sábado, 17 de dezembro de 2011

Tezuka Day e as homenagens!

TEZUKA DAY


 




[caption id="attachment_351" align="alignleft" width="179" caption="O mestre!"][/caption]

Muitos blogs, sites e vlogs escolheram o dia de hoje, 17/12/2011, para homenagear o magnífico mestre Osamu Tezuka. Tezuka foi o visionário autor que promoveu uma revolução na estética e narrativa de quadrinhos em sua época. Um desenhista tão competente e iluminado que foi merecedor destas palavras do editorial do jornal Asahi: “Por que os japoneses apreciam tanto os mangás? Parece que os estrangeiros estranham essa mania. Por que os estrangeiros passaram tanto tempo sem ler mangás? Um dos motivos é que eles não tinham um Osamu Tezuka no país deles” (10/02/1989).


 


Confesso que são muitos sites para visitar e não consegui ler todos. Alguns não abriram aqui. Como estou em um blog pessoal, posso confessar isso sem descrédito. É um alívio poder falar isso abertamente! J Porém, aqui está uma lista dos sites que visitei e um resuminho do que eles estão divulgando do mestre Tezuka:


 


Maximum Cosmo nos leva a conhecer de perto a criação do mangá Kimba, o Leão Branco, além de detalhar outras obras e peculiaridades do autor Tezuka. Textos riquíssimos em detalhes e com profundidade de conhecimento!


 


O Troca Equivalente nos leva a conhecer um pouco da trajetória do mangaká, sua formação e sua contribuição para o mundo dos mangás e animês.


 


Netoin nos analisa uma das obras de Tezuka chamada Fushigi wa Melmo. Análise do enredo e do traço do mestre nesta obra em especial.


 


O blog Graveheart nos analisa uma das obras primas de Osamu, que foi Buda. Não tinha como passar o Tezuka Day sem falar sobre Buda e Kimba, então este texto é fundamental para se compreender a paixão, carinho e talento que o mestre possuía.


 


Chuva de Nanquim, por sua vez, faz uma comparação excelente do mangá Pluto (Naoki Urasawa) e sua ligação com outra obra prima do mestre Osamu- Astro Boy.


 


O site JBOX nos traz ótimas notícias de trabalhos do mestre Osamu que serão publicados no Brasil em 2012, pela NewPop (a mesma que nos trouxe K-ON entre outros).


 


(Atualização: 15h40 do dia 17/12/2011)



Maurício de Souza também homenageia o mestre Tezuka com um desenho de ambos! Uma amizade muito bacana!





[caption id="attachment_355" align="aligncenter" width="450" caption="Desenho do Maurício em homenagem ao mestre Tezuka!"][/caption]

 


 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Top 10 virou Top 05!

As aberturas de animês abusam de muitos clichês, como aves voando, gente correndo, gente dançando, muito verde e árvores, cenas estáticas dos personagens, entre outras cenas comuns e, às vezes, misturam tudo isso. É o que eu identifico como ponto comum em todas as aberturas. As aberturas que fugiram dessa rotina comum, ou tornaram-na menos estressante aos olhos, ganharam destaque aqui e digo o porquê. Este, então, será meu TOP 05 com as melhores aberturas, na minha opinião, de animês. Só vale produções feitas para a televisão.

 

1- Death Note abertura 1- Abertura genial, pois usou as cenas estáticas para demonstrar, relacionando-as com pinturas clássicas, a motivação interna que impulsiona os personagens. Exemplo, a Pietá divinamente copiada para exibir a verdadeira motivação da Naomi em conseguir prender o Kira.

 







 

2- Usagi Drop- outra abertura original.  Como o animê trata do mundo infantil, nada melhor do que representar toda a ingenuidade de uma criança através de um desenho que represente o desenho feito por uma criança. Então, nada melhor do que usar coelhinhos hehehe!

 







 

3- Idolm@ster- a primeira abertura  usa do clichê do pessoal dançando, mas o faz dentro do enredo do animê, pois elas estão se preparando para um show que farão. Apesar de usar o clichê, este é justificado pelo propósito do animê que trata de "idols". E tudo muito ágil e com uma movimentação bem realizade.

 







 

4- Macross é um cult e esta abertura lembra aqueles filmes americanos ao estilo Top Gun.  Caças se transformando em robôs de ataque, rolando como soldados e destruindo inimigos. E, considerando-se como eram feitas as animações na época, esta abertura é muito movimentanda! É clássico!

 







 

5-  Conde de Monte Cristo (Gankutsuou) mostra cenas que remetem a lembranças, como se fosse feito com papel antigo. Sim, possui as aves voando, gente correndo e cenas que lembram a abertura de Neon Gêneses Evangelion, mas possui aspectos da época medieval, como a musa no gazebo (tal qual o meu poema anterior). Vale estar aqui no Top 05!

 







 

 

 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Foi uma musa que me inspirou!

Fui Inspirado por doce musa angelical!


Bucólicos são os poemas românticos que enaltecem o verde,

Verde para valorizar o jardim,

Jardim que no horizonte se perde,

Perde-se de vista os floridos campos protegidos por colunas de marfim.

 

Minha imaginação vai longe ao escrever sobre estas formas poéticas,

Poéticas de fato, com colunas de marfim, flores, rosas e setim,

Setim que oculta uma princesa, contra tentações maquiavélicas,

Maquiavélicas são as intenções, creia em mim.

 

Uma princesa imaculada vestida de seda,

Seda que lhe recobre o corpo divino,

Divino!  Deitada em um gazebo, neste jardim, atraindo o olhar felino,

Felino, pois são olhos de caçador que brilham como uma labareda.

 

E aqueles cabelos caindo por sobre uma almofada,

Almofada que exala perfumes, mas você se contêm,

Contêm este ímpeto da carne, e se mantêm,

Mantêm longe, apreciando esta sua amada.

 

A poesia romântica é assim: platônica, bucólica e instigante,

Instigante, pois saber que uma princesa está ali deitada,

Deitada à espera de seus desejos, naquele instante,

Instante em que esta imaginação é por mim apreciada.

 

Ah, é um amor difícil, puro e esquecido,

Esquecido, pois hoje vamos sempre às vias de fato,

Fato! Não tem como contestar, o romantismo está vencido,

Vencido pelo prazer carnal, imediato.

 

Ainda nem entrei na questão da religiosidade,

Religiosidade é outro ponto do romantismo,

Romantismo medieval, que versava sobre uma divindade,

Divindade que poderia ser qualquer uma, sem pragmatismo.

 

Estes sãos os principais pontos do romantismo,

Romantismo como forma poética, construção da realidade,

Realidade que deu lugar ao Humanismo,

Humanismo que interpretou o amor de outra forma. E isso é verdade!

 

COTIDIANO

 

Bom, vamos entrar no subtópico cotidiano que, como sabem, uso para explicar a origem do texto poético acima. Que coisa bizarra! Quando digo que as palavras possuem vida própria, e o coração humano apenas as transmitem, eu não estou brincando. Acreditem, eu ia escrever sobre praias. Sim, era para sair um texto sobre praias e a ligação com o bucolismo. Ao invés disso, saiu um texto sobre as características da poesia romântica que são: bucolismo, amor platônico, musa inspiradora e religiosidade. O texto não fluía. Eu inventei de criar um poema em que a última palavra, de cada verso, repete como primeira palavra do verso seguinte, com exceção da última palavra, do último verso, de cada estrofe. Isso me amarrou demais e não deixou o texto fluir como eu queria. Todavia, acho que saiu um bom texto e espero que gostem do resultado, afinal, acho que foi minha musa inspiradora que recitou para mim. E, antes que perguntem, minha musa inspiradora, para este texto, foi uma pessoa muito querida que já faleceu. Estou quase acreditando em psicografia hehehe.

 





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Quadrinho: Na cantina!

Esse quadrinho foi inspirado, em parte, na minha reação ao ouvir o preço do pacotinho de suspiros em uma confeitaria aqui de Brasília. Tudo está tão caro! Daí surgiu este quadrinho. Coloquei um elemento cômico para finalizar a piada de uma maneira melhor. Espero que gostem!

[caption id="attachment_340" align="aligncenter" width="414" caption="Por: Patrick Raymundo de Moraes"][/caption]

 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Liberdade e a Classificação Indicativa!

LIBERDADE E A CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA!

[caption id="attachment_336" align="alignleft" width="225" caption="A decisão está certa na questão psicológica? Não sei!"][/caption]

Para quem está acompanhando o julgamento da classificação indicativa, no STF, essa foi a palavra chave de todos os votos ali expressos- até o momento- Liberdade. Quando pensei em assistir ao julgamento, e tentar resumir os votos aqui, temi não conseguir absorver tamanho conteúdo. Mas foi mais fácil do que imaginei e posso afirmar que a palavra que resume tudo é justamente essa. Com este julgamento, torna-se claro, para mim, o posicionamento do Supremo Tribunal Federal quanto a esta questão.

“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.” (Constituição Federal- artigo 5°, IX) .

E este artigo, aliado ao artigo 220, da CF, promoveu mudanças radicais em nossas vidas. A Imprensa perdeu sua lei e a obrigatoriedade do diploma de Comunicador Social- Jornalista para o exercício da profissão. Além disso, a classificação indicativa parece, até o presente momento, estar em eminente risco de mudança, embora ainda não haja resultado, pois o Ministro Joaquim pedira vista.

O Ministro Ayres Britto defendeu, em seu voto, uma ligação entre a liberdade de imprensa com a liberdade dos veículos de comunicação. Para ele, a liberdade é plena. Ele voltou a repetir esta crença durante a abertura do “Painel RBS”, em Porto Alegre, na última sexta-feira (09), ao afirmar que “em uma democracia, os excessos de liberdade se corrigem com mais liberdade. Se você não absolutizar a liberdade de imprensa, você vai absolutizar a censura prévia. Ainda estamos desacostumados com esta ideia de plenitude jornalística. A liberdade de imprensa está passando por um período transicional”.

O Ministro-Relator Dias Toffoli, brilhantemente, em um voto muito interessante, salientou que a classificação indicativa deveria ser, usando-se de hermenêutica gramatical (linguística), unicamente INDICATIVA, e não repressora, como está no estatuto da criança e do adolescente. Daí, até o presente momento, o STF está se inclinando a modificar o estatuto da criança e do adolescente para manter o texto original da Constituição Federal (CF) nos artigos já citados.

Aliás, o orador da tribuna, que defendeu a mudança no estatuto, usou-se de inúmeras formas hermenêuticas (inclusive a gramatical) para defender seu ponto de vista. Ao ouvi-lo discursar, fui convencido de sua tese.

Já critiquei, neste blog, inúmeras decisões do tribunal, mas este julgamento, se for encerrado, assim como se iniciou, promoveu, em mim, uma nova ideia sobre o STF. Tenho que admitir que eles estão acertando com esta questão da Classificação Indicativa. Não me compreendam mal, pois existem inúmeras formas de se interpretar um texto e a interpretação jurídica do STF está absolutamente certa. Eles estão certos na questão sociológica ou psicológica (na construção do caráter e moral das crianças)? Não tenho a resposta, embora tenha medo do resultado final deste debate. Mas, juridicamente falando, o STF se mostra coerente com suas decisões anteriores (liberdade de imprensa, por exemplo).

 

Incoerência

 

Talvez a incoerência do STF, por enquanto, encontra-se na questão da liberdade de exercício profissional, pois o tribunal entende que, para certas profissões, não basta um diploma reconhecido por instituição de ensino superior credenciada e verificada pelo MEC, é necessário mais. E este “mais” (no caso um exame de ordem), divide os profissionais em três grupos: estudantes, bacharéis e advogados. Ou seja, aqui, não há LIBERDADE de exercício profissional por causa de um exame.