quinta-feira, 10 de maio de 2012

Thundercats 2011- Remake ou Spinoff?


Thundercats- 2011
Seria um remake ou um spinoff?





    Sei que é uma produção americana, em conjunto com estúdio japonês 4ºC, mas vale a análise, pois nunca as restringi realizando, inclusive, as de séries de terror (The Walking Dead) e livros em geral. Escrevo isso para esclarecer que basta cair no meu conhecimento, e ter algo atraente na produção, para estar por aqui.


    As diferenças entre a produção clássica, e a nova roupagem dos Thundercats, é tão gritante que não se deve pensar em uma forma de remake da história de 1983, mas em um spinoff. Um remake, ao meu ver, não deve alterar tão substancialmente a história original. Nildo Viana, no link acima, já nos esclarece que um remake não é uma alteração drástica no enredo ou em outros elementos significativos.


“No entanto, se houver muitas mudanças, então não será apenas um remake, mas uma nova versão, um novo filme, no qual o primeiro serve (ou nem sequer serve) como inspiração.”


     Faço uma comparação com edições de livros, para que fique clara essa minha definição. Ao realizar um livro, editando-o, é necessário criar para ele um ISBN que sirva como base para sua identificação em todo o mundo, porém, se houver uma nova edição, e o livro tiver alterado mais de 20% de seu conteúdo, é necessário um novo ISBN. Criando uma simples analogia para o caso de remakes e spinoffs considero remake a obra que não alterar mais de 20% do conteúdo original e um spinoff é aquela obra que alterou mais de 20% do conteúdo do original.


    Thundercats 2011 possui diversos elementos, tão diferentes do original, que considero esta produção um spinoff e exemplifico aqui esta minha consideração mostrando elementos de design de personagens e de enredo que são diferentes da série clássica. Possui spoilers!



Elementos da história (SPOILER)



    Thundera não é um planeta moribundo, prestes a explodir em uma super-nova, mas um planeta bem saudável. Possui diversas regiões já mostradas. Thunderianos são um povo militarmente constituído, com inimigos territoriais. Uma realidade do tipo “capa & espada” como nos mostra RPGs do gênero. Lion-o e Tygra são irmãos (adotivos). Mumm-ra não é um feiticeiro do Terceiro Mundo, mas uma ameaça Thunderiana e que criou a pedra que confere poder à Espada Justiceira.




    Talvez a diferença mais gritante seja a do personagem principal. Diferentemente da versão clássica, que nos leva a conhecer um Lion-o que havia envelhecido, acidentalmente, durante a sua viagem para escapar da moribunda Thundera, o Lion-o desta nova versão cresce naturalmente. Isso causou mais impacto, pois havia uma desculpa para a imaturidade de Lion-o, na versão de 1983, entretanto, embora este novo Lion-o seja mais pensativo e conhecedor de seu meio, ele também é imaturo e causa diversas confusões. Tornou-se um personagem meio difícil, para mim, de se gostar. Além disso, Lion-o e Tygra brigam em demasia, dando a entender que Tygra sente uma certa inveja de seu irmão e “Senhor dos Thundercats”. Há uma clara divergência de opinião entre eles.


    Existem outras diferenças entre as duas obras, tais como Cheetara ser uma clériga ao comando de Jaga, Panthro e Lynx serem generais do exército do pai de Lion-O, mas quero passar adiante e mostrar as características de design que diferem entre as obras.  



Design da obra


    A obra possui diferenças entre as versões de 1983 e de 2011. Começando pelo Lion-O novamente. Em 1983, mesmo hibernando toda a sua juventude, criou-se um guerreiro forte. Já a versão de 2011, exercitando-se ao extremo, nem chega perto do físico de sua versão passada.





    Outra personagem com uma alteração gritante é a Cheetara. De uma mulher madura, para uma sensual e jovem  guerreira. Mais feminina, inclusive no olhar, ela está bem mais simpática!




    Nesta nova versão, os personagens possuem rabos. Sim, são felinos em quase todo o aspecto físico de seu design. Achei isso legal, pois trouxe nova vida ao character design.




    O símbolo dos Thundercats é uma joia vermelha, sem o grande logo de um felino negro aparecendo, como na versão de 1983. Disso eu não gostei.




    Poderia, também, comentar o rabo de cavalo, ao estilo samurai, de Panthro, ou a roupa militar usada pelo Tygra, mas acho que provei meu ponto quanto às alterações realizadas que perfazem mais de 20% da obra.





Conclusão



    A nova obra prova que não é um remake, mas um spinoff. Agora vem a pergunta: e é bom? Ambas as obras possuem seus pontos fortes e fracos. Mas a versão antiga ainda se apresenta com um enredo melhor. Elas possuem, em seus enredos principais, chaves em comum: um jovem que tem que descobrir um novo mundo, ser líder de um grupo de sobreviventes, crescer em sentimentos e aprender a conviver. Isso é fato comum entre as obras. Todavia, a direção de 1983 parece ser mais segura e competente que a de 2011. A espada tinha uma justificativa, ela era a segurança do jovem Lion-o. Quando aquele símbolo aparecia, nos céus do terceiro mundo, em 1983, e a aquela música clássica começava a tocar, com uma animação frenética, sabíamos que o clímax havia chegado. Era tudo muito bem sincronizado com um enredo muito bom. A versão de 2011 perdeu muito dessa eficiência. Também chocou-me ao afirmar que Mumm-Ra comandava todos os animais da história e que o "Olho de Thundera" nem era de Thundera. 




    Se vale? Como remake não! Nem se incomodem em assistir. Como spinoff, de uma realidade alternativa, vale muito! Vale cada segundo de exibição! Benditos sejam os roteiristas que usaram o termo “realidade alternativa” para ficção científica, pois, com isso, muitas obras se salvaram.     

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Spider still alive, for love and responsability!


Amor a ela,
Responsabilidade,
Vai protegê-la!



COTIDIANO


    O Crunchyroll, toda sexta-feira, divulga fanarts (desenhos feitos por fãs) muito legais. Adorei este fanart do Homem-aranha, feito ao estilo mangá, retratando um sentimento muito comum nas histórias do “cabeça de teia”. Espero que, com este haikai, eu tenha conseguido descrever e resumir o sentimento desta imagem. Muito bacana! O título está em inglês sem razão nenhuma! :)

O desenho é este e foi feito por コスガクミ (clique aqui)


terça-feira, 8 de maio de 2012

Poesia: Casa e Família






Uma casa é símbolo de construção,
Construção não apenas de paredes e tetos,
Tetos que irão abrigar uma família,
Família que representa a verdadeira ideia de casa.


Casa é um lugar acolhedor,
Acolhedor por ter amor,
Amor que nunca poderá ser esquecido,
Esquecido nunca será, mesmo que as paredes venham abaixo.


A verdadeira casa, símbolo de uma construção, é a união familiar,
União Familiar que torna qualquer lugar um teto acolhedor,
Acolhedor, pois há a alegria da família. Os risos eternos.
Eternos, risos que não se apagam nem mesmo com a dor.


Casa é isso, uma construção simbólica de união familiar.




COTIDIANO


    A poesia acima é feita da seguinte maneira: a última palavra de cada verso retorna como primeira palavra do verso seguinte. De uma estrofe a outra não há a necessidade de repetir a última palavra, mas pode-se repetir se quiser. O último verso é solitário e sintetiza todo o sentimento da poesia. Pode-se usar rimas, mas considero que a poesia assim fica muito poluída. Experimentei isso com o que considero ser a real definição de CASA. E, sim, uso sempre imagens de animês, pois considero que ilustram muito bem os sentimentos de meus textos! :)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Reflexões sobre o passado: afirmações inocentes!




    Em tempos antigos, caros leitores, eu tinha dois amigos, parceiros de fliperama. Eram realmente amigos do peito. Uma época tão antiga que o fliperama recém havia lançado o primeiro Mortal Kombat e Tartarugas Ninjas era um joguinho que atraía várias pessoas. Neste tempo maravilhoso, um destes amigos me disse: “Se a ciência provar que Deus não existe, eu vou acreditar!” Eu venerava este amigo pela inteligência e, naquela época, eu concordei com ele. Coisas de criança, mas, naquela época, aquilo parecia a frase mais sensata e lógica já dita.


    A ciência tinha, em mim, essa definição de que tudo comprovado cientificamente deveria, então, ser verdade, pois a ciência atesta tudo de maneira empírica.  Ao ler uma obra de Popper, tão bem resumida em “O que é Ciência”, de Silvio Seno Chibeni (professor de Filosofia da Unicamp), que tive o primeiro choque. Acredito ter lido um dos primeiros textos de Popper em 1996. O professor assim descreve o texto de Popper:


“Popper rejeita que as teorias científicas sejam construídas por um processo indutivo a partir de uma base empírica neutra, e propõe que elas têm um caráter completamente conjetural. Teorias são criações livres da mente, destinadas a ajustar-se tão bem quanto possível ao conjunto de fenômenos de que tratam. Uma vez proposta, uma teoria deve ser rigorosamente testada por observações e experimentos. Se falhar, deve ser sumariamente eliminada e substituída por outra capaz de passar nos testes em que a anterior falhou, bem como em todos aqueles nos quais tenha passado. Assim, a ciência avança por um processo de tentativa e erro, conjeturas e refutações. “Aprendemos com nossos erros”, enfatiza Popper, (...)
A cientificidade de uma teoria reside, para Popper, não em sua impossível prova a partir de uma base empírica, mas em sua refutabilidade. Ele argumenta que somente as teorias passíveis de serem falseadas por observações fornecem informação sobre o mundo; as que estejam fora do alcance da refutação empírica não possuem “pontos de contato” com a realidade, e sobre ela nada dizem, mesmo quando na aparência digam, caindo no âmbito da metafísica.” (Sílvio Seno)


    A ciência, então, tornou-se, para mim, uma forma de explicação da realidade segundo a subjetividade do pesquisador, mesmo que possua base confiável de dados. Pois o homem é um ser em construção, ou seja, o interior dele é moldado por sentimentos e experiências únicas que fazem com que este indivíduo seja único. E estas experiências e sentimentos, talvez até traumas e desvios de personalidade, influenciam na interpretação dos dados. Os caros leitores devem estar achando isso tudo um absurdo, e que dados confiáveis, realizados mediante pesquisa, sempre trarão os mesmos resultados, mesmo que mude o pesquisador.





    Vejamos um exemplo clássico de observação: Lamarck e Darwin observaram um conjunto de girafas. Ambos os pesquisadores possuíam conhecimentos, estavam vendo a mesma espécie natural (não no mesmo tempo) e tinham os mesmos dados divulgados à época de seus estudos. Tiveram conclusões totalmente diferentes. Conclusões diferentes, pois são pessoas diferentes, com construções interiores diferentes. Alguns leitores podem ainda não estarem satisfeitos com este simples exemplo, então, formemos outro: Einstein era contra a interpretação de Copenhagen sobre suas teorias de alguns mecanismos quânticos (veja mais aqui). Novamente, mesmos dados aferidos por sistemas confiáveis, mas com duras e diferentes interpretações, pois o pesquisador difere em cada uma delas. Deste atrito, desta luta de interpretações, nasceu a frase que me levou a ler muitas teses de Einstein e nasceu, ali, uma paixão pela física. Uma frase que muitos podem achar boba, mas tocou fundo em mim: "Deus não joga dados com o universo", disse Einstein. 




    Por este simples fator, dentre tantos outros já aferidos pelo filósofo e professor da Unicamp, já poderíamos definir o quão errônea torna-se a afirmação deste amigo de infância. Afinal, tudo depende da luz interior do pesquisador. Fico muito feliz que toda evidência científica seja colocada à prova, pois isso reforça este texto. Evidências e interpretações são divulgadas por diversos meios e, com isso, pode-se recriar ou analisar e aferir se aquele experimento foi realizado da melhor maneira.


    É interessante ver que o ponto forte da pesquisa científica seja, justamente, o que nunca poderá confirmar a frase de meu amigo. A força da ciência é ser colocada à prova e ter novas interpretações do fato estudado (objeto de estudo). Isso promove inúmeras interpretações científicas sobre o mesmo assunto. E isso causa, como consequência, a evolução do pensamento científico. Daí, vemos pesquisas que apontam, por exemplo, que o café faz mal, outras que apontam os benefícios do café e por aí vai.  Outro exemplo, mas este voltado já para a crença religiosa, diz respeito ao Santo Sudário. Repetindo à exaustão: mesmo objeto de estudo, estudos semelhantes, interpretações totalmente diversas. Alguns pesquisadores alegaram que o sudário seria uma fraude. O estudo deles foi colocado à prova, novas pesquisas foram realizadas e, hoje, um novo grupo já confere veracidade à origem do sudário.  


    E eu, meus caros leitores, me sinto um “homem das cavernas”, pois tudo aprendido na minha época de escola, hoje, está desatualizado. A ciência é maravilhosa, pois muda sempre e evolui, nunca estagnando o conhecimento. Na minha época de escola nós aprendemos:


1)    Leis de Newton eram universais. Einstein provou que tudo é relativo.

2)    A matéria tinha somente três estados: sólido, líquido e gasoso. Hoje temos um quarto estado da matéria- Plasma

3)    Na minha época existia a teoria de Darwin. Hoje já estamos no NeoDarwinismo.

4)    A realidade era compreendida como tendo 3 dimensões. Einstein provou que existia uma quarta dimensão.  Hoje já querem adicionar mais seis ou sete a esta lista. Olhe só!

5)    Plutão era um planeta! Era sim!


6) A matéria era composta unicamente por átomos. Super-cordas nem era cogitada como teoria. 


    E estes seis pequenos exemplos provam, também, que, como a ciência evolui, nada pode ser dito como 100% certo, então, são exemplos de que a frase de meu amigo foi fruto de sua inocência juvenil.  


    Atualização em 20 de maio de 2012- pai da psiquiatria moderna escreve carta pedindo desculpas por errar a interpretação de dados de sua pesquisa mais contundente. Novamente, dados e interpretações diversas. Clique aqui para ler o texto completo!

“Para os crentes, Deus está no princípio das coisas. Para os cientistas, no final de toda reflexão!”  Max Planck

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A oração possui poder atestado em teses científicas!


O Poder Humano
Estudos recentes demonstram como a energia humana transforma seu ambiente.



    Quem nunca viu Cavaleiros do Zodíaco, ou Dragon Ball Z, cujos personagens utilizam-se de sua energia vital, ou espiritual, para efetuarem golpes que destruiriam planetas e galáxias? Na cultura japonesa, o culto desta energia espiritual é antigo e pode ser visto em todos os meios de comunicação disponíveis. Estudos recentes demonstram que esta crença não é assim tão fantasiosa. Descrevo duas pesquisas recentes, uma do Brasil, e a outra do Japão, sobre a influência das energias humanas e como elas podem alterar o ambiente.


“A Mente é o criador de tudo, a Mente é a Substância que preenche o Universo, a Mente é Deus onipotente e onipresente. Quando a Mente deste Deus onipotente, deste Deus perfeito, entra em vibração e se torna palavra, desenvolve-se todo o fenômeno e todas as coisas passam a ser.” ( Sutra Sagrado Chuva de Néctar da Verdade, Masaharu Taniguchi, 1936.)


    O cientista e pesquisador, Dr. Masaru Emoto, por meio de uma pesquisa simples, mas muito competente, concluiu que a água transforma-se segundo as vibrações, energias e palavras nas quais está submetida. A conclusão desta pesquisa pode ser achada no livro “O Milagre da água”, da editora Cultrix. A pesquisa é simples, pois coloca um pouco de água para receber uma oração e, após isso, congela-se a água e a fotografa. A água que recebeu orações e belas palavras transforma-se em um lindo cristal.






    Sobre esta pesquisa, o site Orando pela Terra nos dá uma ótima reflexão ao publicar, em suas linhas, a seguinte frase: “Lembremos que nosso organismo é composto por 70% de água. Assim, pensamentos, sentimentos e emoções de amor, fé e alegria vibram positivamente em toda a estrutura psíquica e espiritual, refletindo-se em nosso corpo carnal. Por isso é muito útil ficarmos perguntando sempre a nós mesmos qual é o tipo de energia que estamos gerando nas moléculas de água do nosso corpo”.


    Como já foi estudado pelo pesquisador, e já foi nos dado segundo as palavras do Sutra Sagrado, a Mente que domina o universo, e que transforma a água, é a responsável pela alteração de mundos interiores. E isso tem alguma ligação prática conosco? Segundo estudos do médico Ricardo Monezi, para conclusão de seu mestrado em Ciências, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, existe alteração fisiológica pela imposição de mãos em práticas de oração. Assim ele resume sua tese de mestrado “Avaliação de efeitos da prática de impostação de mãos sobre os sistemas hematológico eimunológico de camundongos machos” (2003)


“Estudamos a impostação de mãos sobre camundongos, avaliando parâmetros hematológicos e imunológicos. Nossos resultados demonstraram nos animais que receberam a impostação de mãos uma diminuição significativa do número de plaquetas, elevação do número de monócitos na leucometria específica, elevação da atividade citotóxica de  células não-aderentes com atividade  NK e  LAK. Os grupos controle e placebo não mostraram qualquer alteração Os resultados encontrados nos levam a concluir que há uma alteração fisiológica decorrente à impostação de mãos e que há que se estudar por que ela ocorre”.






   A impostação de mãos, segundo esta tese, colaborou para melhorar a vida de camundongos machos mediante elevação de seu sistema de defesa biológico. São duas teses que se complementam e contribuem para reforçar a cultura japonesa, da energia espiritual (mental), e as práticas milenares de cura pelas orações. É curioso como a cultura científica começou a se aproximar  do que já é praticado a milênios e começou a confirmar que tais práticas não são crendices, mas possuem efeito prático. Então, vamos orar? E, mais importante que orar, vamos acreditar em um mundo melhor, pois nossa Mente alcança Deus. Vamos mentalizar um mundo melhor!


“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor” (Tiago versículo 5: 14)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quadrinho: Cápsula do Tempo e a Minami!

Cápsula do tempo é uma brincadeira na qual se coloca, dentro de um baú, alguns elementos de nossas vidas, como livros ou textos escritos, fotos ou recordações de uma época, e enterramos o baú para um futuro próximo. Podemos desenterrar depois de algum tempo, ou deixar para que alguém o faça no futuro. Como vou criar textos para uma cápsula do futuro, decidi fazer um quadrinho sobre isso. Claro que a Minami tem suas ideias particulares sobre o propósito de uma cápsula do tempo! KKKK Cliquem para ampliar!


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Kira e L


Kira e L- espada e balança!





Kira é justiça com espada erguida para punir severamente,

Justiça com olhos bem abertos para tudo enxergar,

L é a justiça da balança que tudo pondera verdadeiramente,

Kira é justiça com espada erguida para punir severamente,

Kira não é melhor e nem pior que L- a balança,

Justiça dos homens, limitada, que nem tudo enxerga, ou alcança,

Kira é justiça com espada erguida para punir severamente,

Justiça com olhos bem abertos para tudo enxergar.



COTIDIANO


    Kira, ou Light, e L são personagens de um polêmico mangá chamado Death Note e, para mim, representam duas formas de justiça (Iustitia e Dikè) conforme já havia analisado aqui (clique). Resolvi fazer um triolé com estes dois personagens. Espero que gostem. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quadrinho e poema: Caminhos!

O quadrinho é uma resposta a uma angústia minha. Ao escrever um poema para o livro Sete (ed. Litteris) acabei por comparar a alma de um poeta com um mortuário. Hoje, com este quadrinho, eu respondo a mim mesmo sobre este tema.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Livros


Livros



Aquele que lê,
Eleva sua alma,
Engrandece-a!


COTIDIANO


Um haikai sobre livros e o que acho importante na leitura. Sem nenhuma inspiração específica. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dvds para colecionadores- Oh My Goddess!


Oh My Goddess- Volume 1 ao 6


    Como colecionador fanático de dvds, eu sempre me pergunto aonde vamos parar com a crescente evolução das streamings tvs e da pirataria? Matéria do Crunchyroll nos indica que a crescente onda de compras pela internet está acabando com as grandes redes de mercado, como a Best Buy, que fechou diversas lojas físicas de sua rede. Segundo o artigo, a diminuição das lojas físicas, da Best Buy, pode promover uma maior procura pelos serviços de streaming tv, tal qual o Crunchyroll o é. Também fui conhecedor de uma pesquisa de vendas de dvds no Brasil, que indicou a diminuição das vendas em um nível nocivo para a indústria.


    Apesar deste parágrafo totalmente sombrio, creio que a indústria de vendas de dvds se concentrará na venda de produtos para colecionador e a um preço acessível. Pequenas empresas estão entrando nesse mercado. Apesar de desconhecer se a AnimeWorks ainda produz, ou se ela não mais produz, eu conheci um trabalho interessante da empresa. Oh My Goddess, com um box do volume 1 ao 6, que garante toda a primeira temporada da animação, me chegou ontem. Fiquei feliz com o trabalho realizado, que exponho à seguir:





    A capa é plastificada com uma imagem belíssima da deusa Belldandy, com destaque para a imagem e um título colocado no centro dando equilíbrio à imagem total. A sensação visual que a capa, como um todo, transmite é de serenidade. As cores predominantes são o azul e o branco e nos causam uma sensação de alegria e tranquilidade. É difícil não ficar contemplando a capa por um bom tempo.





    A capa final a nos traz, novamente, o predomínio do azul e do branco e possui um equilíbrio visual interessante, pois todas as imagens estão do lado esquerdo, enquanto que a explicação da série está no campo direito em um bloco conjunto. Um bom trabalho de equilíbrio de imagem e texto, pois a capa final, a meu ver, não possui um lado mais pesado, visualmente, que o outro. É uma sensação de equilíbrio muito interessante. Também não achei que a contracapa tenha ficado poluída com todas as informações e imagens, porque tudo ficou no seu devido lugar.





    Os dvds estão colocados de maneira a se ajustarem um ao outro. Todos os seis dvds estão com belíssimas imagens, de todos os personagens principais da série, e são um encanto. As cores do logotipo dos dvds variam, então, não fica tediosa a escolha dos dvds para se assistir.  Só achei engraçado que o furo central do primeiro dvd está tão perto de uma parte íntima da personagem Belldandy que eu tive que rir ao ter que inserir o dedo lá para colocar o dvd no player. **Desculpa Belldandy** ^___^”





    Sobre o conteúdo, assisti ao primeiro dvd apenas, afinal, chegou ontem, minha gente, mas não fiquei desapontado, pois em um único dvd pude assistir a todos os 5 primeiros episódios, trailers, e entrevistas com os dubladores japoneses da série e isso me deu a certeza de que a capacidade de cada dvd foi usada quase ao máximo. O som é que foi regular, pois tanto o som em japonês, como o som em inglês, foram realizados em 2.0 cada.



    A série é genial. Estava com saudades de assistir animações do estúdio AIC, que realizou Tenchi Muyo, El Hazard, BBG Crisis Tokyo 2040, Blue Seed entre tantas outras séries que embalaram minhas noites pós-faculdade, ao assisti-las no extinto canal Locomotion. As animações são sempre belas e, perdoem-me se houve alguma animação em 3-D, mas eu não as notei, fiquei com os olhos pregados na lindíssima animação 2-D e somente para ela. Claro que essa última frase foi irônica, para enfatizar meu apreço pela animação 2-D.






    Comprei esta maravilhosa coleção pela Livraria Cultura e ao preço de R$169,90 mas o preço acabou de subir para R$194,90. Não considerei caro comprar a menos de 170 reais, pelo trabalho artístico que pude perceber, e apreciei cada detalhe deste dvd. Se a indústria de dvds desejar sobreviver ao mercado ditado pela internet, pirataria e streamings tvs, deverá sempre produzir material com esta qualidade (ou superior) e a um preço acessível para quem quiser colecionar, assim como eu.   

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quadrinho e poema: O silêncio!

Boa segunda-feira a todos! Resolvi inovar neste início de semana e criei um quadrinho para expor um poema. Fiz um haikai sobre o silêncio. Como é bom poder dormir e escutar os animais da noite, o silêncio calmo e nada de música alta reverberando em minhas paredes. Espero que gostem e cliquem para ampliar!


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Quadrinho: A amizade é bela!

O quadrinho enfoca uma experiência que minha mãe teve com uma amiga. Ela achou que a mulher era 100% à prova de falhas, até que precisou dela. Achei que ficaria divertido colocar esse tipo de situação, em um quadrinho, pois beira o humor negro que tanto gosto! Cliquem para aumentar!


terça-feira, 24 de abril de 2012

Poema: O vazio torna-se a inspiração!






Procuro algo que me inspire, que realize a motivação,
Difíceis letras, alma separada da mente e do coração,
Vazio estou para escrever,
O que dizer quando as palavras não te respondem? O que dizer?


É um momento no qual o escritor não produz,
Nada o seduz!
Não há luz!
Tal qual ouro que não reluz!


Mesmo nesse breu de criatividade,
Não se deve parar a atividade,
Torne o vazio de sentimento em palavras de expressão,
Faça disso sua inspiração.


As palavras saem lentas e preguiçosas,
Mas já formam um texto com lições prazerosas,
De inspiração, teimosia e persistência,
No momento em que a criatividade dá um pulo, uma latência.


Mesmo sem ter o que escrever,
O poema consegue sobreviver,
Se o poeta conseguir achar,
Inspiração no nada, no simples procurar.



COTIDIANO


    Estou escrevendo isso no domingo, mas vou programar o blog para atualizar com este texto somente na terça-feira. Como viram, foi um domingo sem muita inspiração, mas eu precisava atualizar e adiantar algumas tarefas, pois esta semana será tão cheia de atividades quanto a semana passada. Como não tenho a intenção de deixar o site parado como antes, resolvi programar várias atualizações. Espero que gostem desse texto!




segunda-feira, 23 de abril de 2012

Fate Zero e um estudo dos arquétipos heróicos!


FATE ZERO- HEROÍSMO E DIGNIDADE (Contêm SPOILERS)

O heroísmo retratado nos dois primeiros capítulos, segundo a visão de estudos à luz do heroísmo do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal!





    Nos dois primeiros capítulos de Fate Zero, nesta segunda temporada, vimos o trabalho em equipe dos envolvidos para exterminar uma ameaça em conjunto: Caster. Enlouquecido por uma sede de sangue, e crueldades além de qualquer limite, determinou-se o extermínio de Caster e de seu mestre. Com isso, observou-se o comportamento de diversos níveis heróicos em cena.


    Estudo de Helcio de Queiroz, divulgado no site Svhoong, com o título “Atos de Heroísmo” descreve as atitudes que definem um ato heroico no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Tal estudo nos fornece material para a análise do comportamento dos personagens nestes dois primeiros capítulos de Fate Zero (segunda temporada).


    Antes disso, demonstremos mais sobre as classificações de Heróis, segundo o mestre em Letras- Eduardo de Araújo Carneiro- em Bravura, Glória e Imortalidade: O Heroísmo na História! Segundo o autor:


“Apesar das ‘mil faces’, o mito do herói, segundo Campbell (1988), é uma metáfora semelhante empregada nas diversas culturas. Os heróis têm ‘jornadas’ quase idênticas, passando por rituais de separação, iniciação e retorno. A explicação para tal semelhança, de acordo com o antropólogo, é que o mito é uma produção espontânea da psique ‘e se torna parte da vida cultural de um povo’”  (Eduardo Araújo: 2008: 93p)


    Mais à frente, ele cita os tipos mais frequentes de heróis encontrados em todas as culturas. Muitos estudiosos alegam que a imagem heróica é subjetiva e ligada a cultura de quem cria o arquétipo, então, insiro aqui os personagens de acordo com estas definições, embora saiba que, aos meus olhos, alguns aqui são vilões de fato. Entretanto, mesmo os vilões de Fate Zero possuem utilidade pública, pois até o Ryunosuke virou cartaz para promover a coleta de doações de sangue no Japão.




    Prossigo com o texto deixando minha opinião que nunca colocaria um bandido como um tipo heroico, pois acredito que heroísmo é “Virtude excepcional própria do herói. Qualidade do que é heróico. Fig. Arrojo, coragem, magnanimidade, bravura que leva a praticar ações extraordinárias”. (Dicionário) Mas sei que muitos consideram alguns vilões de Fate como heróis e conseguem embasamento para justificar estas alegações em estudos sobre a subjetividade na construção de figuras heróicas. Por isso, forçosamente os insiro nestas classificações.




    Então, aqui já entro, no seriado, com alguns exemplos do que se pode achar. O profeta (-), o revolucionário (Kariya Matô), o bandido (Ryunosuke), o músico (-), o poeta (Lancer), o presbítero (Kirei Kotomine), o gênio (Kiritsugu) e o político (Tokiomi Tosaka).



    Kariya entra como o revolucionário, pois, revoltando-se contra o destino de suas duas sobrinhas, aceita tomar o lugar de uma delas para enfrentar a batalha pelo Graal. Pelo estudo de Helcio de Queiroz, Kariya estaria enfrentando um fato nível 3: “excepcionais, como aqueles em que há riscos potenciais de vida (...) mas que exige medidas urgentes, sendo o tempo um dos grandes obstáculos; na verdade as condições de segurança são distorcidas e os profissionais têm como intenção realizar o salvamento a qualquer custo”. Mesmo sacrificando a própria vida, Kariya tenta salvar suas sobrinhas de um destino cruel. Um ato heroico em nível 3!



    Kirei Kotomine encaixou direito na definição da tese de Eduardo, pois é um padre que, por necessidade política e religiosa, faz um acordo com Tokiomi para uma melhor utilização de seus esforços em conquistar o Graal. Tokiomi, por sua vez, é o próprio político, realizando inúmeros acordos para manter o interesse e status de sua família. Ele vende, inclusive, as filhas para alcançar suas intenções. Isso causou a revolta de Kariya tornando-o o personagem revolucionário, ou seja, aquele que revolucionou a história, impedindo que uma de suas sobrinhas fosse usada durante a batalha.


    Lancer é o típico herói do romantismo medieval. Culto, poeta, bravo guerreiro e habilidoso, possui uma história de amor proibido por uma princesa, ao estilo do personagem sem nome que escrevo desde 2006 em meus contos do “Cavaleiro e a Princesa”. Eu o coloco como o "herói-poeta", pois sua história remete aos contos românticos medievais.


    Kiritsugu é o próprio gênio da história. Com habilidade e treinamento, este personagem é capaz de minimizar danos, mediante experiência e frieza. Segundo Helcio, ele agiria em nível 1 sempre: “induzido pela atividade, ou seja, a própria natureza profissional induz (...) um comportamento de risco a cada operação; este risco tem viés subjetivo, mas sua consistência é perfeitamente mensurável por um raciocínio lógico que determina padrões de conduta operacional para cada situação”. Risco calculado e ações planejadas o tornam o personagem heroico gênio deste seriado.


    Finalizo com as palavras do Mestre em Letras, pois acredito que Fate Zero, possivelmente, determinará estas pequenas linhas como seu objetivo final da narrativa, deste grande clássico dos seriados japoneses, e, ao ler este pequeno parágrafo, surge-me na mente a imagem da Saber:


“Para finalizar: o Herói não pode ser aquele que mata ou o responsável por ela, não há nobreza nenhuma nisso. O Herói deve ser aquele que resolve conflitos respeitando a vida. A bravura deve estar nos gestos de tolerância e não nos de eliminação do outro. No amor e não no ódio, na vida e não na morte, no altruísmo e não na xenofobia, no amor e não na violência. Na guerra não há vencedores no sentido pleno da palavra. Nela todos se tornam estúpidos, insanos e bárbaros. Esse modelo militar de heroísmo não serve.”







Fate Zero passa, liberado para o Brasil, de forma oficial, pelo Crunchyroll! Clique e assista!