quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fanfic Death Note- Introdução (Parte 1)



FANFIC DEATH NOTE- Naomi Misora






INTRODUÇÃO – NAOMI MISORA


 


Naomi Misora.


 


Era uma manhã fria e chuvosa. Uma manhã em que uma aranha espreita uma vítima.


 


Naomi --- Vem cá, por que você olha tanto para o relógio? --- pergunta.


Yagami --- É porque eu sou o Kira! --- responde cinicamente o jovem, certo de sua vitória.


 


Não havia resposta mais aterradora do que esta. Não havia tempo para uma reação. A arma em sua bolsa era tudo que ela precisava para acabar com sua sede de vingança. Ela não teve tempo de alcançá-la. Bastava um grito por socorro. Ela não teve tempo para isso. Ela não teve tempo para a esperança. A maldição do Death Note, impecavelmente pontual, caíra sobre ela como uma rede de uma aranha. Tomada pelo espírito de morte, nada mais interessava. Ela caminha para a morte.


 


O jovem Yagami conversa com ela, mas ela não dá atenção às suas palavras. Naomi Misora estava indefesa. Que energia era essa que a controlava? Por que ela não podia se desvencilhar de tal sentimento, de tal força que a tragava para a morte? Ela caminhava, mas na verdade não desejava ir. Ela segurava a bolsa, quando, na verdade, desejava abri-la e sacar de um celular e dizer ao mundo que Yagami é Kira! Ela sabe que está indo rumo à morte. A pior das mortes. A morte que, em muitas crenças, leva o homem ao inferno. Mas será que o juiz do mundo dos mortos não saberia distinguir a real vontade, da vontade manipulada?  


 


Ela assiste tudo como se estivesse bêbada. Sua vontade não mais lhe pertencia. Seu corpo não lhe obedecia. Ela via uma multidão ao seu redor. Pessoas passavam e conversavam umas com as outras. Ela passava indiferente, mas em seu coração, em seu espírito, ela gritava. Ela orava para que alguém a ajudasse! Que alguém percebesse o engodo macabro no qual ela caíra. 


 


Naomi --- Parem! Ajudem-me! Por favor! --- ela tenta gritar. Nem um sussurro conseguia sair de sua boca. O máximo que o Death Note lhe confere é a liberdade de poder chorar e assistir indefesa o controle das asas da morte sobre sua pessoa.


 


Falta pouco para chegar ao destino. Falta pouco para que ela se junte ao seu marido. Mas ela não quer ir, não ainda. Muito cedo. Ela ainda consegue ouvir Ryuuku rindo.


 


Kenshin Meru ---Tem tanta gente aqui! Como vou saber? --- pergunta para si mesmo.


 


Kenshin ---Vai saber, sim! Aguarde! --- responde para si mesmo.


 


O jovem Kenshin está de jeans preto, tênis e um casaco de lã com gorro. De alta estatura, e cabelos escuros e bagunçados, ele conversa consigo mesmo, mas não é algo comum. Ele espera por algo. Ele sempre esperou por algo. Ele observa. Vê pessoas passando, felizes. Mas um olhar chama-lhe a atenção. Naomi passa por ele e ele observa os olhos vidrados, parados, em um horizonte perdido. Ele sente o Death Note e ouve o sussurro da alma da Naomi, como se não existisse mais esperança. Kenshin corre-lhe à frente e para junto a uma esquina. Ela espera passar por ele, como se fosse mais um. Mas ele não é mais um.