sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Férias

Estarei de férias até o dia 02/01/2012! O blog tem muitas mensagens interessantes, análises de conteúdo em animê e cartoon e quadrinhos, além de poemas, então, divirta-se com o conteúdo e eu retornarei na data anunciada! Desejo um feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos! :)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Está chegando o Natal!

Está chegando o Natal!


 


O Natal está chegando e, com ele, uma sensação diferente. É o dia em que escolhemos coroar o nascimento de Jesus. Citando texto de Guilherme Lieven (pastor Luterano):


 


 “O Filho de Deus, Jesus de Nazaré, nasceu em Belém, como uma criança humilde e marginalizada e encontrou todos e todas neste mundo, oferecendo-lhes a presença e a reconciliação de Deus. Em torno deste acontecimento há muitas decisões e tradições herdadas do passado”.


 


O Papa Bento XVI assim discursou:


 


“A celebração do Natal recorda-nos que, aquele menino nascido em Belém, Deus aproximou-se de todos (...) que nestes dias santos, a caridade cristã se mostre singularmente ativa para com os mais necessitados.” O texto completo também exalta a humildade do eterno em se fazer terreno.


 


O mesmo disse Emmanuel, ao permitir a psicografia de suas palavras pelo médium Chico Xavier:


“As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.


A Manjedoura foi o Caminho.


A exemplificação era a Verdade.


O Calvário constituía a Vida”


 


Nestas palavras podemos perceber a necessidade iminente de humildade e caridade. Sentimentos sinceros que já foram alvo de pensamentos como os do ator e diretor Charles Chaplin :


“Pensamos demasiadamente


Sentimos muito pouco


Necessitamos mais de humildade


Que de máquinas.


Mais de bondade e ternura


Que de inteligência.


Sem isso,


A vida se tornará violenta e


Tudo se perderá”.


 


Então, pelas palavras destes sábios corações, façamos deste Natal uma data ainda mais especial, compreendendo e praticando a humildade e a caridade. E que não seja apenas na ocasião do Natal, mas que o Natal seja o primeiro dia de uma determinação pessoal de cada um, de que há de se querer fazer o bem e praticar a caridade sempre que possível. Pois o bem, um dia, retorna! 


Que o Natal não seja apenas presentes, mas doações múltiplas de amor e caridade!






terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Poema: Guarda-me!

[caption id="attachment_366" align="aligncenter" width="450" caption="Excalibur"][/caption]

Guarda-me os caminhos por onde passarei! Passarei por trevas e escuridão, pois este é o caminho que escolhi trilhar. Guarda-me, pois com tuas orações! De nada vale a espada, se o espírito não acompanhar, com fé, o fio da lâmina. É tal qual espada de madeira, ou ferro enferrujado. Guarda-me para que meu espírito não se abata! Guarda-me com tuas orações para que, de noite, eu lembre de teu perfume e sinta-te perto de mim. Meu consolo é teu abraço e teus lábios a me esperar! Meu consolo é saber que este caminho tortuoso, e tenebroso, me levará rapidamente aos teus lençóis. Guarda-me assim como já guardei teu castelo e tua mocidade! Ansioso por ti estou, então, guarda-me!


 


Cotidiano


 


Aqui estou eu para explicar este poema! Ele faz parte da coleção “Poemas do Cavaleiro” que comecei a escrever algum tempo atrás. Eu adoro a época medieval e os textos românticos que de lá germinaram. Adoro histórias de cavaleiros, ao estilo capa e espada, e as relações entre o cavaleiro e a dama. Curiosamente, comecei a escrever nesse tema após acompanhar a série clássica de Sailor Moon quando esta passou na extinta Rede Manchete. O relacionamento do Darien e da Serena acabou por ressuscitar, em mim, este tipo de paixão.  Aqui embaixo está outro texto meu nessa mesma linha:


 


DIA DE VITÓRIA! (Poema-Conto do Cavaleiro. Laureado.)


 


    Caminhas em minha direção? Olha-me nos olhos e sorri? Será que, finalmente, percebestes que eu existo? Aproxima-te de mim com tanta leveza, que minha espada treme com tua presença. Abraça-me e chora em meu ombro. Gentilmente, eu a aceito.


 


— Por que choras?— Pergunto vacilante.


 


— Descobri teu amor. Vencida fui por tua determinação. Tua espada a me defender, tua habilidade a me proteger e tua honra a me preservar. Tu foste, para mim, um escudo, uma foice e um amigo.


 


— És gentil, princesa!  Mas sou vassalo e guerreiro. Tu és a mais bela do reino...


 


— Não te atrevas a desistir, ou recuar. Abri-te o meu coração e confessei-te o meu desejo. Não me recuses.


 


     Teus olhos firmes... não... há medo em teus olhos!  Medo que eu te rejeites? Pois devo, agora, confessar-te:


 


— Princesa! Em teus olhos vejo a convicção da nobreza e a beleza de tua natureza. Vejo além, pois vejo a insegurança de tua juventude e o medo de tua alma. Não te recusarias. Eu te aceito, mesmo que perca, com isso, o privilégio de cavaleiro.


 


    Os olhos dela se alegram. O toque de suas mãos me dá segurança e o meu toque lhe dá proteção. Esse dia foi o dia de vitória e, hoje, sei que tudo posso.


 




SETE, 1ª EDIÇÃO- Editora Litteris- RIO DE JANEIRO- 2005.


ISBN- 85-7640-070-7


CDD- 869.91


CDU- 821.134.3(81)-1



domingo, 18 de dezembro de 2011

CHIHAYA E O ROUXINOL!

CHIHAYA E O ROUXINOL


 


**Cuidado texto com muitos spoilers**


 


Há um conto de um rouxinol que cantava nos jardins do palácio de um grande imperador chinês. Um canto tão lindo que fazia as flores mais belas, as cores mais ricas e o dia mais claro. O imperador descobriu este rouxinol e o prendeu em uma gaiola para o ouvir sempre. Este rouxinol não cantou mais, mesmo com todos os esforços do rei. Conta a parábola que o rouxinol conseguiu fugir de sua gaiola dourada, repleta de joias e petiscos saborosos. O rei, muito furioso, acabou adoecendo com muita mágoa. Há muitas versões desta parábola, e ouso dizer que o enredo de “The Idolm@ster 20” é uma releitura desta fábula de maneira intensa e criativa.


 


Chihaya acaba sendo fotografada no túmulo de seu irmão e o presidente da produtora rival, por intermédio de contatos em revistas, acaba por divulgar matérias caluniosas à respeito da Chihaya e seu relacionamento com o irmão, a morte dele, e o divórcio subsequente de seus pais. O trauma de ser exposta daquela maneira confere a cantora um trauma psicológico que a impede de cantar. No fundo, ela se sente culpada pela morte do irmão e as lembranças dele acabam por afetar a voz. Ela não consegue cantar, tal qual o rouxinol engaiolado. 


 


Apesar de toda a ajuda que ela recebe de suas amigas e do produtor, que pode ser comparada aos petiscos que o rei conferia ao rouxinol, ela desiste de cantar. Ela foge por não conseguir vencer o bloqueio que lhe impede de cantar. O bloqueio são as grades douradas da gaiola que impedem o rouxinol de cantar. Em um momento tenso, e realmente sério, nós vemos a tentativa das outras garotas em ajudar a amiga a vencer este obstáculo.


 


O grande ponto de retorno, que nos retira das sombras da depressão da personagem, é a aparição da mãe de Chihaya que entrega um livro, com os desenhos do irmão dela, a Haruka. É a resposta necessária para dar uma virada no roteiro. Haruka consegue convencer a abatida amiga a voltar a cantar, pois era o desejo de seu irmão que ficava feliz ao vê-la cantar, pois ela sorria ao fazê-lo.


 


O clímax aproxima-se, Chihaya aparece para o concerto e sobe ao palco. De súbito, o trauma retorna, imagens de seu irmão morto assombram-na, e a voz falha. Parece o fim para a carreira dela, mas eis que surge o “Personagem Transformador” que, neste caso, não é apenas um, mas todas as garotas. Com tamanho apoio de suas colegas, uma reviravolta interna começa a acontecer. Chihaya vê o espírito de seu irmão sorrindo novamente, pedindo para ela cantar, e ela percebe seu inconsciente se manifestando na forma do seu “eu infantil”, ou seja, aquela garotinha que cantava alegremente para o irmão. E esta garotinha ergue sua mão para convidar o seu “eu adulto” a voltar a cantar. No ímpeto deste momento, ela canta de maneira esplêndida. O Rouxinol voltara a cantar!  


 




[caption id="attachment_360" align="aligncenter" width="300" caption="Quando unimos mente, corpo e espírito podemos tudo!"][/caption]

“Entretanto retorno, agora que precisas de mim. E apenas te peço que não tentes prender-me, ou o amor se perderia na revolta. É certo que não estarei contigo todo o tempo que quiseres, mas hás de ouvir-me sempre que me for possível. Deixa-me cantar para ti porque te amo, não porque assim o desejas!” (Releitura da fábula no momento em que o Rouxinol retorna para cantar no leito de morte do rei, por Rejane de Fátima Pedrosa Ramos).


 


“Deixa-me cantar para ti porque te amo, não porque assim o desejas” é a Chihaya e sua reconstrução interna que definem a ela uma nova motivação para cantar. Com esta descoberta, ela cai em lágrimas em um dos capítulos mais lindos que vi em 2011. Palmas para o diretor Takahiro Harada por conduzir esta orquestra de enredo com docilidade e com uma grandiosa animação!  E definir como cinco estrelas seria pouco, eu quero dar é 10 estrelas a este capítulo!!!!


 


 




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