sábado, 15 de outubro de 2011

SONHOS







 


E O SONHO...


 


Um sonho não passa de um sonho? Apenas formas e ideias arquivadas pelo cérebro e processadas à noite, no momento de descanso? Não. Sou holístico, sou espiritualista, sou curioso. Sonhos são interpretações do diário, mas também respostas a uma alma angustiada. Um espírito antecipa um futuro utilizando-se de ferramentas do imaginário, arquivadas na mente, e tranquiliza um coração pela antecipação de eventos. Ao dormir, e sonhar, estaremos muito perto de tocar os limites selvagens do “mundo das ideias” de Platão.


 


“Assim como os filósofos que o antecederam, Platão também queria encontrar algo de eterno e de imutável em meio a todas as mudanças. Foi assim que ele chegou às ideias perfeitas, que estão acima do mundo sensorial.”


 


Para a semiótica, aqui está um segredo:


 


“Signo é uma entidade que é portadora da mensagem ou do fragmento dela.”


 


O mundo se apresenta e é conhecido pela experiência dos sentidos. Sensações, imagens e sentimentos são arquivados e processados. Mas não é só isso, pois o signo é tocado de forma mais profunda pelo espírito. O sonho é uma viagem do espírito através de dimensões interpretativas novas. Se o mestre Masaharu assim refletiu:


 


“Tudo que é transitório e sujeito a nascimento e morte não é essência; nada mais é que projeção da mente. Mudando-se a mente, muda também a forma. A matéria não é Imagem Verdadeira do ser;”


 


Então, já sabemos que o mundo material, não sendo perene, não cabe em si a plenitude das ideias de Platão e nem a imagem verdadeira do homem. Logo, não devemos tentar explicar os sonhos meramente pela ação sináptica, mas pelo todo que o homem é:


 


O que é eterno, eis o Eu! O que é imortal, eis o Eu! O que é universal, eis o Eu!” (Canto da Vida Eterna).


 Para o mestre Masaharu, o “Eu” é o signo, assim como para Platão. Como o “eu” é o signo, pela visão holística, então o “eu” é eterno, é mente, é corpo, é espírito. Por isso, afirmo que sonhos também são alentos que nos são enviados para evitar dores e lamentos. Sei bem disso.







 


Leitura complementar:


Daniel

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um novo jeito de fazer quadrinhos!

Conheci o Comipo! através do Crunchyroll e estou testando. Por enquanto, o software me parece muito versátil e me dá mais condições de trabalho que o Toondoo. Até agora está aprovado! Vejam vocês!

 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cultura japonesa e a influência em animês

CULTURA JAPONESA E A INFLUÊNCIA EM ANIMÊS


 


Quando soube que o governo japonês utilizaria animês e mangás para investir em um “poder suave”, que divulgaria o país, eu achei a proposta interessante.


 


“Apenas recentemente o governo japonês acordou para esse potencial, patrocinando eventos internacionais de animês e mangás - cujas séries são exportadas para dezenas de países - e nomeando embaixadores que rodam o mundo promovendo fenômenos antes encarados como subcultura.” (Cláudia Sarmento- o Globo)


 


Em meu estudo de 2005, eu já havia concluído que o mangá é uma mistura de crenças e valores que o identifica como um fator de identidade cultural, um sujeito pós-moderno. Mas alertava que esse sujeito pós-moderno possui muitos “eus” empurrando em direções diferentes. Então, comecei a estudar o enredo de mangás e animês (que possui um espaço neste blog) para verificar se, de fato, animês possuem esse poder de divulgação da cultura japonesa. É necessário, então, verificar o que os japoneses expressam como seu “eu”, ou seja, sua cultura, em animês. Já identifiquei que os desenhos possuem enredos com traços da religiosidade dominante, ou seja, eles difundem a religião japonesa.


Agora, identifico que os animês possuem traços da cultura japonesa.  Jô Takahashi, da Fundação Japão, já havia dito que uma das essências da arte japonesa é a sugestão. Ele complementa: “você sugere, não diz.” Logo, a arte transmite sem a necessidade de dizer. Tomemos como cultura japonesa, além da religião, que aqui já foi revelada, os seguintes elementos encontrados no site do Consulado Geral do Japão e tentemos buscá-los em animês.


1.0-       Bunraku- teatro de bonecos. Teve seu auge no período Edo.







 


2.0– Teatro Kabuki. É um dos gêneros mais representativos do teatro japonês. Foi criado por uma atendente do santuário xintoísta de Izumo. Significa: Ka (cantar), Bu (dançar), Ki (representar). Composto de música e dança, o Kabuki é reconhecido pela interpretação exagerada e a maquiagem que substitui as máscaras usadas no teatro No. Como Jo Takahashi disse, “a arte é uma sugestão”, é difícil achar um vídeo específico que mostre o Kabuki em anime, mas é fácil achar sugestões do teatro em animês, pois vemos referências a ele em personagens como Jiraiya de Naruto.







 


3.0-       Castelo de Himeji. Localizado na província de Hyogo é o representante fiel da arquitetura japonesa e representa o estilo arquitetônico clássico do século 17.







 


4.0-       Cerimônia do Chá. Não está representado no site do Consulado Geral do Japão, mas é identidade cultural japonesa. Cliquem aqui para ler sobre a cerimônia. Como no exemplo sobre o kabuki, é difícil achar um vídeo sobre um animê que fale do chanoyu, mas referências a isto são feitas em inúmeras séries: como quando Kenshin convida Aoshi (Samurai X) para conversarem e Aoshi diz que prefere beber um chá com o Himura. Em outro capítulo, Kenhsin prepara o chá para o Aoshi.







 


 


5.0-       Origami. Arquitetura de papéis. Para conhecer mais sobre origami, cliquem aqui- Unesp


 







6.0-       Ukiyo-e são xilogravuras e, segundo meu entendimento, contribuíram para a construção estética e narrativa dos mangás. Novamente, uma sugestão de imagens de um ukiyo-e na abertura de Saber Marionettes J.







 


7.0-       Shogi. O xadrez japonês. Cliquem aqui para conhecer!







 


Não pretendo esgotar toda a influência da cultura japonesa em animês, mesmo porque seria um trabalho árduo e que necessitaria de mais tempo, mas fica claro, por este simples resumo, que os animês, possuindo estas características da cultura japonesa, são capazes de divulga-las ao mundo e, realmente, servem ao propósito noticiado na matéria do “O Globo”.