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The Walking Dead- Análise final!


The Walking Dead- análise final da segunda temporada! SPOILER!!!

“Quando pensei na ressurreição dos mortos, eu tinha algo muito diferente em mente.” Hershel





    Antes de iniciar, saiba que a análise nos leva a conhecer muitos elementos da trama, então, aqui tem muito SPOILER! Deixe de ler se assim desejar! 


     Posso dizer que a frase do Hershel, acima, é um resumo que mais determina meu julgamento quanto a este incrível roteiro. Quando fiz a análise dos 4 primeiros capítulos (algo que faço para ter certeza de que o roteiro está indo para uma certa direção) eu fiquei atento para o detalhe da sobrevivência do grupo e tentei definir alguns passos que achei que o roteiro seguiria e, assim como Hershel, fui surpreendido com algo totalmente honesto, franco e longe dos clichês que estou acostumado a ver em séries de televisão norte-americanas.


    Nesta temporada fomos tragados inteiramente para uma realidade na qual as leis, e as regras sociais, não determinam mais a convivência. O que determina a convivência é sua presença em um grupo, para determinar sua utilidade no mesmo. Deste modo, Shane mata Otis para salvar uma criança, e um julgamento tem início para definir o destino de um estranho invasor, sendo que este mesmo invasor é torturado e morto. Como que querendo quebrar de vez com a visão de que a série não seria ousada a este ponto, Dale morre simbolizando o extermínio deste paradigma de uma civilidade em meio ao caos. O único membro do grupo que ainda pensava em regras, e recusava-se a ser selvagem, foi exterminado brutalmente, dando fim a qualquer indício de que aquelas regras seriam seguidas. Foi uma decisão formidável e que me impressionou pela coragem do roteiro em seguir por este caminho. Adorava o Dale e sempre o achei um personagem interessante.


    O roteiro ainda nos levou a outra quebra de paradigma, pois a primeira vítima desta temporada foi justamente uma garotinha inocente (Sophia). Isso nos leva ao pensamento que, se os roteiristas não pouparam uma garotinha e um simpático senhor de idade, com certeza, os outros não terão melhor sorte. Fato confirmado com a morte do Shane pelo Rick. Aliás, eu sempre tive, para mim, que esta regra lógica era adequada ao roteiro: Shane está para Vegeta, assim como Rick está para Goku. Não deu outra.






    Outra quebra foi a conduta do Rick, no último capítulo, ao determinar o fim da democracia e o início de uma sociedade em que apenas um manda e os outros obedecem. Se não gostar, o membro é convidado a tentar a sorte, sozinho, em uma terra sem leis. Outro fator que eu gostei no roteiro foi a honestidade dos personagens com seus sentimentos e condutas. Nada ficou escondido para a terceira temporada. Tudo foi posto em panos limpos e revelado a todos. Um roteiro exponencialmente bem construído e magnificamente orquestrado. 


    E a atuação? Vejam: na morte do Dale, percebemos a motivação de cada personagem apenas em seus olhares. Rick estava receoso em matar um grande amigo, Shane olhando-o com impaciência, sabendo que o Rick não conseguiria dar fim à dor do simpático senhor e o Daryl retirando este fardo das mãos do Rick. Tudo, sem quase nenhum diálogo, na cena mais forte e comovente de toda esta temporada. Foi uma lição de aula e imersão dentro da psique de cada personagem. Que maravilha de atuação! Como podem ter construído um roteiro tão sério e competente? Ele não ofende o conhecimento do espectador, nos faz acreditar na realidade ali apresentada e é honesto com o desenvolvimento dos personagens. Tudo muito bem construído.





    A direção foi bem realizada e cresceu nos últimos dois capítulos. Cenas sombrias, ângulos majestosos de câmera, ação empolgante e longe de clichês costumeiros. Se a série foi conduzida pelo diretor de maneira mediana até o 11º capítulo, ele explodiu com tudo nos dois últimos.


Pois é, caro Hershel, eu e você fomos surpreendidos!  Esta segunda temporada foi, sem dúvida, 5 estrelas!!!


Leia minha crítica inicial aqui!

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