou sendo engolido por quem mudou.  A internet, a banda larga, os aparelhos móveis e os dados aqui mostrados podem nos orientar para um novo caminho distante da necessidade da televisão, das bancas de jornais e dos distribuidores que levam um percentual alto na venda dos mangás. Samurai X, Cavaleiros do Zodíaco e tantos outros mangás foram influenciados pela exibição de suas séries em tv aberta e alcançaram grandes êxitos em vendas de quadrinhos. Isso é fato. Entretanto, o mercado mudou. Os jovens estão mais tempo no computador, ou ao celular. Redes de Wi-Fi com boa velocidade estão se espalhando pelos centros urbanos. O governo espera melhorar a qualidade da velocidade e conexão até a Copa de 2014 e isso é fato necessário para alavancar bilhões de dólares em Comunicação, por isso o interesse do governo nesse assunto. Além disso, os aparelhos móveis (celulares e tablets) têm vendido excelentemente bem. Então, vamos usar a internet da seguinte maneira:


 


 


 


Animês- Streaming TV


 


    O Crunchyroll, segundo release da Tv Tokyo (parceira do website) possui cerca de 1 milhão de visitas por mês e tem cerca de 70 mil assinantes. A tecnologia usada pelo site garante boa exibição de animês pela faixa de 3 Mb. E é a média da qualidade brasileira, então pode-se usar para difundir a animação japonesa. Com um trabalho dedicado nesse quesito, os jovens podem ter um primeiro contato com as séries. Este primeiro contato já garantirá dados para uma possível venda destes materiais em dvds e  firmar parcerias para vendas de produtos relacionados (mochilas, cadernos, bonecos e afins). O website Crunchyroll não é a única streaming tv que existe, pois já temos o site NetFlix que já separa seu conteúdo por animação e pode-se usar outras streamings como Nico Nico, The Anime Network, Muu e etc... Usem, então, a internet para um primeiro contato oficial do público com a obra e posterior coleta de dados para as vendas. Dependendo, talvez o sucesso de alguma série venha a interessar algum canal de televisão aberta.


 


Mangás- um trabalho melhor.


 


    Vamos considerar que a produção de mangás, com a qualidade que os leitores merecem, não esteja sendo possível a preço baixo. Ao comprar Solanin da L&PM, a R$15,00, eu passei a desacreditar nessa hipótese. Mas vamos lá. Vamos cortar custos e revolucionar o mercado. Segundo a jornalista e Comunicadora Sandra Monte (Papo de Budega) edita-se cerca de 15 mil exemplares por volume de obra. Se a produção for realmente baixa, pode-se usar o serviço de gráficas por demanda, isto é, deixa-se para trás a necessidade de estoque e passa-se a editar assim que um leitor compre o volume. Com entrega especial pelo correio, sem a necessidade de distribuidor em bancas, que ficam com cerca de 30% a 40% do preço de capa, consegue-se baratear a produção. Compra-se pelo site da editora, imprime-se assim que se confirme o pagamento e envia-se pelo correio, com código de rastreamento. Com isso, pode-se até criar uma lista de assinaturas mensais dos mangás. E o sistema "sob demanda" ainda proporciona outra vantagem, porque o leitor pode escolher o tipo de papel e qualidade de capa que deseja para o seu mangá, ou seja, vai ao gosto do cliente. 


 


    Ainda não entendo a relutância dos japoneses em adotar o sistema de e-readers. Os e-books são baratos, veja só o exemplo no site da PerSe, pois meu livro digital é incrivelmente mais barato que o impresso. É medo de pirataria? Existem diversos códigos de proteção digital para obras. Basta usar uma. Com um mangá digital (já existem vários mangás nacionais que usam o sistema virtual para serem distribuídos) barato pode-se aumentar as vendas pelo simples fato que o leitor terá mais dinheiro para comprar outros títulos.


 


Concluindo


 


    Trabalhada adequadamente a internet passa de vilã a amiga. Animês e mangás podem ser distribuídos inicialmente nesta vitrine e ajudar a aquecer este mercado em crise. Mas nada supera a propaganda e o trabalho em conjunto. Unir-se a outras empresas para financiar um produto de maneira decente, assim como fazem os executivos da Disney e Hasbro, é importantíssimo para não fazer esse mercado encolher ainda mais. São estes toques que eu queria dar. Desculpem-me por escrever tanto e espero que 2012 seja um ano de recuperação para a indústria. Desculpem esse imenso desabafo! Desculpem!   


 

Quadrinho: Batatinhas e Baratinhas na Cantina

Ontem, ouvi um grito e corri para a cozinha. Chegando lá, minha mãe explicou que, entre os guardanapos de papel, tinha uma barata. Ela foi segurar os guardanapos e a barata subiu na mão dela. Eu fiz uma brincadeira sinistra com ela e achei que ia ficar engraçado em quadrinho. Entretanto, ao começar a criar o quadrinho, que seria com o Kazuki, percebi que poderia ficar muito grosseiro. Também percebi que esse tipo de brincadeira não faz parte do comportamento do Kazuki. Seria algo para a Minami. Então, alterei tudo. Vejam como ficou! Cliquem no quadrinho para ampliar. Na próxima semana eu vou fazer um quadrinho apresentando os personagens principais desta minha paixão que é criar quadrinhos.

 

[caption id="attachment_396" align="aligncenter" width="450" caption="By Patrick Raymundo de Moraes"][/caption]

domingo, 8 de janeiro de 2012

Um Coração Livre



Um coração livre é certeza de paz,

Palavras que não prendem em jugo mordaz,

Ama a tudo, conhece tudo e retêm o bem,

Um coração livre é certeza de paz,

Não se prende, não se detêm,

Capaz de grandes saltos, sem sentimento fugaz,

Um coração livre é certeza de paz,

Palavras que não prendem em jugo mordaz.

 

COTIDIANO

 

Um pequeno triolé que nasceu com o sentimento de paz que brotou em mim pela manhã de hoje.  Acordei com uma sensação de calma, serenidade e alegria. Tentei traduzir isto em palavras para este poema.

 

Informativo do Blog #1

 

O texto “Como Editar seu livro- experiências pessoais” será lançado na próxima sexta-feira 13/01/2012.

 

Acabei de ter uma ideia legal. Vou usar os quadrinhos do comipo para, quando necessário, atualizar o Informativo! :)