quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Poema: Uma rosa é símbolo de força!

Uma rosa é um símbolo,

Símbolo de sentimentos e fragilidade,

Fragilidade com a qual não concordo,

Concordo com os espinhos e com a tenacidade!

 

Tenacidade, pois como semente recai em qualquer solo,

Solo árido, ou desértico, cimento ou pedra, ela floresce,

Floresce forte e nos brinda com seu encanto,

Encanto que é o verdadeiro símbolo.

 

Símbolo de vida que supera o mais árduo terreno,

Terreno derrotado que vê tal encanto crescer,

Crescer forte, bela e cheirosa.

Cheirosa como uma princesa.

 

Princesa, este é o símbolo da vida,

Vida que supera tudo e vence,

Vence graciosamente, um verdadeiro símbolo,

Símbolo de que a vida sempre florescerá, vencerá, não importa o solo!

 

COTIDIANO

 

Eu esqueço o nome desse tipo de arquitetura poética, de construção de poemas. Quem souber o nome, e origem, me informe. Desde a época do UOL que eu faço essa pergunta, mas até agora não consegui me lembrar da resposta correta. Deve ser a idade! J A última palavra, de cada verso, repete como primeira palavra do verso seguinte! E esse poema foi inspirado em algo que vi, na Seicho-no-ie e que me fez refletir muito. Uma planta superou o concreto, além do muro de pedras, e cresceu ali, viva e forte. Naquele instante percebi que uma rosa não poderia nunca ser símbolo de fragilidade, mas de tenacidade! A imagem que ilustra este poema é semelhante a que vi no templo e melhor trabalhada, por isso a uso!

Quadrinho: Nas aulas de teatro!



Nem possui inspiração certa! Um quadrinho simples, sem cenário, com personagem  olhando o leitor como se fosse aqueles joguinhos japoneses. Sobre a piada, eu não lembro aonde a ouvi pela primeira vez, mas acho que foi em um filme na sessão da tarde, décadas atrás, mas não estou certo! Espero que gostem!

Nota 10 e Nota ZERO!

NOTA 10 & NOTA ZERO


 


Hoje, eu retorno com esta sessão do antigo blog. Eu sempre retorno aos restaurantes que resenho para verificar a consistência dos serviços e a estabilidade da qualidade da cozinha. Sim, um problema corriqueiro, em Brasília, é a instabilidade destes temas. ‘Gero foi maravilhoso na minha primeira visita, mas não obteve sucesso na minha segunda visita e me questionei se levaria uma estrela do Guia 4 Rodas. Na edição de 2012, o ‘Gero conseguiu a estrela, embora eu tenha receio que não se mantenha por causa da instabilidade. Pois aqui vai a Nota 10 desta semana! Nota 10 ao We (Gilberto Salomão) pois manteve a qualidade da cozinha e o atendimento cordial em todas as visitas e, tenham certeza, frequento muito. Carnes macias com cortes delicados e cuidadosos, risotos leves ao paladar, saladas com um ótimo equilíbrio de cores e temperos e um café gostoso. Tenho muita fé de que esta casa terá uma estrela no Guia 4 Rodas. Até brinquei com o chef, que outros chefs, de casas recém-inauguradas em Brasília, deveriam estagiar lá para aprender a ter qualidade.


 


 


A Nota ZERO desta semana ia para um restaurante inaugurado recentemente na nova ala do Parkshopping, mas minha mãe me convenceu a não fazer isso agora, pois, assim como estudo a estabilidade de serviços, eu deveria retornar a aquela casa para verificar a consistência do mesmo. Mas vou precisar de coragem para retornar lá. Fui uma vez e me serviram um corte de qualidade baixa, carne dura e queimada por fora, mas mal passada por dentro, além de biscoitinhos murchos junto com o café. Como se não bastasse uma cozinha péssima, fiquei esperando a conta por 9 minutos, pois o sistema estava fora do ar e a comanda teve que ser realizada de forma manual. E paguei caro por isso.  Então, a nota ZERO fica suspensa até que eu retorne novamente para descrever o serviço e a estabilidade do mesmo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um desbafo sincero! Como uma doença pode aniquilar ou reconstruir uma fé!

 


DESABAFO


 


Vou ser sincero com vocês! Se eu lanço um texto, eu me certifico de que aquele texto condiz com o que sinto, mesmo que seja um reflexo de um pensamento meu, de apenas um instante, mas ele deve sempre representar uma parte de mim, de meus pensamentos ou emoções, para que eu o aprove. Se um texto meu não condiz mais com o que penso, eu o deleto, retiro do mercado e faço tudo para que ele não cause atrito ou dores. E o Sob a Luz dos Ensinamentos Bíblicos foi um texto que pensei, por duas vezes, em tirar do mercado. Foram dois momentos que me fizeram repensar se aquele texto realmente ajudaria as pessoas, ou seria mais um aglomerado de palavras inúteis que serviria apenas de consolo aos que sofrem, sem lhes tirar a razão do sofrimento. Mas foram, também, dois momentos que confirmaram a sua razão de ser.


 


Dentro do meu interior há uma constante luta entre o determinismo e o livre arbítrio, exatamente como a luta entre o Neji e o Naruto, em Naruto (série clássica). Como escrevi, em meu texto sobre Fé e Razão, tento sempre nutrir a ambas e equilibrá-las, mas é um processo difícil. Quando minha avó faleceu, em 2008, por causa de um meningioma gigante, passei a acreditar no determinismo e que tudo estaria escrito, nada poderia ser mudado e essa condição se perpetuou ao orar pela filha de um amigo de minha mãe e que acabaria morrendo em seguida. Novamente, orações não passaram de palavras ao vento e pedidos que não se concretizaram. Estes dois momentos nutriram minha razão de que a oração de nada vale e minha fé ficou abalada, pois já estaria tudo traçado e determinado. Era o momento da vitória do meu “Neji-interior” (se posso chamar assim essa condição psíquica).


 


Naquele momento, retirei do mercado o Sob a Luz dos Ensinamentos Bíblicos por achar que ele não contribuía para o bem de quem o lia. Entretanto, dois momentos contribuíram para um novo pensamento. Neste ano, minha mãe estava paralisada do ombro esquerdo para baixo, com fortes dores, e aliamos a oração e a medicina moderna de maneira tão satisfatória que ela se curou sem a necessidade de uma cirurgia terrível no ombro. Neste instante, autorizei a reedição do Sob a Luz dos Ensinamentos Bíblicos, por achar que o mesmo havia nos levado a um bom caminho, aliviando a tensão e promovendo um bem-estar. O testemunho da minha mãe havia se tornado parte do miolo do livro. O momento seguinte foi mais intenso. Um membro muito importante de minha família adoeceu de maneira grave, novamente, e foi diagnosticado com um tumor severo chamado adenocarcinoma, e a biópsia havia achado, em dois pedaços de tecido analisado, valores de Gleason em 7 e 9 respectivamente. O órgão atingido foi plenamente removido em cirurgia. O médico, para garantir que o câncer não havia espalhado, abriu todo o abdômen deste familiar querido. Eu estava angustiado mesmo e confuso. Fui acolhido por inúmeras pessoas amigas que me ajudaram com orações, ou simplesmente ouviram os meus temores. Era a prova mais intensa que eu já havia passado em toda a minha vida. E eu pedia que, se a oração pudesse realmente ter um efeito para excluir a dor, e liberar um caminho novo, que este familiar pudesse retornar com sua saúde plena. Fomos busca-lo ontem no aeroporto, pois ele havia operado em São Paulo (Hospital Sírio-Libanês). E, ontem, ele nos disse: “Escapei por pouco. O médico havia dito que este tumor era tão agressivo que mataria em seis meses se tivesse espalhado. Pois não espalhou. Os exames indicaram que o câncer estava restrito ao órgão. Não vou precisar nem de quimioterapia ou radioterapia, apenas de um controle periódico para manter uma boa avaliação clínica”.  Agradeci muito a Deus! Após ter descoberto o câncer, até a retirada do tumor, havia passado um mês, ou seja, 1/6 do tempo de vida, se estivesse espalhado, mas não ocorreu metástase nesse período. Graças a Deus! Então, o Sob a Luz dos Ensinamentos Bíblicos, que tem por função tentar diminuir a dor e angústia de problemas diários, escapou novamente, pois se mostrou útil. A cura reconstruiu minha fé nos termos do Amor de Deus e de que uma oração pode ajudar uma alma aflita, nem que seja para lhe retirar um pouco do sofrimento e lhe dar o alívio no momento da derrota. Foi a vitória do meu “Naruto-interior”.


 


POSSÍVEL EXPLICAÇÃO


 


Há uma explicação poética, dada ao mestre Masaharu Taniguchi, quanto a estas situações. Ele recitou, em Revelações Divinas da Vida Eterna, que “teu corpo carnal é uma música executada por tuas cordas mentais. (...) Quando não chega a ocorrer uma grande mudança no ritmo da música mental executada pela Vida, mas apenas uma desafinação, dá-se-lhe o nome de doença, a qual se cura ao se corrigir o ritmo mental”. A correção do ritmo mental se dá por intermédio da oração, reflexão e do Amor de Deus. Porém, ele salienta, na mesma inspiração, que “quero dizer que a vida terrena deve necessariamente ter um fim. A vida terrena é música elementar. Não fiques triste por estares em vias de terminar essa execução musical. Isso é para executares nova música, mais elevada.” O mestre ainda reconforta os corações ao escrever que “Mesmo que finde a interpretação musical, o executante não morre porque ele, sendo filho de Deus, é imortal.” O grande mestre superior, Jesus Cristo, já havia proferido que a bondade de Deus é tão grande que tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis. Embora, às vezes, não a recebamos exatamente como a pedimos, pois Ele faz sempre pelo melhor de todos.


 


PROCEDIMENTO


 


Como foi meu procedimento nesse momento? Estava mesmo muito abalado, então recorremos (eu e minha mãe) a duas possibilidades de ação diferentes: ela fez orações em um santuário à escolha dela (Seicho-no-ie) e eu preferi me retrair. Eu me retraí por dúvidas quanto a esta situação e, por conhecimento bíblico, Deus já havia orientado que podíamos pedir em oração, em nosso quarto fechado, que Ele ouviria. E isso, aliado ao que o mestre Masaharu já havia orientado “o homem é filho de Deus. Ser filho de Deus significa ser filho da Grande Vida”, pude orar buscando o Deus em meu coração e de maneira isolada e retraída. Pude sentir alívio e, quando ele nos informou que o procedimento médico havia sido um sucesso, pude descansar e agradecer. Ou seja, pude descansar, hoje, e escrever este texto que é um misto de testemunho e desabafo! Obrigado por lerem!


 


NARUTO


 


Explicando Naruto. Neji pregava que tudo havia sido determinado e que nada poderia ser mudado, então, para ele, Naruto era um simplório tentando mudar um destino e ser o que ele nunca poderia ser (Hokage). Naruto, por outro lado, significava o livre arbítrio, ou seja, que poderemos mudar nosso destino e que nossos caminhos são livres e serão trilhados por nossos passos e construídos por nossas escolhas livres. No animê, Naruto ganha de Neji. No meu interior, Naruto, por enquanto, está ganhando do Neji! J