sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Triolé: Sol e Fé



 

 

 

MANTER SEMPRE A ALEGRIA

 

O Sol se mantém alto,

Mesmo no dia mais sombrio,

Podemos olhar através das nuvens.

O Sol se mantém alto,

Mesmo no mais nublado dos dias, podemos sentir seu calor.

O Sol é a Fé de que a vida continua.

O Sol se mantém alto,

Mesmo no dia mais sombrio.

 

COTIDIANO

 

O poema acima é um triolé, ou seja, uma construção poética de 8 versos, ou mais, que repete alguns versos, na seguinte ordem: A-B-C-A-D-E-A-B. É uma construção oriunda do medievalismo francês. Não importa qual a dificuldade que enfrentaremos, temos a certeza de que a Fé é o nosso Sol para nos mostrar um dia perfeito. Nossa, nestes últimos 8 dias, tenho provado como a misericórdia de Deus é perfeita e seus caminhos são sempre retos.

Estamos ficando velho quando...

Ficar velho é normal. Quem nunca se sentiu assim, ao passar dos 35 anos, que atire a primeira pedra (estou para completar 36 hehehe)!  Aqui vão três sinais que indicam se você está ficando mais velho! :)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Traços de Religiosidade em Animês- Cristianismo (Formatado)




Um pouco de história para entender melhor o enredo cristão em animês. É rapidinho. A influência cristã deu-se com a chegada dos portugueses ao Japão, em 1542, e o jesuíta Francisco de Xavier em 1549.  O siteOtakismoassim comenta esse período:


 “É fato conhecido que Portugal, até então dono do monopólio comercial marítimo, foi o primeiro país europeu a entrar em contato com o Japão ainda no século XVI com dois objetivos declarados, comerciais e religiosos, na ânsia de reverter o estrangulamento comercial do Mediterrâneo e cristianizar os novos mundos. Fluíram para o solo nipônico uma infinidade de mercadores lusitanos e missionários da Companhia de Jesus”.


 


Aliás, como comunicador social me encanta ver como a presença portuguesa, principalmente do jesuíta Xavier, propagou na Europa a imagem do Japão. Assim escreve, em tese de doutorado, João Paulo A. Oliveira e Costa.


 


“Com efeito, as cartas dos missionários do Japão provocaram desde cedo uma considerável actividade editorial. As cartas escritas por Xavier em Kagoshima, foram impressas na Europa assim que chegaram, primeiro em Coimbra, logo em 1551, e no ano seguinte em Roma e Veneza. Em 1554, textos com referências ao Japão foram incluídas pela primeira vez numa obra laica, a segunda edição das Navigationi et viagi de Ramusio. Em 1555 era dada à estampa em Coimbra uma nova colectânea de cartas em que se incluíam novas informações sobre o Japão, que foram impressas logo no ano seguinte em Roma e em Barcelona.”


 


A influência foi benéfica ao povo japonês, com várias contribuições dos religiosos. Diferente do que se ensina na escola, a contribuição dos religiosos foi determinante para a evolução do pensamento racional, como nos mostra este texto do Otakismo:


 


“Os jesuitas eram intelectuais, a despeito da visão deturpada que temos da ciência nos tempos áureos de Igreja Católica (...) Esses padres pensadores, como deixa claro o livro de Yamashiro anteriormente citado, apresentaram aos japoneses a visão de mundo ocidental, como o racionalismo, o empirismo e o humanismo, que exerceram enorme influência no pensamento nipônico, ainda preso às visões de mundo tradicionais e míticas dos chineses e indianos. Os japoneses, através dos jesuitas, ‘encontraram, ainda, pela primeira vez, uma concepção sistemática da natureza como objeto definido do conhecimento humano’. E essa postura científica é sim derivada da religião, pois o Cristianismo, como os gregos, crê num universo ordenado, passível de observação e mensuração pela lógica humana”.


 


Mas nem tudo foi tão benéfico assim. A presença dos cristãos promoveu uma reviravolta religiosa-política no poder soberano. Com muitas conversões e novas ideologias, um mundo todo se abria para o povo japonês. Obviamente, essa revolução no pensamento teve consequências ruins, pois, como explica João Paulo:


 


“Conforme reconhece Derek Massarella, o Cristianismo, ainda que fosse uma pequena fonte de oposição, pelo menos em termos quantitativos, era ‘um credo estranho que [...] pôs em causa a ordem social’. Mary Elisabeth Berry salienta, a este propósito, que as guerras em Kyûshû haviam ganho, por vezes, uma dimensão cruzadística; segundo esta autora, o édito de 1587 constituiu um ataque directo à Igreja, que procurava impedi-la de se tornar num potentado. Por isso, Hideyoshi comparava então os cristãos às seitas budistas que ele e Nobunaga haviam destruído.”


 


A situação se agrava, como explica o siteCultura Japonesa.


 


“O japonólogo Georges Busquet esclarece que “a nova religião tornou-se o laço político dos feudais que lutavam contra o poder central que o Taiko-Sama (governante) e os sucessores se esforçavam por concentrar nas mãos”. Busquet afirma que “o nome cristão tornou-se sinônimo de rebelde... o cristianismo ameaçava criar um Estado dentro do Estado”. Além disso, os jesuítas portugueses se rivalizavam com os franciscanos espanhóis envolvendo questões políticas e pessoais.”


 


Sendo assim, Hideyoshi proíbe o culto cristão em 1587. Daqui em diante eu deixo a história de lado, pois vai iniciar-se um período de perseguição política-religiosa e muitos cristãos morrerão.  Mas esse trecho era essencial para definir os traços de religiosidade cristã em animês. Eu já havia percebido que, salvo poucos enredos, a religiosidade cristã sempre foi retratada de forma rebelde.


 


1.0-       Ora representando um poder avassalador e temido que destruirá o Japão. Fazendo uma alusão à organização da sociedade japonesa que é xintoísta e budista. Aqui vemos esse traço em Evangelion, onde anjos enviados por um Deus, estão tentando destruir Neo Tokyo.


 









2.0-       Ora são retratados como rebeldes, assim como definiu Georges Busquet, e podemos ver em um arco de Samurai X em animê.







 


3.0-       A confusão entre protestantes e católicos também é tema de animês, principalmente a luta entre estes grupos em Hellsing.


 







 


4.0-       Os anjos também foram retratados em Cavaleiros do Zodíaco. Aliás, Hyoga representa a cristandade em CDZ. Uma pessoa introvertida, fria e com grande apego familiar (mãe), embora nunca o tenhamos visto praticando rituais religiosos cristãos, a não ser o rosário da mãe dele, que ele carrega consigo.







 


 


Mas nem tudo está perdido para aqueles que almejam ver a fé cristã retratada de maneira diferente.   








segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fanfic Death Note: Capítulo 1 (Páginas 2 e 3)



Meru conversa consigo mesmo. --- Ela está nervosa! --- fala quase balbuciando e, imediatamente, responde a si mesmo --- Eu sei!

 

Naomi não gosta muito daquilo.  Ela abre a bolsa com cuidado, e tateia à procura da arma. Kenshin repara e sorri. Era novamente aquele sorriso que indicava profunda tristeza, mas trazia tranqüilidade. Eles chegam até o 20º andar. A porta se abre e Naomi percebe que é um andar inteiro somente para ele. O jovem sai do elevador com tranqüilidade e com as mãos no bolso. Outro jovem se aproxima dele. Ambos conversam.

 

Meru ---Eu fui bom hoje! Consegui fazer algo bom! --- sorri com mais alegria agora.

 

O garoto sorri de volta e olha para Naomi, que ainda está parada dentro do elevador. Ele se curva e diz.

 

Pietro --- Saudações! Sinta-se à vontade na casa de meu mestre. Pode entrar. --- Pietro é um jovem alto, bonito, com cabelos longos, castanhos e olhos azuis. Olhos tão azuis e penetrantes quanto o próprio céu.

 

Naomi sai do elevador e caminha em direção a uma poltrona. Todo o apartamento parece feito no estilo Art Decô, com cores escuras, mas janelas amplas. Kenshin senta-se em um sofá.  Pietro serve-lhe uma taça de vinho e oferece outra para Naomi, que recusa!

 

Meru ---Primeiro, vamos falar de determinismo. Você sabe o que é isso? --- indaga.

 

Naomi ---A pessoa faz exatamente aquilo que tinha de fazer e não poderia fazer outra coisa. A determinação de seus atos pertence à força de certas causas, externas e internas. O determinismo seria isso. --- completa Naomi --- É a falta de liberdade de escolha.

 

Meru ---Exato! Isso é a força elementar de um Death Note.--- O jovem é interrompido.

 

Naomi --- Death Note?

 

Meru --- É uma espécie de carderno que um Shiningami usa. Ao ter o nome escrito nele, a pessoa morre! O Homem possui um determinismo em seu futuro, pois foi-lhe dado uma data de nascimento e uma data de morte. O Death Note interfere nesse determinismo, alterando o destino da pessoa. Aliás, ao se escrever o nome de uma pessoa no Death Note, se não for estabelecida a causa da morte, ela será sempre de ataque cardíaco.

 

Naomo se lembra de Yagami escrevendo o nome dela em um pedaço de papel e da morte de seu amado noivo Raye Penber, que morrera de um ataque cardíaco.

 

Meru lendo os pensamentos de Naomi diz ---Sim, você está certa! Kira, ao escrever seu nome naquele pedaço de papel, retirado de um Death Note, interferiu no determinismo de sua morte. Assim como foi feito com o seu noivo. A única diferença é que Kira determinou a causa de sua morte, ao contrário do que fez com teu amado.

 

Ele faz uma pausa para beber do vinho em sua taça e , com um gole só, verte todo o vinho. Gesticulando para Pietro, Meru pede outra taça. Naomi asssite tudo enquanto pensa: “Kira tem um poder incrível. Além de estar incógnito, o que lhe dá liberdade para agir, ele não precisa nem estar na cena do crime para terminar. É o asssassino perfeito. Eu tenho que avisar ao L.”

 

Meru ---Não! A sua luta não é contra Kira. Já existe uma pessoa determinada a acabar com ele. E essa pessoa não é você e nem o L. Os fios do destino estão traçados para o Kira. Ele continuará agindo por um breve período, mas isso logo cessará. Esse será o determinismo para o indivíduo chamado Yagami!

 

 

Naomi ---E quem é você? Como o Death Note chegou à Terra? Imagino que não seja humano, pois provou inúmeras vezes que possui sabedoria e poder além das pessoas comuns.

 

Meru --- Sei de tua sede de justiça, pequena! Quer acabar com Kira, por seu amado noivo, mas não será assim. Tenho outro ponto para você. Quanto à sua pergunta, um Death Note é deixado na Terra por um Shiningami, que deve acompanhar a pessoa que o pegou, até que ela (a pessoa) morra, ou o caderno termine.  E eu, não deve se preocupar comigo...

 

Naomi ---É um Shiningami também! --- interrompe Misora, para a surpresa de Meru e Pietro--- Já deixou várias pistas: fez com que eu voltasse do mundo dos mortos. Retirou meu nome de uma página do Death Note. Além de todo o conhecimento que possui sobre Kira, e sobre as mortes. Posso estar errada, mas sei que você não é uma pessoa normal.

 

Ele sorri. Um sorriso diabólico. ---Sabia que tinha acertado ao te salvar. Será de imensa ajuda no caso que pretendo solucionar. E, sim, eu sou um Shiningami. Ou, pelo menos, fui um. Minha história eu te contarei, mas agora, pretendo me concentrar no que devemos fazer amanhã.

 

O jovem levanta do sofá. Pietro abre uma cortina atrás de seu patrão e Naomi consegue perceber um vulto de duas asas negras. Meru sorri de forma maligna. Seus olhos ficam vermelhos como sangue. Naomi também se levanta.

 

Kenshin ---Vamos descansar esse resto de manhã! Foi um dia tenso. Proíbo-te de entrar em contato com L. Ele deve seguir o destino que lhe foi traçado e você seguirá o seu. E não te preocupes, Kira também tem um destino.

 

Pietro ---O almoço será servido, pontualmente, às 13h30. Eu acompanharei a senhorita até o vosso quarto.